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Isaías 23–27
Isaías 23Abrir no leitor
1Revelação sobre Tiro:Uivai, navios de Társis, pois ela está arruinada, sem sobrar casa alguma, nem entrada nela . Desde a terra do Chipre isto lhes foi informado.
2Calai-vos, moradores do litoral; vós mercadores de Sidom, que vos enchíeis pelos que atravessavam o mar.
3E sua renda era os grãos de Sior, a colheita do Nilo, que vinha por muitas águas. Ela era o centro de comércio das nações.
4Envergonha-te, Sidom; pois o mar falou, a fortaleza do mar disse: Eu não tive dores de parto, nem de mim nasceu criança; nunca criei meninos nem eduquei virgens.
5Quando as notícias chegarem ao Egito, eles se angustiarão com as informações de Tiro.
6Passai-vos a Társis; uivai, moradores do litoral!
7É esta a vossa alegre cidade? A que existia desde os tempos antigos? Eram os pés dela que a levavam para alcançar lugares distantes?
8Quem foi, pois, que determinou isto contra Tiro, a que dava coroas, que cujos mercadores eram príncipes, e cujos comerciantes eram os mais ilustres da terra?
9Foi o SENHOR dos exércitos que determinou isto, para envergonhar o orgulho de sua beleza, e humilhar a todos os ilustres da terra.
10Passa-te como o rio à tua terra, ó filha de Társis, pois já não há mais fortaleza.
11Ele estendeu sua mão sobre o mar, e abalou aos reinos; o SENHOR deu uma ordem contra Canaã, para destruir suas fortalezas.
12E disse: Nunca mais te encherás de alegria, ó oprimida virgem, filha de Sidom; levanta-te, passa ao Chipre; e alinda ali não terás descanso.
13Olhai para a terra dos Caldeus, este que deixou de ser povo. A Assíria a fundou para os que moravam no deserto; levantaram suas fortalezas, e derrubaram seus palácios; transformou-a em ruínas.
14Uivai, navios de Társis; porque destruída está vossa fortaleza.
15E será naquele dia, que Tiro será esquecida por setenta anos, como dias de um rei; mas ao fim de setenta anos, haverá em Tiro algo como a canção da prostituta:
16Toma uma harpa, rodeia a cidade, ó prostituta esquecida; toca boa música, e canta várias canções, para que tu sejas lembrada.
17Pois será que, ao fim de setenta anos, o SENHOR visitará a Tiro, e voltará à sua atividade, prostituindo-se com todos os reinos do mundo que há sobre a face da terra.
18Mas seu comércio e seus ganhos como prostituta serão consagrados ao SENHOR; não serão guardados nem depositados; mas seu comércio será para os que habitam perante o SENHOR, para que comam até se saciarem, e tenham roupas de boa qualidade.
Isaías 24Abrir no leitor
1Eis que o SENHOR esvazia a terra, e a assola; e transtorna sua superfície, e espalha seus moradores.
2E isso acontecerá, tanto ao povo, como ao sacerdote; tanto ao servo, como a seu senhor; tanto à serva, como a sua senhora; tanto ao comprador, como ao vendedor; tanto a quem empresta, como ao que toma emprestado; tanto ao credor, como ao devedor.
3A terra será esvaziada por completo, e será saqueada por completo; pois o SENHOR pronunciou esta palavra.
4A terra chora e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; estão enfraquecidos os mais elevados do povo da terra;
5Pois a terra está contaminada por causa de seus moradores; pois transgridem as leis, mudam os estatutos, e anulam o pacto eterno.
6Pois isso, a maldição consome a terra; e os que nela habitam pagam por sua culpa; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.
7O suco de uva chora, a vinha se enfraquece; todos os alegres de coração agora suspiram.
8A alegria dos tamborins parou, acabou o ruído dos que saltavam de prazer; a alegria da harpa parou.
9Não beberão vinho com canções; a bebida alcoólica será amarga aos que a beberem.
10A cidade da confusão está quebrada; todas as casas estão fechadas; ninguém pode entrar.
11Um clamor de lamento por causa do vinho se ouve nas ruas; toda a alegria se escureceu; o prazer da terra sumiu.
12Só restou assolação na cidade; o portão foi feito em ruínas.
13Porque assim será por entre a terra, e no meio destes povos; como quando se sacode a oliveira, e como as uvas que sobram depois de terminada a vindima.
14Eles levantarão sua voz, e cantarão com alegria; por causa da glória do SENHOR, gritarão de alegria desde o mar.
15Por isso glorificai ao SENHOR no oriente; e no litoral ao nome do SENHOR, o Deus de Israel.
16Dos confins da terra ouvimos canções para a glória do Justo; mas eu digo: Fraqueza minha, fraqueza minha; ai de mim! Os enganadores enganam, e com enganação os enganadores agem enganosamente.
17Temor, cova e laço vem sobre ti, ó morador da terra.
18E será que, aquele que fugir do som de temor cairá na cova; e aquele que subir da cova, o laço o prenderá; pois as janelas do alto se abrem; e os fundamentos da terra tremerão.
19A terra será quebrada por completo; a terra será totalmente partida, e será muito abalada.
20A terra balançará como um bêbado; e será abalada como uma choupana; e sua transgressão pesará sobre ela; cairá, e nunca mais se levantará.
21E será que naquele dia o SENHOR visitará para punir aos exércitos do alto na altura, e aos reis da terra sobre a terra.
22E juntamente serão amontoados como presos numa masmorra; e serão encarcerados num cárcere; e muitos dias depois serão visitados.
23E a lua será envergonhada, e o sol humilhado, quando o SENHOR dos exércitos reinar no monte de Sião, e em Jerusalém; e então perante seus anciãos haverá glória.
Isaías 25Abrir no leitor
1Ó SENHOR, tu és meu Deus; eu te exaltarei, e louvarei o teu nome, pois tu tens feito maravilhas, teus conselhos antigos, com fidelidade e verdade.
2Pois tu fizeste da cidade um amontoado de pedras; da cidade fortificada uma ruína; fizeste com que os edifícios dos estrangeiros deixassem de ser cidade, e nunca mais voltem a ser construídos.
3Por isso, um poderoso povo te glorificará, a cidade de nações terríveis te temerá.
4Pois tu foste a fortaleza do pobre, a fortaleza do necessitado, em sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos violentos é como uma tempestade contra o muro.
5Tal como o calor em lugar seco, assim tu abaterás o ímpeto dos estrangeiros; tal como uma espessa nuvem diminui o calor, assim será humilhada a canção dos violentos.
6E neste monte o SENHOR dos exércitos fará para todos os povos um banquete de animais cevados, um banquete de vinhos finos; de gorduras de tutanos, e de vinhos finos, bem purificados.
7E neste monte devorará o véu funerário que está sobre todos os povos, e a coberta com que todas as nações se cobrem.
8Ele devorará a morte para sempre, e o Senhor DEUS enxugará as lágrimas de todos os rostos; e tirará a humilhação de seu povo de toda a terra; pois o SENHOR assim disse.
9E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem temos posto nossa esperança para nos salvar; este é o SENHOR, em quem esperamos; em sua salvação teremos prazer e nos alegraremos.
10Pois a mão do SENHOR descansará neste monte; Moabe, porém, será esmagado debaixo dele, tal como se esmaga a palha no amontoado de esterco.
11E estenderão suas mãos no meio dela, tal como um nadador estende para nadar; e o SENHOR abaterá a arrogância deles com a habilidade de suas mãos.
12E lançará abaixo as fortalezas de teus muros; ele as abaterá e derrubará até o chão, ao pó.
Isaías 26Abrir no leitor
1Naquele dia, se cantará este cântico na terra de Judá: Temos uma cidade forte! Deus lhe pôs a salvação por muros e antemuros.
2Abri as portas, para que por elas entre a nação justa, que guarda fidelidades.
3Tu guardarás em completa paz aquele que tem firme entendimento, pois ele confia em ti.
4Confiai no SENHOR para sempre, pois no SENHOR DEUS está a rocha eterna.
5Pois ele abate aos que habitam em lugares altos, a cidade elevada; certamente ele a abaixará até o chão, e a derrubará até o pó.
6Pés a pisotearão; os pés dos afligidos, os passos dos pobres.
7O caminho do justo é todo plano; tu que és reto nivelas o andar do justo.
8Também no caminho dos teus juízos esperamos em ti; em teu nome e em tua lembrança está o desejo de nossa alma.
9Com minha alma te desejei de noite, e com meu espírito dentro de mim te busquei de madrugada; pois quando teus juízos estão sobre a terra, os moradores do mundo aprendem a justiça.
10Ainda que se faça favor ao perverso, nem assim ele aprende a justiça; até na terra dos corretos ele pratica maldade, e não dá atenção à majestade do SENHOR.
11Ó SENHOR, tua mão está levantada, mas eles não a veem; porém eles verão e serão envergonhados pelo zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá a teus adversários.
12Ó SENHOR, tu nos fornecerá paz; pois todos os nossos feitos tu fizeste por nós.
13Ó SENHOR nosso Deus, outros senhores fora de ti nos dominaram; mas somente em ti, em teu nome, mantínhamos nossos pensamentos.
14Eles estão mortos, não voltarão a viver; fantasmas não ressuscitarão; por isso tu os visitaste e os destruíste, e eliminaste toda a memória deles.
15Tu, SENHOR, engrandeceste esta nação; engrandeceste esta nação, e te fizeste glorioso; alargaste os limites da terra.
16Ó SENHOR, na aflição eles te buscaram; quando tu os castigaste, uma oração eles sussurraram.
17Tal como a grávida quando chega a hora do parto, sofre e dá gritos por suas dores, assim fomos nós diante de tua presença, SENHOR.
18Concebemos e tivemos dores, porém geramos nada além de vento. Não trouxemos libertação à terra, nem os moradores do mundo caíram.
19Os teus mortos viverão, junto com meu cadáver, assim ressuscitarão; festejai e sede alegres, vós que habitais no pó! Pois o teu orvalho é orvalho de luz, e a terra gerará de si seus mortos.
20Vai, ó povo meu; entra em teus quartos, e fecha tuas portas ao redor de ti; esconde-te por um momento, até que a ira tenha passado.
21Porque eis que o SENHOR sairá de seu lugar para punir a maldade dos moradores da terra sobre eles; e a terra mostrará seus sangues, e não mais cobrirá seus mortos.
Isaías 27Abrir no leitor
1Naquele dia, o SENHOR punirá, com sua dura, grande e forte espada, ao Leviatã, a ágil serpente; ao Leviatã, a serpente tortuosa; e matará o dragão que está no mar.
2Naquele dia, cantai à preciosa vinha:
3Eu, o SENHOR, a vigio, e a rego a cada momento; para que ninguém a invada, eu a vigiarei de noite e de dia.
4Já não há furor em mim. Caso alguém ponha contra mim espinhos e cardos, eu lutarei contra eles em batalha, e juntos os queimarei.
5Ou, se quiserem depender de minha força, então façam as pazes comigo, e sejam comigo feitas as pazes.
6Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá, e brotará Israel; e encherão superfície do mundo de frutos.
7Por acaso ele o feriu, como feriu aos que o feriram? Ou ele o matou, como morreram os que o por ele foram mortos?
8Com moderação brigaste contra ela, quando a rejeitaste; quando a tirou com seu vento forte, no dia do vento do Oriente.
9Portanto assim será perdoada a maldade de Jacó, e este será o fruto completo da remoção de seu pecado: quando tornar todas as pedras dos altares como pedras de cal despedaçadas, e os mastros de Aserá e os altares de incenso não ficarem mais de pé.
10Pois a cidade fortificada será abandonada, o lugar de habitação deixado e desabitado como o deserto; ali os bezerros pastarão, e ali se deitarão e comerão seus ramos.
11Quando seus ramos se secarem, serão quebrados; mulheres virão, e os queimarão; pois este povo não tem entendimento. Por isso, aquele que o criou não terá compaixão dele; aquele que o formou não lhe concederá graça.
12E será naquele dia, que o SENHOR debulhará o trigo, desde o rio Eufrates até o ribeiro do Egito; porém vós, filhos de Israel, sereis colhidos um a um.
13E será naquele dia, que uma grande trombeta será tocada; então os que estiverem perdidos na terra da Assíria e os que tiverem sido lançados à terra do Egito voltarão, e adorarão ao SENHOR no monte santo em Jerusalém.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.