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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 153 de 365 · uns 11 min

Jó 4–6

Jó 4Abrir no leitor

1Então Elifaz o temanita respondeu, dizendo:

2Se tentarmos falar contigo, ficarás incomodado? Mas quem poderia deter as palavras?

3Eis que tu ensinavas a muitos, e fortalecias as mãos fracas;

4Tuas palavras levantavam aos que tropeçavam, e fortificavas os joelhos que desfaleciam.

5Mas agora isso que aconteceu contigo, tu te cansas; e quando isso te tocou, te perturbas.

6Por acaso não era o teu temor a Deus a tua confiança, e a integridade dos teus caminhos tua esperança?

7Lembra-te agora, qual foi o inocente que pereceu? E onde os corretos foram destruídos?

8Como eu tenho visto, os que lavram injustiça e semeiam opressão colhem o mesmo.

9Com o sopro de Deus eles perecem, e pelo vento de sua ira são consumidos.

10O rugido do leão, a voz do leão feroz, e os dentes dos leões jovens são quebrantados.

11O leão velho perece por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam.

12Uma palavra me foi dita em segredo, e meu ouvidos escutaram um sussurro dela.

13Em imaginações de visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre os homens,

14Espanto e tremor vieram sobre mim, que espantou todos os meus ossos.

15Então um vento passou por diante de mim, que fez arrepiar os pelos de minha carne.

16Ele parou, mas não reconheci sua feição; uma figura estava diante de meus olhos, e ouvi uma voz quieta, que dizia :

17Seria o ser humano mais justo que Deus? Seria o homem mais puro que seu Criador?

18Visto que ele não confia em seus servos, e considera seus anjos como loucos,

19Quanto mais naqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagáveis como a traça!

20Desde a manhã até a tarde são despedaçados, e perecem sempre, sem que ninguém perceba.

21Por acaso sua excelência não se perde com eles mesmos? Eles morrem sem sabedoria.

Jó 5Abrir no leitor

1Clama agora! Haverá alguém que te responda? E a qual dos santos te voltarás?

2Pois a ira acaba com o louco, e o zelo mata o tolo.

3Eu vi ao louco lançar raízes, porém logo amaldiçoei sua habitação.

4Seus filhos estarão longe da salvação; na porta são despedaçados, e não há quem os livre.

5O faminto devora sua colheita, e a tira até dentre os espinhos; e o assaltante traga sua riqueza.

6Porque a aflição não procede do pó da terra, nem a opressão brota do chão.

7Mas o ser humano nasce para a opressão, assim como as faíscas das brasas se levantam a voar.

8Porém eu buscaria a Deus, e a ele confiaria minha causa;

9Pois ele é o que faz coisas grandiosas e incompreensíveis, e inúmeras maravilhas.

10Ele é o que dá a chuva sobre a face da terra, e envia águas sobre os campos.

11Ele põe os humildes em lugares altos, para que os sofredores sejam postos em segurança.

12Ele frustra os planos dos astutos, para que suas mãos nada consigam executar.

13Ele prende aos sábios em sua própria astúcia; para que o conselho dos perversos seja derrubado.

14De dia eles se encontram com as trevas, e ao meio-dia andam apalpando como de noite.

15Porém livra ao necessitado da espada de suas bocas, e da mão do violento.

16Pois ele é esperança para o necessitado, e a injustiça tapa sua boca.

17Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus corrige; portanto não rejeites o castigo do Todo-Poderoso.

18Pois ele faz a chaga, mas também põe o curativo; ele fere, mas suas mãos curam.

19Em seis angústias ele te livrará, e em sete o mal não te tocará.

20Na fome ele te livrará da morte, e na guerra livrará do poder da espada.

21Do açoite da língua estarás encoberto; e não temerás a destruição quando ela vier.

22Tu rirás da destruição e da fome, e não temerás os animais da terra.

23Pois até com as pedras do campo terás teu pacto, e os animais do campo serão pacíficos contigo.

24E saberás que há paz em tua tenda; e visitarás tua habitação, e não falharás.

25Também saberás que tua semente se multiplicará, e teus descendentes serão como a erva da terra.

26Na velhice virás à sepultura, como o amontoado de trigo que se recolhe a seu tempo.

27Eis que é isto o que temos constatado, e assim é; ouve-o, e pensa nisso tu para teu bem .

Jó 6Abrir no leitor

1Mas Jó respondeu, dizendo:

2Oh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança!

3Pois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas.

4Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam.

5Por acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto?

6Por acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?

7Minha alma se recusa tocar essas coisas ,que são para mim como comida detestável.

8Ah se meu pedido fosse realizado, e se Deus me desse o que espero!

9Que Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo!

10Isto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não me poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo.

11Qual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida?

12É, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze?

13Tenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado?

14Ao aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso.

15Meus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam,

16Que estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve;

17Que no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar;

18Os cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem.

19As caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas.

20Foram envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados.

21Agora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes.

22Por acaso eu disse: Trazei-me algo ? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza?

23Ou: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos?

24Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.

25Como são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova?

26Pretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento?

27De fato vós lançaríeis sortes sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo.

28Agora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e vede se eu minto diante de vós.

29Mudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua.

30Há perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más?

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.