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The Way

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Livros de sabedoria em 60 dias

Dia 4 de 60 · uns 10 min

Jó 11–13

Jó 11Abrir no leitor

1Então Zofar, o naamita, respondeu, dizendo:

2Por acaso a multidão de palavras não seria respondida? E o homem falador teria razão?

3Por acaso tuas palavras tolas faria as pessoas se calarem? E zombarias tu, e ninguém te envergonharia?

4Pois disseste: Minha doutrina é pura, e eu sou limpo diante de teus olhos.

5Mas na verdade, queria eu que Deus falasse, e abrisse seus lábios contra ti,

6E te fizesse saber os segredos da sabedoria, porque o verdadeiro conhecimento tem dois lados; por isso sabe tu que Deus tem te castigado menos que mereces por tua perversidade.

7Podes tu compreender os mistérios de Deus? Chegarás tu à perfeição do Todo-Poderoso?

8Sua sabedoria é mais alta que os céus; que tu poderás fazer? E mais profunda que o Xeol; que tu poderás conhecer?

9Sua medida é mais comprida que a terra, e mais larga que o mar.

10Se ele passar, e prender, ou se ajuntar para o julgamento ,quem poderá o impedir?

11Pois ele conhece as pessoas vãs, e vê a maldade; por acaso ele não a consideraria?

12O homem tolo se tornará entendido quando do asno selvagem nascer um humano.

13Se tu preparares o teu coração, e estenderes a ele tuas mãos;

14Se alguma maldade houver em tua mão, lança-a de ti, e não deixes a injustiça habitar em tuas tendas;

15Então levantarás teu rosto sem mácula; estarás firme, e não temerás;

16E esquecerás teu sofrimento, ou lembrarás dele como de águas que já passaram;

17E tua vida será mais clara que o meio-dia; ainda que haja trevas, tu serás como o amanhecer.

18E serás confiante, porque haverá esperança; olharás em redor, e repousarás seguro.

19E te deitarás, e ninguém te causará medo; e muitos suplicarão a ti.

20Porém os olhos dos maus se enfraquecerão, e o refúgio deles perecerá; a esperança deles será a morte.

Jó 12Abrir no leitor

1Porém Jó respondeu, dizendo:

2Verdadeiramente vós sois o povo; e convosco morrerá a sabedoria.

3Também eu tenho entendimento como vós; e não sou inferior a vós; e quem há que não saiba coisas como essas?

4Eu sou o motivo de riso de meus amigos, eu que invocava a Deus, e ele me respondia; o justo e íntegro serve de riso.

5Na opinião de quem está descansado, a desgraça é desprezada, como se estivesse preparada aos que cujos pés escorregam.

6As tendas dos ladrões têm descanso, e os que irritam a Deus estão seguros; os que trazem seu deus em suas mãos.

7Verdadeiramente pergunta agora aos animais, que eles te ensinarão; e às aves dos céus, que elas te explicarão;

8Ou fala com a terra, que ela te ensinará; até os peixes do mar te contarão.

9Quem entre todas estas coisas não entende que a mão do SENHOR faz isto?

10Em sua mão está a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana.

11Por acaso o ouvido não distingue as palavras, e o paladar prova as comidas?

12Nos velhos está o conhecimento, e na longa idade o entendimento.

13Com Deus está a sabedoria e a força; o conselho e o entendimento lhe pertencem.

14Eis que o que ele derruba não pode ser reconstruído; e ninguém pode libertar o homem a quem ele aprisiona.

15Eis que, quando ele detém as águas, elas se secam; quando ele as deixa sair, elas transtornam a terra.

16Com ele está a força e a sabedoria; Seu é o que erra, e o que faz errar.

17Ele leva os conselheiros despojados, e faz os juízes enlouquecerem.

18Ele solta a atadura dos reis, e ata um cinto a seus lombos.

19Ele leva os sacerdotes despojados, e transtorna os poderosos.

20Ele tira a fala daqueles a quem os outros confiam, e tira o juízo dos anciãos.

21Ele derrama menosprezo sobre os príncipes, e afrouxa o cinto dos fortes.

22Ele revela as profundezas das trevas, e traz a sombra de morte à luz.

23Ele multiplica as nações, e ele as destrói; ele dispersa as nações, e as reúne.

24Ele tira o entendimento dos líderes do povo da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho.

25Nas trevas andam apalpando, sem terem luz; e os faz cambalear como a bêbados.

Jó 13Abrir no leitor

1Eis que meus olhos têm visto tudo isto ; meus ouvidos o ouviram, e entenderam.

2Assim como vós o sabeis, eu também o sei; não sou inferior a vós.

3Mas eu falarei com o Todo-Poderoso, e quero me defender para com Deus.

4Pois na verdade vós sois inventores de mentiras; todos vós sois médicos inúteis.

5Bom seria se vos calásseis por completo, pois seria sabedoria de vossa parte.

6Ouvi agora meu argumento, e prestai atenção aos argumentos de meus lábios.

7Por acaso falareis perversidade por Deus, e por ele falareis engano?

8Fareis acepção de sua pessoa? Brigareis em defesa de Deus?

9Seria bom para vós se ele vos investigasse? Enganareis a ele como se engana a algum homem?

10Certamente ele vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas.

11Por acaso a majestade dele não vos espantará? E o temor dele não cairá sobre sobre vós?

12Vossos conceitos são provérbios de cinzas; vossas defesas são como defesas de lama.

13Calai-vos diante de mim, e eu falarei; e venha sobre mim o que vier.

14Por que tiraria eu minha carne com meus dentes, e poria minha alma em minha mão?

15Eis que, ainda que ele me mate, nele esperarei; porém defenderei meus caminhos diante dele.

16Ele mesmo será minha salvação; pois o hipócrita não virá perante ele.

17Ouvi com atenção minhas palavras, e com vossos ouvidos minha declaração.

18Eis que já tenho preparado minha causa; sei que serei considerado justo.

19Quem é o que brigará comigo? Pois então eu me calaria e morreria.

20Somente duas coisas não faças comigo; então eu não me esconderei de teu rosto:

21Afasta tua mão de sobre mim, e teu terror não me espante.

22Chama, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responde.

23Quantas culpas e pecados eu tenho? Faze-me saber minha transgressão e meu pecado.

24Por que escondes teu rosto, e me consideras teu inimigo?

25Por acaso quebrarás a folha arrebatada pelo vento ? E perseguirás a palha seca?

26Por que escreves contra mim amarguras, e me fazes herdar as transgressões de minha juventude?

27Também pões meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos. Tu pões limites às solas dos meus pés.

28Eu me consumo como a podridão, como uma roupa que a traça rói.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.