Dia 125 de 365 · uns 14 min
2 Samuel 20–22
2 Samuel 20Abrir no leitor
1E aconteceu estar ali um homem perverso que se chamava Seba, filho de Bicri, homem de Benjamim, o qual tocou a trombeta, e disse: Não temos nós parte em Davi, nem herança no filho de Jessé: Israel, cada um a suas moradas!
2Assim deixaram de seguir Davi todos os homens de Israel, e seguiam a Seba filho de Bicri: mas os de Judá se aderiram a seu rei, desde o Jordão até Jerusalém.
3E logo que chegou Davi a sua casa em Jerusalém, tomou o rei as dez mulheres concubinas que havia deixado para guardar a casa, e as pôs em uma casa em guarda, e deu-lhes de comer: mas nunca mais entrou a elas, mas sim que ficaram encerradas até que morressem como viúvas.
4Depois o rei disse a Amasa: Convoca-me os homens de Judá para dentro de três dias, e apresenta-te aqui.
5Foi, pois, Amasa, convocar Judá; mas demorou-se além do tempo que lhe havia sido designado.
6E disse Davi a Abisai: Seba, filho de Bicri, nos fará agora mais mal que Absalão; toma, pois, tu, os servos do teu senhor, e vai atrás dele, para que ele não ache as cidades fortificadas, e escape de nós.
7Então saíram depois dele os homens de Joabe, e os quereteus e peleteus, e todos os valentes: saíram de Jerusalém para ir atrás de Seba filho de Bicri.
8E estando eles próximo da grande penha que está em Gibeão, saiu-lhes Amasa ao encontro. Agora bem, a vestimenta que Joabe tinha sobreposta estava-lhe cingida, e sobre ela o cinto de um punhal apegado a seus lombos em sua bainha, da que assim quando ele avançou, o punhal caiu.
9Então Joabe disse a Amasa: Tens paz, irmão meu? E tomou Joabe com a direita a barba de Amasa, para beijá-lo.
10E como Amasa não se cuidou do punhal que Joabe na mão tinha, feriu-lhe este com ela na quinta costela, e derramou suas entranhas por terra, e caiu morto sem dar-lhe segundo golpe. Depois Joabe e seu irmão Abisai perseguiram Seba filho de Bicri.
11E um dos criados de Joabe se parou junto a ele, dizendo: Qualquer um que amar a Joabe e a Davi vá atrás de Joabe.
12E Amasa se havia revolvido no sangue no meio do caminho: e vendo aquele homem que todo aquele povo se parava, separou a Amasa do caminho ao campo, e lançou sobre ele uma vestimenta, porque via que todos os que vinham se paravam junto a ele.
13Logo, pois, que foi afastado do caminho, passaram todos os que seguiam a Joabe, para ir atrás de Seba filho de Bicri.
14E ele passou por todas as tribos de Israel até Abel e Bete-Maaca e toda a terra dos beritas: e juntaram-se, e seguiram-no também.
15E vieram e cercaram-no em Abel de Bete-Maaca, e puseram baluarte contra a cidade; e posto que foi ao muro, todo aquele povo que estava com Joabe trabalhava por derrubar a muralha.
16Então uma mulher sábia deu vozes na cidade, dizendo: Ouvi, ouvi; rogo-vos que digais a Joabe se chegue a aqui, para que eu fale com ele.
17E quando ele se aproximou a ela, disse a mulher: És tu Joabe? E ele respondeu: Eu sou. E ela lhe disse: Ouve as palavras de tua serva. E ele respondeu: Ouço.
18Então voltou ela a falar, dizendo: Antigamente costumavam falar, dizendo: Quem perguntar, pergunte em Abel: e assim concluíam.
19Eu sou das pacíficas e fiéis de Israel: e tu procuras destruir uma cidade que é mãe de Israel: por que destróis a herança do SENHOR?
20E Joabe respondeu, dizendo: Nunca tal, nunca tal me aconteça, que eu destrua nem desfaça.
21A coisa não é assim: mas um homem do monte de Efraim, que se chama Seba filho de Bicri, levantou sua mão contra o rei Davi: entregai a esse somente, e me irei da cidade. E a mulher disse a Joabe: Eis que sua cabeça te será lançada desde o muro.
22A mulher foi logo a todo aquele povo com sua sabedoria; e eles cortaram a cabeça a Seba filho de Bicri, e lançaram-na a Joabe. E ele tocou a trombeta, e dispersaram-se da cidade, cada um à sua morada. E Joabe se voltou ao rei a Jerusalém.
23Assim ficou Joabe sobre todo aquele exército de Israel; e Benaia filho de Joiada sobre os quereteus e peleteus;
24E Adorão sobre os tributos; e Josafá filho de Ailude, o cronista;
25E Seva, escriba; e Zadoque e Abiatar, sacerdotes;
26E Ira jairita foi um chefe oficial de Davi.
2 Samuel 21Abrir no leitor
1E nos dias de Davi houve fome por três anos consecutivos. E Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por Saul, e por aquela casa de sangue; porque matou aos gibeonitas.
2Então o rei chamou aos gibeonitas, e falou-lhes. (Os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas sim do resto dos amorreus, aos quais os filhos de Israel fizeram juramento; mas Saul havia procurado matá-los com motivo de zelo pelos filhos de Israel e de Judá).
3Disse, pois Davi aos gibeonitas: Que vos farei, e com que expiarei para que abençoeis à herança do SENHOR?
4E os gibeonitas lhe responderam: Não temos nós queixa sobre prata nem sobre ouro com Saul, e com sua casa: nem queremos que morra homem de Israel. E ele lhes disse: O que vós disserdes vos farei.
5E eles responderam ao rei: Daquele homem que nos destruiu, e que tramou contra nós, para nos exterminar sem deixar nada de nós em todo aquele termo de Israel;
6Deem-se a nós sete homens de seus filhos, para que os enforquemos ao SENHOR em Gibeá de Saul, o escolhido do SENHOR. E o rei disse: Eu os darei.
7E perdoou o rei a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, pelo juramento do SENHOR que havia entre eles, entre Davi e Jônatas filho de Saul.
8Mas tomou o rei dois filhos de Rispa filha de Aiá, os quais ela havia dado à luz de Saul, a saber, a Armoni e a Mefibosete; e cinco filhos de Mical filha de Saul, os quais ela havia dado à luz de Adriel, filho de Barzilai meolatita;
9E entregou-os em mãos dos gibeonitas, e eles os enforcaram no monte diante do SENHOR: e morreram juntos aqueles sete, os quais foram mortos no tempo da colheita, nos primeiros dias, no princípio da colheita das cevadas.
10Tomando logo Rispa filha de Aiá um saco, estendeu-o sobre um penhasco, desde o princípio da colheita até que choveu sobre eles água do céu; e não deixou a nenhuma ave do céu assentar-se sobre eles de dia, nem animais do campo de noite.
11E foi dito a Davi o que fazia Rispa filha de Aiá, concubina de Saul.
12Então Davi foi, e tomou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas seu filho, dos homens de Jabes de Gileade, que os haviam furtado da praça de Bete-Seã, de onde os haviam pendurado os filisteus, quando os filisteus mataram a Saul em Gilboa:
13E fez levar dali os ossos de Saul e os ossos de Jônatas seu filho; e juntaram também os ossos dos enforcados.
14E sepultaram os ossos de Saul e os de seu filho Jônatas em terra de Benjamim, em Selá, no sepulcro de Quis seu pai; e fizeram tudo o que o rei havia mandado. Depois se aplacou Deus com a terra.
15Quando os filisteus voltaram a fazer guerra a Israel, Davi desceu com os seus servos, e lutaram contra os filisteus; e Davi se cansou.
16Nisso, Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, e que cuja lança pesava trezentos siclos de bronze, estando ele cingido com uma espada nova, pretendeu ferir Davi.
17Mas Abisai, filho de Zeruia, o socorreu, feriu o filisteu, e o matou. Então os homens de Davi lhe juraram, dizendo: “Nunca mais sairás conosco à batalha, para que não apagues a lâmpada de Israel.”
18Outra segunda guerra houve depois em Gobe contra os filisteus; então Sibecai, husatita, feriu a Safe, que era dos filhos do gigante.
19Outra guerra houve em Gobe contra os filisteus, na qual Elanã, filho de Jaaré-Oregim de Belém, feriu a Golias geteu, a haste de cuja lança era como um lançador de tear.
20Depois houve outra guerra em Gate, de onde houve um homem de grande altura, o qual tinha doze dedos nas mãos, e outros doze nos pés, vinte e quatro em todos: e também era dos filhos do gigante.
21Este desafiou a Israel, e foi morto por Jônatas, filho de Simeia irmão de Davi.
22Estes quatro lhe haviam nascido ao gigante em Gate, os quais caíram pela mão de Davi e pela mão de seus servos.
2 Samuel 22Abrir no leitor
1E falou Davi ao SENHOR as palavras deste cântico, o dia que o SENHOR o livrou da mão de todos os seus inimigos e da mão de Saul.
2E disse: O SENHOR é minha rocha, e minha fortaleza, e meu libertador;
3Deus de minha rocha, nele confiarei: Meu escudo, e o poder de minha salvação, minha fortaleza, e meu refúgio; Meu salvador, que me livrarás de violência.
4Invocarei ao SENHOR, digno de ser louvado. E serei salvo de meus inimigos.
5Quando me cercaram ondas de morte, E ribeiros de iniquidade me assombraram,
6As cordas do Xeol me rodearam, e laços de morte me tomaram desprevenido.
7Tive angústia, invoquei ao SENHOR, E clamei a meu Deus: E ele ouviu minha voz desde seu templo; Chegou meu clamor a seus ouvidos.
8A terra se moveu, e tremeu; Os fundamentos dos céus foram movidos, E se estremeceram, porque ele se irou.
9Subiu fumaça de suas narinas, E de sua boca fogo consumidor, Pelo qual se acenderam carvões.
10E abaixo os céus, e desceu: Uma escuridão debaixo de seus pés.
11Subiu sobre o querubim, e voou: Apareceu-se sobre as asas do vento.
12Armou tendas de escuridão ao redor de si; nuvens negras e espessas, carregadas de águas.
13Do resplendor de sua presença Se acenderam brasas ardentes.
14O SENHOR trovejou desde os céus, E o Altíssimo deu sua voz;
15Lançou flechas, e desbaratou-os; Relampejou, e consumiu-os.
16Então apareceram as profundezas do mar, E os fundamentos do mundo foram descobertos, À repreensão do SENHOR, Ao sopro do vento de seu nariz.
17Estendeu sua mão do alto, e arrebatou-me, E tirou-me de copiosas águas.
18Livrou-me de fortes inimigos, De aqueles que me aborreciam, os quais eram mais fortes que eu.
19Atacaram-me no dia de minha calamidade; Mas o SENHOR foi meu apoio.
20Tirou-me para um lugar amplo; Livrou-me, porque se agradou de mim.
21Remunerou-me o SENHOR conforme minha justiça: E conforme a limpeza de minhas mãos ele me pagou.
22Porque eu guardei os caminhos do SENHOR; E não me apartei impiamente de meu Deus.
23Porque diante de mim tenho todas suas ordenanças; E atento a seus estatutos, não me retirarei deles.
24E fui íntegro para com ele, E guardei-me de minha iniquidade.
25Remunerou-me, portanto, o SENHOR conforme minha justiça, E conforme minha limpeza diante de seus olhos.
26Com o bom és benigno, E com o íntegro te mostras íntegro;
27Limpo és para com o limpo, Mas com o perverso és rígido.
28E tu salvas ao povo humilde; Mas teus olhos sobre os altivos, para abatê-los.
29Porque tu és minha lâmpada, ó SENHOR; o SENHOR dá luz às minhas trevas.
30Pois contigo avançarei contra uma tropa, e com o meu Deus saltarei uma muralha.
31O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é purificada, é escudo é de todos os que nele confiam.
32Porque que Deus há a não ser o SENHOR? Ou quem é forte a não ser nosso Deus?
33Deus é o que com virtude me corrobora, e o que tira os obstáculos do meu caminho;
34O que faz meus pés como de cervas, E o que me assenta em minhas alturas;
35O que ensina minhas mãos para a luta, e proporciona que com meus braços quebre o arco de bronze.
36Tu me deste também o escudo de tua salvação, E tua benignidade me acrescentou.
37Tu alargaste meus desfiladeiros debaixo de mim, Para que não titubeassem meus joelhos.
38Perseguirei a meus inimigos, e os quebrantarei; E não me voltarei até que os acabe.
39Os consumirei, e os ferirei, e não se levantarão; E cairão debaixo de meus pés.
40Cingiste-me de força para a batalha, E fizeste prostrar debaixo de mim os que contra mim se levantaram.
41Tu me deste o pescoço de meus inimigos, De meus aborrecedores, que eu os destruísse.
42Olharam, e não houve quem os livrasse; Ao SENHOR, mas não lhes respondeu.
43Eu os esmiuçarei como pó da terra; Eu os pisarei como à lama das ruas, e os dissiparei.
44Tu me livraste das brigas dos povos; Tu me guardaste para eu que fosse cabeça de nações: Povos que eu não conhecia me serviram.
45Os estrangeiros se sujeitaram a mim; ao ouvirem, me obedeciam.
46Os estrangeiros desfaleciam, E tremiam em seus esconderijos.
47Viva o SENHOR, e seja bendita minha rocha; Seja exaltado o Deus, a rocha de meu salvamento:
48O Deus que me vingou, E sujeita os povos debaixo de mim:
49E que me tira dentre meus inimigos: Tu me tiraste em alto dentre os que se levantaram contra mim: Livraste-me do homem de iniquidades.
50Portanto eu te confessarei entre as nações, ó SENHOR, E cantarei a teu nome.
51Ele que engrandece as saúdes de seu rei, E faz misericórdia a seu ungido, A Davi, e à sua semente, para sempre.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.