Pular para o conteúdo
The Way

Procurar passagem ou palavra

Leitura

Atos e as cartas de Paulo

Dia 39 de 50 · uns 11 min

Naufrágio e chegada a Roma

Atos 27 · Atos 28

Contexto

Onde
Mar Mediterrâneo, Malta e Roma
Quando
c. 59 a 62 d.C.

A viagem de navio, contada com detalhes de marinheiro, é considerada uma das melhores descrições de navegação da Antiguidade. Era tarde no ano para navegar (27:9), e o navio naufraga em Malta.

Em Roma, Paulo fica dois anos numa casa alugada, sob guarda, recebendo quem o procurava (28:30-31). Atos termina aqui, sem contar o julgamento. Os estudiosos discutem por quê: talvez o livro tenha sido escrito nessa época, talvez o objetivo fosse mostrar a mensagem chegando à capital do Império.

Atos 27Abrir no leitor

1E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial.

2E embarcando -nos em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares costeiros da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica.

3E no dia seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu -lhe que fosse aos amigos, para receber cuidado deles .

4E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários.

5E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia.

6E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele.

7E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo continuar por ali ,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone.

8E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.

9E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo os exortava,

10Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas.

11Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia.

12E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno.

13E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta.

14Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.

15E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados por ele .

16E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva;

17O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes para reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e deixaram ir à deriva.

18E sendo muito afligidos pela tempestade, no dia seguinte jogaram a carga para fora do navio .

19E no terceiro dia , com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio.

20E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos.

21E havendo muito tempo que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e assim evitar esta situação ruim e prejuízo.

22Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além somente da perda do navio.

23Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo;

24Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado a vida a todos quantos navegam contigo.

25Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito.

26Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha.

27E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no mar Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra firme .

28E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças.

29E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse logo .

30E quando os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa,

31Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar.

32Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair.

33E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado.

34Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça.

35E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo -o , começou a comer.

36E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram algo para comer.

37E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas.

38E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar.

39E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio.

40E tendo levantado as âncoras, deixaram -no ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando -o à praia.

41Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas.

42Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum deles fugisse a nado.

43Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem ao mar e chegassem à terra firme .

44E depois os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.

Atos 28Abrir no leitor

1E tendo sobrevivido, então souberam que a ilha se chamava Malta.

2E os nativos demonstraram para conosco uma benevolência incomum; porque, tendo acendido uma fogueira, recolheram a nós todos, por causa da chuva que estava caindo, e por causa do frio.

3E tendo Paulo recolhido uma quantidade de gravetos, e pondo-os no fogo, saiu uma víbora do calor, e fixou os dentes na mão dele.

4E quando os nativos vieram o animal pendurado na mão dele, disseram uns aos outros: Certamente este homem é assassino, ao qual, tendo sobrevivido do mar, a justiça não o deixa viver.

5Porém, ele, tendo sacudido o animal ao fogo, sofreu nenhum mal.

6E eles esperavam que ele fosse inchar, ou cair morto de repente. Mas tendo esperado muito, e vendo que nenhum incômodo tinha lhe sobrevindo, mudaram de opinião , e diziam que ele era um deus.

7E perto daquele mesmo lugar o homem mais importante da ilha, por nome Públio, tinha algumas propriedades; o qual nos recebeu e nos hospedou por três dias gentilmente.

8E aconteceu que o pai de Públio estava de cama, doente de febres e disenteria; ao qual Paulo entrou, e tendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou.

9Tendo então isto acontecido, também vieram a ele outros que tinham enfermidades, e foram curados;

10Os quais nos honraram com muitas honras; e estando nós para navegar, nos entregaram as coisas necessárias.

11E três meses depois, nós partimos em um navio de Alexandria, que tinha passado o inverno na ilha; o qual tinha como símbolo os gêmeos Castor e Pólux.

12E chegando a Siracusa, ficamos ali três dias.

13De onde, tendo indo ao redor da costa, chegamos a Régio; e um dia depois, ventando ao sul, viemos o segundo dia a Putéoli.

14Onde, tendo achado alguns irmãos, eles nos rogaram que ficássemos com eles por sete dias; e assim viemos a Roma.

15E os irmãos, ao ouvirem notícias sobre nós, desde lá nos saíram ao encontro até a praça de Ápio, e as três tavernas; e Paulo, tendo os visto, agradeceu a Deus, e tomou coragem.

16E quando chegamos a Roma, o centurião entregou os prisioneiros ao chefe da guarda, mas a Paulo foi permitido morar por si mesmo à parte, junto com o soldado que o guardava.

17E aconteceu que, três dias depois, Paulo chamou juntos os chefes dos judeus; e ao se reunirem, disse-lhes: Homens irmãos, tendo eu nada feito contra o povo, ou contra os costumes dos pais, mesmo assim eu vim preso desde Jerusalém, entregue em mãos dos romanos.

18Os quais, tendo me investigado, queriam me soltar, por não haver em mim nenhum crime de morte.

19Mas os judeus, dizendo em contrário, eu fui forçado a apelar a César; mas não como que eu tenha que acusar a minha nação.

20Então por esta causa eu vos chamei até mim, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel eu estou agora preso nesta corrente.

21Mas eles lhe disseram: Nós nem recebemos cartas da Judeia relacionadas a ti, nem algum dos irmãos, tendo vindo aqui, tem nos informado ou falado de ti algum mal.

22Mas nós queríamos ouvir de ti o que tu pensas; porque, quanto a esta seita, conhecemos que em todo lugar há quem fale contra ela.

23E tendo eles lhe determinado um dia, muitos vieram até onde ele estava morando; aos quais ele declarava e dava testemunho do Reino de Deus; e procurava persuadi-los quanto a Jesus, tanto pela Lei de Moisés, como pelos profetas, desde a manhã até a tarde.

24E alguns criam nas coisas que ele dizia; mas outros não criam.

25E estando discordantes entre si, despediram-se, tendo Paulo disto esta palavra: O Espírito Santo corretamente falou a nossos pais por meio de Isaías o profeta,

26Dizendo: Vai a este povo, e dize: De fato ouvireis, mas de maneira nenhuma entendereis; e de fato vereis, mas de maneira nenhuma enxergareis.

27Porque o coração deste povo está insensível, seus ouvidos ouvem com dificuldade, e seus olhos estão fechados; para que em maneira nenhuma vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.

28Portanto seja conhecido por vós que a salvação de Deus foi enviada aos gentios; e eles a ouvirão.

29E havendo ele dito isto, os judeus foram embora, havendo entre eles grande discussão.

30E Paulo ficou dois anos inteiros em sua própria casa alugada; e recebia a todos quantos vinham a ele;

31Pregando o Reino de Deus, e ensinando com ousadia a doutrina do Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

Nota de contexto escrita com apoio de IA e em revisão. Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.