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Festo, Agripa e o apelo a César
Atos 25 · Atos 26
Contexto
- Onde
- Cesareia
- Quando
- c. 59 a 60 d.C.
O novo governador, Festo, propõe julgar Paulo em Jerusalém. Paulo, como cidadão romano, usa o direito de apelar ao imperador: “Eu apelo a César” (25:11). Na época, o imperador era Nero, ainda no começo do governo.
Antes da viagem, Paulo fala diante do rei Agripa II e de Berenice. É a terceira vez que Atos conta a conversão, agora com ênfase na missão recebida. O veredito das autoridades é que ele não tinha feito nada que merecesse morte ou prisão (26:31-32).
Atos 25Abrir no leitor
1Então Festo, tendo entrado na província, subiu dali três dias depois de Cesareia a Jerusalém.
2E o sumo sacerdote e os líderes dos judeus compareceram diante dele contra Paulo, e lhe rogaram;
3Pedindo favor contra ele, para que o fizesse vir a Jerusalém, preparando cilada para o matarem no caminho.
4Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia, e que ele logo estava indo para lá .
5Ele disse: Então aqueles dentre vós que podem, desçam com igo , e se houver alguma coisa errada neste homem, acusem-no.
6E ele, tendo ficado entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e tendo se sentado no tribunal no dia seguinte, mandou que trouxessem a Paulo.
7E tendo ele vindo, os judeus que haviam descido de Jerusalém o rodearam, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar.
8Ele, disse em sua defesa: Eu não pequei nem contra a Lei dos judeus, nem contra o Templo, nem contra César, em coisa alguma.
9Mas Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Tu queres subir a Jerusalém e ser julgado sobre estas coisas diante de mim?
10E Paulo disse: Eu estou diante do tribunal de César, onde eu tenho que ser julgado; a nenhum dos judeus eu fiz mal, assim como também tu sabes muito bem.
11Porque se eu fiz algum mal, ou cometi algo digno de morte, eu não recuso morrer; mas se nada há das coisas que este me acusam, ninguém pode me entregar a eles. Eu apelo a César.
12Então Paulo, tendo conversado com o Conselho, respondeu: Tu apelaste a César; a César irás.
13E passados alguns dias, o Rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia para saudar a Festo.
14E quando tinham ficado ali muitos dias, Festo contou ao rei os assuntos de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado aqui preso por Félix;
15Por causa do qual, estando eu em Jerusalém, os chefes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus compareceram a mim , pedindo julgamento contra ele.
16Aos quais eu respondi não ser costume dos romanos entregar a algum homem à morte, antes que o acusado tenha seus acusadores face a face, e tenha oportunidade para se defender da acusação.
17Portanto, tendo eles se reunido aqui, fazendo nenhum adiamento, no dia seguinte, estando eu sentado no tribunal, mandei trazer ao homem.
18Do qual os acusadores estando aqui presentes, trouxeram como acusação nenhuma das coisas que eu suspeitava.
19Mas tinham contra ele algumas questões relativas às próprias crenças deles, e de um certo morto Jesus, o qual Paulo afirmava estar vivo.
20E eu, estando em duvida sobre como interrogar esta causa, disse, perguntando se ele queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado sobre estas coisas.
21Porém Paulo, tendo apelado para ser guardado ao interrogatório do imperador, mandei que o guardassem, até que eu o enviasse a César.
22E Agripa disse a Festo: Eu também queria ouvir a este homem.E ele disse: E amanhã tu o ouvirás.
23Então no dia seguinte, tendo vindo Agripa e Berenice, com muita pompa, e entrando no auditório com os comandantes e os homens mais importantes da cidade, trouxeram a Paulo por ordem de Festo.
24E Festo disse: Rei Agripa, e todos os homens que estais presentes aqui conosco, vós vedes este homem , a quem toda a multidão dos judeus, tanto em Jerusalém como aqui, tem apelado a mim, clamando que ele não deve mais viver.
25Mas tendo eu achado nada que ele tenha feito que fosse digno de morte, e também tendo ele mesmo apelado ao imperador, eu decidi enviá-lo.
26Do qual eu não tenho coisa alguma certa para escrever ao meu senhor; por isso que eu o trouxe diante de vós; e principalmente diante de ti, rei Agripa, para que, sendo feita a investigação, eu tenha algo para escrever.
27Porque não me parece razoável enviar a um prisioneiro, sem também informar as acusações contra ele.
Atos 26Abrir no leitor
1E Agripa disse a Paulo: É permitido a ti falar por ti mesmo.Então Paulo, estendendo a mão, respondeu em sua defesa:
2Eu me considero feliz, rei Agripa, de que diante de ti eu esteja hoje fazendo minha defesa de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;
3Principalmente por eu saber que tu sabes de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso eu te rogo que tu me ouças com paciência.
4Ora, a minha vida é conhecida por todos os judeus, desde a minha juventude, que desde o princípio tem sido entre os de minha nação em Jerusalém;
5Eles me conhecem desde o começo, se quiserem testemunhar, de que conforme a mais rigorosa divisão de nossa religião, eu vivi como fariseu.
6E agora, pela esperança da promessa que por Deus foi dada aos nossos pais, eu estou aqui sendo julgado.
7À qual nossas doze tribos, servindo continuamente a Deus de dia e de noite, esperam chegar; pela qual esperança, rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus.
8Por que se julga como incrível entre vós que Deus ressuscite aos mortos?
9Eu realmente tinha pensado comigo mesmo, que contra o nome de Jesus eu tinha que fazer muitas oposições.
10O que eu também fiz em Jerusalém; e tendo recebido autoridade dos chefes dos sacerdotes, eu pus em prisões a muitos dos santos; e quando eles eram mortos, eu também dava meu voto contra eles .
11E tendo lhes dado punição muitas vezes por todas as sinagogas, eu os forcei a blasfemarem. E estando extremamente enfurecido contra eles, até nas cidades estrangeiras eu os persegui;
12Nas quais, indo eu até Damasco, com autoridade e comissão dos chefes dos sacerdotes;
13Ao meio dia, vi no caminho, rei, uma luz do céu, que brilhava muito mais que o sol, e que encheu de claridade ao redor de mim e dos que iam comigo.
14E todos nós, tendo caído ao chão, eu ouvi uma voz que falava a mim, e dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro é para ti dar coices contra os aguilhões.
15E eu disse: Quem és, Senhor? E ele disse: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
16Mas levanta-te, e fica de pé, porque para isto eu apareci a ti, para te predeterminar como trabalhador e testemunha, tanto das coisas que já tens visto, como das coisas que eu ainda aparecerei a ti;
17Livrando-te d este povo, e dos gentios, aos quais agora eu te envio.
18Para abrir os olhos deles, e das trevas converterem à luz, e do poder de Satanás converterem a Deus; para que recebam perdão dos pecados, e herança entre os santificados pela fé em mim.
19Portanto, rei Agripa, eu não fui desobediente à visão celestial.
20Mas sim, primeiramente aos que estavam em Damasco e Jerusalém, e por toda a terra da Judeia, e aos gentios anunciei que se arrependessem, e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.
21Por causa disto os judeus me pegaram no Templo, e procuravam me matar.
22Porém tendo eu obtido socorro de Deus, permaneço até o dia de hoje, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes; não dizendo nada além dos que as coisas que os profetas e Moisés tinham dito que estavam para acontecer;
23Isto é , que o Cristo sofreria, e sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, ia anunciar a luz a este povo e aos gentios.
24E tendo Paulo dito isto em sua defesa, Festo disse em alta voz: Tu estás louco, Paulo; as muitas escrituras te fizeram enlouquecer!
25Mas ele respondeu : Eu não estou louco, excelentíssimo Festo; mas eu declaro palavras de verdade e de um são juízo;
26Porque o rei, a quem eu estou falando livremente, ele sabe muito bem destas coisas; porque eu não creio que nenhuma disto lhe seja oculto; por que isto não foi feito num canto.
27Rei Agripa, tu crês nos profetas? Eu sei que tu crês.
28E Agripa disse a Paulo: Por pouco tu me convences a me tornar cristão.
29E Paulo disse: Meu desejo a Deus é que, por pouco ou por muito, não somente tu, mas todos os que estão me ouvindo hoje, tais vos tornásseis assim como eu sou, a não ser por estas correntes.
30E tendo ele dito isto, o rei se levantou, e também o governador, Berenice, e os que estavam sentados com eles.
31E reunindo-se à parte, falavam uns aos outros, dizendo: Este homem nada faz que seja digno de morte ou de prisões.
32E Agripa disse a Festo: Este homem podia ser solto, se ele não tivesse apelado a César.
Nota de contexto escrita com apoio de IA e em revisão. Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.