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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 154 de 365 · uns 11 min

Jó 7–9

Jó 7Abrir no leitor

1Por acaso o ser humano não tem um trabalho duro sobre a terra, e não são seus dias como os dias de um assalariado?

2Como o servo suspira pela sombra, e como o assalariado espera por seu pagamento,

3Assim também me deram por herança meses inúteis, e me prepararam noites de sofrimento.

4Quando eu me deito, pergunto: Quando me levantarei? Mas a noite se prolonga, e me canso de me virar na cama até o amanhecer.

5Minha carne está coberta de vermes e de crostas de pó; meu pele está rachada e horrível.

6Meus dias são mais rápidos que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança.

7Lembra-te que minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem.

8Os olhos dos que me veem não me verão mais; teus olhos estarão sobre mim, porém deixarei de existir.

9A nuvem se esvaece, e passa; assim também quem desce ao Xeol nunca voltará a subir.

10Nunca mais voltará à sua casa, nem seu lugar o conhecerá.

11Por isso eu não calarei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, e me queixarei na amargura de minha alma.

12Por acaso sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas guarda?

13Quando eu digo: Minha cama me consolará; meu leito aliviará minhas queixa,

14Então tu me espantas com sonhos, e me assombras com visões.

15Por isso minha alma preferia a asfixia e a morte, mais que meus ossos.

16Odeio a minha vida ; não viverei para sempre; deixa-me, pois que meus dias são inúteis.

17O que é o ser humano, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele teu coração,

18E o visites a cada manhã, e a cada momento o proves?

19Até quando não me deixarás, nem me liberarás até que eu engula minha saliva?

20Se pequei, o eu que te fiz, ó Guarda dos homens? Por que me fizeste de alvo de dardos, para que eu seja pesado para mim mesmo?

21E por que não perdoas minha transgressão, e tiras minha maldade? Porque agora dormirei no pó, e me buscarás de manhã, porém não mais existirei.

Jó 8Abrir no leitor

1Então Bildade, o suíta, respondeu, dizendo:

2Até quando falarás tais coisas, e as palavras de tua boca serão como um vento impetuoso?

3Por acaso Deus perverteria o direito, ou o Todo-Poderoso perverteria a justiça?

4Se teus filhos pecaram contra ele, ele também os entregou ao castigo por sua transgressão.

5Se tu buscares a Deus com empenho, e pedires misericórdia ao Todo-Poderoso;

6Se fores puro e correto, certamente logo ele se levantará em teu favor, e restaurará a morada de tua justiça.

7Ainda que teu princípio seja pequeno, o teu fim será muito grandioso.

8Pois pergunta agora à geração passada, e considera o que seus pais descobriram.

9Pois nós somos de ontem e nada sabemos, pois nossos dias sobre a terra são como a sombra.

10Por acaso eles não te ensinarão, e te dirão, e falarão palavras de seu coração?

11Pode o papiro crescer sem lodo? Ou pode o junco ficar maior sem água?

12Estando ele ainda verde, sem ter sido cortado, ainda assim se seca antes de toda erva.

13Assim são os caminhos de todos os que esquecem de Deus; e a esperança do corrupto perecerá;

14Sua esperança será frustrada, e sua confiança será como a teia de aranha.

15Ele se apoiará em sua casa, mas ela não ficará firme; ele se apegará a ela, mas ela não ficará de pé.

16Ele está bem regado diante do sol, e seus ramos brotam por cima de sua horta;

17Suas raízes se entrelaçam junto à fonte, olhando para o pedregal.

18Se lhe arrancarem de seu lugar, este o negará, dizendo : Nunca te vi.

19Eis que este é o prazer de seu caminho; e do solo outros brotarão.

20Eis que Deus não rejeita ao íntegro, nem segura pela mão aos malfeitores.

21Ainda ele encherá tua boca de riso, e teus lábios de júbilo.

22Os que te odeiam se vestirão de vergonha, e nunca mais haverá tenda de perversos.

Jó 9Abrir no leitor

1Mas Jó respondeu, dizendo:

2Na verdade sei que é assim; mas como pode o ser humano ser justo diante de Deus?

3Ainda se quisesse disputar com ele, não conseguiria lhe responder uma coisa sequer em mil.

4Ele é sábio de coração, e poderoso em forças. Quem se endureceu contra ele, e teve paz?

5Ele transporta as montanhas sem que o saibam; e as transtorna em seu furor.

6Ele remove a terra de seu lugar, e faz suas colunas tremerem.

7Ele dá ordem ao sol, e ele não brilha; e sela as estrelas.

8Ele é o que sozinho estende os céus, e anda sobre as alturas do mar.

9Ele é o que fez a Usra, o Órion, as Plêiades, e as constelações do sul.

10Ele é o que faz coisas grandes e incompreensíveis, e inúmeras maravilhas.

11Eis que ele passa diante de mim, sem que eu não o veja; ele passará diante de mim, sem que eu saiba.

12Eis que, quando ele toma, quem pode lhe impedir? Quem poderá lhe dizer: O que estás fazendo?

13Deus não reverterá sua ira, e debaixo dele se encurvam os assistentes de Raabe.

14Como poderia eu lhe responder, e escolher minhas palavras contra ele?

15A ele, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; a meu juiz pediria misericórdia.

16Ainda que eu lhe chamasse, e ele respondesse, mesmo assim não creria que ele tivesse dado ouvidos à minha voz.

17Pois ele tem me quebrantado com tempestade, e multiplicado minhas feridas sem causa.

18Ele não me permite respirar; em vez disso, me farta de amarguras.

19Quanto às forças, eis que ele é forte; e quanto ao juízo, ele diria : Quem me convocará?

20Ainda que eu seja justo, minha boca me condenaria; se eu fosse inocente, então ela me declararia perverso.

21Mesmo se eu for inocente, não estimo minha alma; desprezo minha vida.

22É tudo a mesma coisa; por isso digo: ele consome ao inocente e ao perverso.

23Quando o açoite mata de repente, ele ri do desespero dos inocentes.

24A terra está entregue nas mãos dos perversos. Ele cobre o rosto de seus juízes. Se não é ele, então quem é?

25Meus dias foram mais rápidos que um homem que corre; fugiram, e não viram o bem.

26Passaram como barcos de papiro, como a águia que se lança à comida.

27Se disser: Esquecerei minha queixa, mudarei o aspecto do meu rosto, e sorrirei,

28Ainda teria pavor de todas as minhas dores; pois sei que não me terás por inocente.

29Se eu já estou condenado, então para que eu sofreria em vão?

30Ainda que me lave com água de neve, e limpe minhas mãos com sabão,

31Então me submergirias no fosso, e minhas próprias vestes me abominariam.

32Pois ele não é homem como eu, para que eu lhe responda, e venhamos juntamente a juízo.

33Não há entre nós árbitro que ponha sua mão sobre nós ambos,

34Tire de sobre mim sua vara, e seu terror não me espante.

35Então eu falaria, e não teria medo dele. Pois não está sendo assim comigo.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.