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João 4 · Lucas 5
João 4Abrir no leitor
1Quando, pois, o Senhor entendeu que os fariseus ouviram que Jesus fazia e batizava mais discípulos que João
2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas sim seus discípulos),
3Ele deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.
4E foi necessário passar por Samaria.
5Veio pois a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto à propriedade que Jacó deu a seu filho José.
6E ali estava a fonte de Jacó. Então Jesus, cansado do caminho, sentou-se assim junto à fonte; era isto quase à hora sexta.
7Veio uma mulher de Samaria para tirar água; Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.
8(Porque seus discípulos haviam ido à cidade para a comprar de comer).
9Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicam com o samaritanos.)
10Respondeu Jesus, e disse-lhe: Se tu conhecesses o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
11Disse a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; de onde pois tens a água viva?
12És tu maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço? E ele mesmo dele bebeu, e seus filhos, e seu gado?
13Jesus respondeu, e disse-lhe: Todo aquele que beber desta água voltará a ter sede;
14Porém aquele que beber da água que eu lhe der, para sempre não terá sede, mas a água que eu lhe der se fará nele fonte de água, que salte para vida eterna.
15Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me desta água, para que eu não tenha mais sede, nem venha aqui para tirar.
16Disse-lhe Jesus: Vai, chama a teu marido, e vem cá.
17A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Bem disseste: Marido não tenho.
18Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto com verdade disseste.
19Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
21Disse-lhe Jesus: Mulher, crê em mim, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis ao Pai.
22Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.
23Porém a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque também o Pai busca a tais que o adorem.
24Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá -lo em espírito e em verdade.
25Disse-lhe a mulher: Eu sei que o Messias vem (que se chama o Cristo); quando ele vier, todas as coisas nos anunciará.
26Disse-lhe Jesus: Eu sou o que contigo falo.
27E nisto vieram seus discípulos; e maravilharam-se de que falasse com uma mulher; mas ninguém lhe disse: Que perguntas? ou, O que falas com ela?
28Deixou, pois, a mulher seu vaso de água, e foi à cidade, e disse ao povo:
29Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; por acaso não é este o Cristo?
30Saíram, pois, da cidade, e vieram a ele.
31E enquanto isso, os discípulos lhe pediam, dizendo: Rabi, come.
32Porém ele lhes disse: Uma comida tenho que comer, que vós não sabeis.
33Diziam, pois, os discípulos uns aos outros: Por acaso alguém lhe trouxe de comer?
34Disse-lhes Jesus: Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e cumprir sua obra.
35Não dizeis vós, que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que vos digo: Levantai vossos olhos, e vede as terras; porque já estão brancas para a ceifa.
36E o que ceifa, recebe recompensa, e junta fruto para vida eterna; para que ambos se alegrem, tanto o que semeia, quanto o que ceifa.
37Porque nisto é verdadeiro o ditado, que: Um é o que semeia, e outro o que ceifa.
38Eu vos enviei para ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles.
39E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele pela palavra da mulher, que testemunhava, dizendo: Ele me disse tudo quanto eu tenho feito.
40Vindo pois os samaritanos a ele, suplicaram-lhe que ficasse com eles; e ele ficou ali dois dias.
41E creram ainda muitos mais pela palavra dele.
42E diziam à mulher: Já não cremos por teu dito; porque nós mesmos temos o ouvido, e sabemos que verdadeiramente este é o Cristo, o Salvador do mundo.
43E depois de dois dias partiu dali, e foi-se para a Galileia.
44Porque o mesmo Jesus testemunhou que não tem o Profeta honra em sua própria terra.
45Vindo pois para a Galileia, os Galileus o receberam, havendo visto todas as coisas que fizera em Jerusalém no dia da festa, porque também eles foram ao dia da festa.
46Veio pois Jesus outra vez a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E estava ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.
47Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e suplicava-lhe que descesse, e curasse a seu filho, porque já estava à morte.
48Disse-lhe pois Jesus: Se não virdes sinais e milagres não crereis.
49O nobre lhe disse: Senhor, desce, antes que meu filho morra.
50Disse-lhe Jesus: Vai, teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e se foi.
51E estando ele já descendo, seus servos lhe saíram ao encontro, e lhe anunciaram, dizendo: Teu filho vive.
52Perguntou-lhes pois, a que hora se achara melhor; e disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou.
53Entendeu pois o pai, que aquela era a mesma hora em que Jesus lhe disse: Teu filho vive. E creu nele, e toda sua casa.
54Este segundo sinal Jesus voltou a fazer, quando ele veio d a Judeia a Galileia.
Lucas 5Abrir no leitor
1E aconteceu que as multidões o comprimiam para ouvir a palavra de Deus, quando ele estava junto ao lago de Genesaré.
2Então ele viu dois barcos que estavam próximos da margem do lago, e os pescadores haviam descido deles, e estavam lavando as redes.
3Ele entrou num daqueles barcos, que era o de Simão, e lhe pediu que o afastasse um pouco da terra. Depois se sentou, e do barco ensinou às multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: Vai à água profunda, e lançai as vossas redes para pescar.
5Simão lhe respondeu: Mestre, trabalhamos toda a noite, mas nada pegamos; mas pela tua palavra lançarei a rede.
6Eles fizeram assim, e recolheram grande quantidade de peixes, e sua rede estava se rompendo.
7Então acenaram aos companheiros que estavam no outro barco, para que viessem os ajudar. Vieram, e encheram ambos os barcos, de tal maneira que quase afundavam.
8Quando Simão Pedro viuisso , prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.
9Pois ele estava cheio de espanto, como todos os que estavam com ele, por causa da coleta de peixes que haviam feito.
10E semelhantemente, também, Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram colegas de Simão. E Jesus disse a Simão: Não temas, de agora em diante pescarás gente.
11Eles levaram os barcos para a terra, deixaram tudo, e o seguiram.
12E aconteceu que, quando ele estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra viu Jesus; então prostrou-se sobre o rosto, e lhe rogou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes me tornar limpo.
13Ele estendeu a mão, e o tocou, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.
14E mandou-lhe que não o dissesse a ninguém: Mas vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece por tua purificação, como Moisés mandou, para lhes dar testemunho.
15Porém a sua fama se espalhava ainda mais; e ajuntavam-se muitas multidões para o ouvir, e para serem por ele curadas de suas enfermidades.
16Porém ele se retirava para os desertos, e ali orava.
17E aconteceu num daqueles dias que estava ensinando, e estavam ali sentados fariseus e instrutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, da Judeia, e de Jerusalém; e o poder do Senhor estava ali para os curar.
18E eis que uns homens traziam numa cama um homem que estava paralítico; e procuravam levá-lo para dentro, a fim de o porem diante dele.
19Como não acharam por onde pudessem levá-lo para dentro, por causa da multidão, subiram ao telhado, e pelas telhas o baixaram com o leito para o meio do povo , diante de Jesus.
20Ele viu a fé deles, e disse-lhe: Homem, teus pecados são perdoados.
21E os escribas e os fariseus começaram a questionar, dizendo: Quem é este que fala blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?
22Porém Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: O que pensais em vossos corações?
23O que é mais fácil? Dizer: Teus pecados são perdoados? Ou dizer: Levanta-te, e anda?
24Para que saibais que o Filho do homem tem poder sobre a terra para perdoar pecados, (disse ao paralítico:) Eu te digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.
25E ele levantou-se imediatamente diante deles, tomou o leito em que estava deitado, e foi para a sua casa, glorificando a Deus.
26E todos ficaram admirados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos maravilhas!
27Depois destas coisas, ele saiu; e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria de tributos, e disse-lhe: Segue-me.
28Ele deixou tudo, levantou-se, e o seguiu.
29E Levi lhe fez um grande banquete em sua casa; e havia ali uma grande multidão de publicanos e de outros que estavam sentados com eles à mesa .
30E seus escribas e fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?
31Jesus lhes respondeu: Os que estão sãos não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.
32Eu não vim para chamar os justos, mas sim, os pecadores, ao arrependimento.
33Então eles lhe disseram: Por que os discípulos de João jejuam muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem?
34Mas ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os convidados do casamento, enquanto o noivo está com eles?
35Porém virão dias em que o esposo lhes será tirado; então naqueles dias jejuarão.
36E dizia-lhes também uma parábola: Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha; de outra maneira, o novo rompe, e o remendo do novo não será adequado ao velho.
37E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra maneira, o vinho novo romperá os odres, e se derramará, e os odres são destruídos.
38Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos se conservam.
39E ninguém que beber do velho quer logo o novo; porque diz: O velho é melhor.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.