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Gênesis 26–30
Gênesis 26Abrir no leitor
1E houve fome na terra, além da primeira fome que foi nos dias de Abraão: e foi-se Isaque a Abimeleque rei dos filisteus, em Gerar.
2E apareceu-lhe o SENHOR, e disse-lhe: Não desças ao Egito: habita na terra que eu te disser;
3Habita nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que jurei a Abraão teu pai:
4E multiplicarei tua descendência como as estrelas do céu, e darei à tua descendência todas estas terras; e todas as nações da terra serão abençoadas em tua descendência.
5Porquanto ouviu Abraão minha voz, e guardou meu preceito, meus mandamentos, meus estatutos e minhas leis.
6Habitou, pois, Isaque em Gerar.
7E os homens daquele lugar lhe perguntaram acerca de sua mulher; e ele respondeu: É minha irmã; porque teve medo de dizer: É minha mulher; que talvez, disse, os homens do lugar me matem por causa de Rebeca; porque era de belo aspecto.
8E sucedeu que, depois que ele esteve ali muitos dias, Abimeleque, rei dos filisteus, olhando por uma janela, viu a Isaque que acariciava Rebeca sua mulher.
9E chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que ela é certamente tua mulher: como, pois, disseste: É minha irmã? E Isaque lhe respondeu: Porque disse: Talvez eu morra por causa dela.
10E Abimeleque disse: Por que nos fizeste isto? Por pouco haveria dormido alguém do povo com tua mulher, e haverias trazido sobre nós o pecado.
11Então Abimeleque mandou a todo o povo, dizendo: O que tocar a este homem ou a sua mulher certamente morrerá.
12E semeou Isaque naquela terra, e achou aquele ano cem por um: e o SENHOR o abençoou.
13E o homem se engrandeceu, e foi engrandecendo-se cada vez mais, até fazer-se muito poderoso:
14E teve rebanho de ovelhas, e rebanho de vacas, e grande número de servos; e os filisteus tiveram inveja dele.
15E todos os poços que os criados de Abraão seu pai haviam aberto em seus dias, os filisteus os haviam fechado e enchido da terra.
16E disse Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque muito mais poderoso que nós te fizeste.
17E Isaque se foi dali; e assentou suas tendas no vale de Gerar, e habitou ali.
18E voltou a abrir Isaque os poços de água que haviam aberto nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus haviam fechado, depois de Abraão ter morrido; e chamou-os pelos nomes que seu pai os havia chamado.
19E os servos de Isaque cavaram no vale, e acharam ali um poço de águas vivas.
20E os pastores de Gerar brigaram com os pastores de Isaque, dizendo: A água é nossa: por isso chamou o nome do poço Eseque, porque haviam brigado com ele.
21E abriram outro poço, e também brigaram sobre ele: e chamou seu nome Sitna.
22E apartou-se dali, e abriu outro poço, e não brigaram sobre ele: e chamou seu nome Reobote, e disse: Porque agora nos fez alargar o SENHOR e frutificaremos na terra.
23E dali subiu a Berseba.
24E apareceu-lhe o SENHOR aquela noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai: não temas, que eu sou contigo, e eu te abençoarei, e multiplicarei tua descendência por causa do meu servo Abraão.
25E edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e estendeu ali sua tenda: e abriram ali os servos de Isaque um poço.
26E Abimeleque veio a ele desde Gerar, e Auzate, amigo seu, e Ficol, capitão de seu exército.
27E disse-lhes Isaque: Por que vindes a mim, pois que haveis me odiado, e me expulsastes dentre vós?
28E eles responderam: Vimos que o SENHOR é contigo; e dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti, e faremos aliança contigo:
29Que não nos faças mal, como nós não te tocamos, y como somente te fizemos bem, e te enviamos em paz: tu agora, bendito do SENHOR.
30Então ele lhes fez banquete, e comeram e beberam.
31E se levantaram de madrugada, e juraram um ao outro; e Isaque os despediu, e eles se partiram dele em paz.
32E naquele dia sucedeu que vieram os criados de Isaque, e deram-lhe notícias acerca do poço que haviam aberto, e lhe disseram: Achamos água.
33E chamou-o Seba: por cuja causa o nome daquela cidade é Berseba até hoje.
34E quando Esaú foi de quarenta anos, tomou por mulher a Judite filha de Beeri heteu, e a Basemate filha de Elom heteu:
35E foram amargura de espírito a Isaque e a Rebeca.
Gênesis 27Abrir no leitor
1E aconteceu que quando havia Isaque envelhecido, e seus olhos se ofuscaram ficando sem vista, chamou a Esaú, seu filho o maior, e disse-lhe: Meu filho. E ele respondeu: Eis-me aqui.
2E ele disse: Eis que já sou velho, não sei o dia de minha morte:
3Toma, pois, agora tuas armas, tua aljava e teu arco, e sai ao campo, e pega-me caça;
4E faze-me um guisado, como eu gosto, e traze-o a mim, e comerei: para que te abençoe minha alma antes que morra.
5E Rebeca estava ouvindo, quando falava Isaque a Esaú seu filho: e foi-se Esaú ao campo para pegar a caça que havia de trazer.
6Então Rebeca falou a Jacó seu filho, dizendo: Eis que eu ouvi a teu pai que falava com Esaú teu irmão, dizendo:
7Traze-me caça, e faze-me um guisado, para que coma, e te abençoe diante do SENHOR antes que eu morra.
8Agora, pois, filho meu, obedece à minha voz no que te mando;
9Vai agora ao gado, e traze-me dali dois bons cabritos das cabras, e farei deles iguarias para teu pai, como ele gosta;
10E tu as levarás a teu pai, e comerá, para que te abençoe antes de sua morte.
11E Jacó disse a Rebeca sua mãe: Eis que Esaú meu irmão é homem peludo, e eu liso:
12Talvez meu pai me apalpe, e me terá por enganador, e trarei sobre mim maldição e não bênção.
13E sua mãe respondeu: Filho meu, sobre mim tua maldição: somente obedece à minha voz, e vai e traze-os a mim.
14Então ele foi, e tomou, e trouxe-os à sua mãe: e sua mãe fez guisados, como seu pai gostava.
15E tomou Rebeca as roupas de Esaú seu filho maior, as melhores, que ela tinha em casa, e vestiu a Jacó seu filho menor:
16E fez-lhe vestir sobre suas mãos e sobre o pescoço onde não tinha pelo, as peles dos cabritos das cabras;
17E entregou os guisados e o pão que havia preparado, em mão de Jacó seu filho.
18E ele foi a seu pai, e disse: Meu pai: e ele respondeu: Eis-me aqui, quem és, filho meu?
19E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú teu primogênito; fiz como me disseste: levanta-te agora, e senta, e come de minha caça, para que me abençoe tua alma.
20Então Isaque disse a seu filho: Como é que a achaste tão depressa, filho meu? E ele respondeu: Porque o SENHOR teu Deus fez que se encontrasse diante de mim.
21E Isaque disse a Jacó: Aproxima-te agora, e te apalparei, filho meu, para que eu saiba se és meu filho Esaú ou não.
22E chegou-se Jacó a seu pai Isaque; e ele lhe apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, mas as mãos, as mãos de Esaú.
23E não lhe reconheceu, porque suas mãos eram peludas como as mãos de Esaú: e lhe abençoou.
24E disse: És tu meu filho Esaú? E ele respondeu: Eu sou.
25E disse: Aproxima-a a mim, e comerei da caça de meu filho, para que te abençoe minha alma; e ele a aproximou, e comeu: trouxe-lhe também vinho, e bebeu.
26E disse-lhe Isaque seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, filho meu.
27E ele se chegou, e lhe beijou; e cheirou Isaque o cheiro de suas roupas, e lhe abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o cheiro do campo que o SENHOR abençoou;
28Deus, pois, te dê do orvalho do céu, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.
29Sirvam-te povos, E nações se inclinem a ti: Sê senhor de teus irmãos, e inclinem-se a ti os filhos de tua mãe; malditos os que te amaldiçoarem, e benditos os que te abençoarem.
30E aconteceu, logo que havia Isaque de abençoar a Jacó, e apenas havia saído Jacó de diante de Isaque seu pai, que Esaú seu irmão veio de sua caça.
31E também ele fez guisado, e trouxe a seu pai, e disse-lhe: Levante-se meu pai, e coma da caça de seu filho, para que me abençoe tua alma.
32Então Isaque seu pai lhe disse: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, teu primogênito, Esaú.
33E Estremeceu-se Isaque com grande estremecimento, e disse: Quem é o que veio aqui, que agarrou caça, e me trouxe, e comi de tudo antes que viesses? Eu o abençoei, e será bendito.
34Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai clamou com uma muito grande e muito amarga exclamação, e lhe disse: Abençoa também a mim, meu pai.
35E ele disse: Veio teu irmão com engano, e tomou tua bênção.
36E ele respondeu: Bem chamaram seu nome Jacó, que já me enganou duas vezes; tirou minha primogenitura, e eis que agora tomou minha bênção. E disse: Não guardaste bênção para mim?
37Isaque respondeu e disse a Esaú: Eis que eu o pus por senhor teu, e lhe dei por servos a todos os seus irmãos: de trigo e de vinho lhe provi: que, pois, farei a ti agora, filho meu?
38E Esaú respondeu a seu pai: Não tens mais que uma só bênção, meu pai? Abençoa também a mim, meu pai. E levantou Esaú sua voz, e chorou.
39Então Isaque seu pai falou e disse-lhe: Eis que será tua habitação sem gorduras da terra, E sem orvalho dos céus de acima;
40E por tua espada viverás, e a teu irmão servirás: E sucederá quando te dominares, Que descarregarás seu jugo de teu pescoço.
41E odiou Esaú a Jacó pela bênção com que lhe havia abençoado, e disse em seu coração: Chegarão os dias do luto de meu pai, e eu matarei a Jacó meu irmão.
42E foram ditas a Rebeca as palavras de Esaú seu filho mais velho: e ela enviou e chamou a Jacó seu filho mais novo, e disse-lhe: Eis que, Esaú teu irmão se consola acerca de ti com a ideia de matar-te.
43Agora, pois, filho meu, obedece à minha voz; levanta-te, e foge-te a Labão meu irmão, a Harã.
44E mora com ele alguns dias, até que a ira de teu irmão se diminua;
45Até que se aplaque a ira de teu irmão contra ti, e se esqueça do que lhe fizeste: eu enviarei então, e te trarei dali: por que serei privada de vós ambos em um dia?
46E disse Rebeca a Isaque: Desgosto tenho de minha vida, por causa das filhas de Hete. Se Jacó toma mulher das filhas de Hete, como estas, das filhas desta terra, para que quero a vida?
Gênesis 28Abrir no leitor
1Então Isaque chamou a Jacó, e o abençoou, e mandou-lhe dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã.
2Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma ali mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe.
3E o Deus Todo-Poderoso te abençoe e te faça frutificar, e te multiplique, até vir a ser congregação de povos;
4E te dê a bênção de Abraão, e à tua descendência contigo, para que herdes a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.
5Assim enviou Isaque a Jacó, o qual foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.
6E viu Esaú como Isaque havia abençoado a Jacó, e lhe havia enviado a Padã-Arã, para tomar para si mulher dali; e que quando lhe abençoou, lhe havia mandado, dizendo: Não tomarás mulher das filhas de Canaã;
7E que Jacó havia obedecido a seu pai e a sua mãe, e se havia ido a Padã-Arã.
8Esaú viu que as filhas de Canaã pareciam mal ao seu pai Isaque.
9Então Esaú foi a Ismael, e tomou para si por mulher, além de suas outras mulheres, a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.
10E Jacó saiu de Berseba, e foi a Harã;
11ele chegou a um lugar, e ali dormiu, porque o sol já se havia posto. E tomou uma das pedras daquele lugar e a pôs por sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.
12E sonhou, e eis uma escada que estava posta na terra, e seu topo tocava no céu; e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela.
13E eis que o SENHOR estava no alto dela, e disse: “Eu sou o SENHOR, o Deus de teu pai Abraão, e o Deus de Isaque; a terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência.
14E a tua descendência será como o pó da terra, e te estenderás ao ocidente, ao oriente, ao norte, e ao sul; e todas as famílias da terra serão abençoadas em ti e na tua descendência.
15E eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra; porque não te deixarei, até que eu tenha feito o que te disse.”
16Jacó despertou-se de seu sonho, e disse: “Certamente o SENHOR está neste lugar, e eu não sabia.”
17E teve medo, e disse: “Quão temível é este lugar! Não é outra coisa, senão casa de Deus e porta do céu.”
18Jacó levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que havia colocado de cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite sobre ela.
19E chamou o nome daquele lugar Betel, porém antes o nome da cidade era Luz.
20E Jacó fez um voto, dizendo: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que vou, e me der pão para comer e roupa para vestir,
21e se eu voltar em paz à casa de meu pai, o SENHOR será meu Deus,
22e esta pedra que pus por coluna será casa de Deus; e de tudo o que me deres, darei a ti o dízimo.
Gênesis 29Abrir no leitor
1E Jacó seguiu o seu caminho, e foi à terra dos filhos do oriente.
2E olhou, e viu um poço no campo: e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados próximo dele; porque daquele poço davam de beber aos gados: e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.
3E juntavam-se ali todos os rebanhos; e revolviam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e voltavam a pedra sobre a boca do poço a seu lugar.
4E disse-lhes Jacó: Irmãos meus, de onde sois? E eles responderam: De Harã somos.
5E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? E eles disseram: Sim, nós o conhecemos.
6E ele lhes disse: Ele está bem? E eles disseram: Está bem; e eis que Raquel sua filha vem com o gado.
7E ele disse: Eis que ainda é cedo do dia; não é hora de recolher o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
8E eles responderam: Não podemos, até que se juntem todos os gados, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas.
9Estando ainda ele falando com eles Raquel veio com o gado de seu pai, porque ela era a pastora.
10E sucedeu que, quando Jacó viu Raquel, filha de Labão irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, o irmão de sua mãe, chegou-se Jacó, e removeu a pedra de sobre a boca do poço, e deu de beber ao gado de Labão irmão de sua mãe.
11E Jacó beijou a Raquel, e levantou sua voz, e chorou.
12E Jacó disse a Raquel como ele era irmão de seu pai, e como era filho de Rebeca: e ela correu, e deu as novas a seu pai.
13E assim que ouviu Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu a recebê-lo, e abraçou-o, e beijou-o, e trouxe-lhe à sua casa: e ele contou a Labão todas estas coisas.
14E Labão lhe disse: Certamente és osso meu e carne minha. E esteve com ele durante um mês.
15Então disse Labão a Jacó: Por ser tu meu irmão, me hás de servir de graça? Declara-me o que será teu salário.
16E Labão tinha duas filhas: o nome da mais velha era Lia, e o nome da mais nova, Raquel.
17E os olhos de Lia eram tenros, mas Raquel era de lindo semblante e de bela aparência.
18E Jacó amou a Raquel, e disse: Eu te servirei sete anos por Raquel tua filha mais nova.
19E Labão respondeu: Melhor é que a dê a ti, que não que a dê a outro homem: fica-te comigo.
20Assim serviu Jacó por Raquel sete anos: e pareceram-lhe como poucos dias, porque a amava.
21E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meu tempo é cumprido para que me deite com ela.
22Então Labão juntou a todos os homens daquele lugar, e fez banquete.
23E sucedeu que à noite tomou sua filha Lia, e a trouxe; e ele se deitou com ela.
24E deu Labão sua serva Zilpa à sua filha Lia por criada.
25E vinda a manhã, eis que era Lia: e ele disse a Labão: Que é isto que me fizeste? Não te servi por Raquel? Por que, pois, me enganaste?
26E Labão respondeu: Não se faz assim em nosso lugar, que se dê a mais nova antes da mais velha.
27Cumpre a semana desta, e se te dará também a outra, pelo serviço que fizeres comigo por outros sete anos.
28E fez Jacó assim, e cumpriu a semana daquela; e ele lhe deu a sua filha Raquel por mulher.
29E deu Labão a Raquel sua filha por criada a sua serva Bila.
30E deitou-se também com Raquel: e amou-a também mais que a Lia: e serviu a ele ainda outros sete anos.
31E viu o SENHOR que Lia era mal-amada, e abriu sua madre; mas Raquel era estéril.
32E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou seu nome Rúben, porque disse: Já que olhou o SENHOR minha aflição; agora, portanto, meu marido me amará.
33E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Porquanto ouviu o SENHOR que eu era mal-amada, me deu também este. E chamou seu nome Simeão.
34E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Agora esta vez meu marido se apegará a mim, porque lhe dei três filhos; portanto, chamou seu nome Levi.
35E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Esta vez louvarei ao SENHOR; por isto chamou seu nome Judá; e deixou de dar à luz.
Gênesis 30Abrir no leitor
1E vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e dizia a Jacó: Dá-me filhos, ou senão, morro.
2E Jacó se irritava contra Raquel, e dizia: Estou eu em lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?
3E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; deita-te com ela, e dará à luz sobre meus joelhos, e eu também terei filhos por meio dela.
4Assim lhe deu a Bila sua serva por mulher; e Jacó se deitou com ela.
5E concebeu Bila, e deu à luz a Jacó um filho.
6E disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu minha voz, e deu-me um filho. Portanto chamou seu nome Dã.
7E concebeu outra vez Bila, a serva de Raquel, e deu à luz o segundo filho a Jacó.
8E disse Raquel: Com lutas de Deus disputei com minha irmã, e venci. E chamou seu nome Naftali.
9E vendo Lia que havia deixado de dar à luz, tomou a Zilpa sua serva, e deu-a a Jacó por mulher.
10E Zilpa, serva de Lia, deu à luz a Jacó um filho.
11E disse Lia: Veio a boa sorte. E chamou seu nome Gade.
12E Zilpa, a sirva de Lia, deu à luz outro filho a Jacó.
13E disse Lia: Para alegria minha; porque as mulheres me chamarão de feliz; e chamou seu nome Aser.
14E foi Rúben em tempo da colheita dos trigos, e achou mandrágoras no campo, e trouxe-as a sua mãe Lia; e disse Raquel a Lia: Rogo-te que me dês das mandrágoras de teu filho.
15E ela respondeu: É pouco que tenhas tomado meu marido, mas também levarás as mandrágoras de meu filho? E disse Raquel: Ele, pois, dormirá contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.
16E quando Jacó voltava do campo à tarde, Lia saiu ao encontro dele, e lhe disse: Deitarás comigo, porque em verdade te aluguei em troca das mandrágoras de meu filho. E dormiu com ela naquela noite.
17E ouviu Deus a Lia; e concebeu, e deu à luz a Jacó o quinto filho.
18E disse Lia: Deus me deu minha recompensa, porque dei minha serva a meu marido; por isso chamou seu nome Issacar.
19E concebeu Lia outra vez, e deu à luz o sexto filho a Jacó.
20E disse Lia: Deus me deu uma boa dádiva: agora meu marido morará comigo, porque lhe dei seis filhos; e chamou seu nome Zebulom.
21E depois deu à luz uma filha, e chamou seu nome Diná.
22E lembrou-se Deus de Raquel, e Deus a ouviu, e abriu sua madre.
23E concebeu, e deu à luz um filho: e disse: Deus tirou minha humilhação;
24E chamou seu nome José, dizendo: Acrescente-me o SENHOR outro filho.
25E aconteceu, quando Raquel havia dado à luz a José, que Jacó disse a Labão: Permite-me ir embora, e irei a meu lugar, e à minha terra.
26Dá-me minhas mulheres e meus filhos, pelas quais servi contigo, e deixa-me ir; pois tu sabes os serviços que te fiz.
27E Labão lhe respondeu: Ache eu agora favor em teus olhos, e fica-te; experimentei que o SENHOR me abençoou por tua causa.
28E disse: Define-me teu salário, que eu o darei.
29E ele respondeu: Tu sabes como te servi, e como esteve teu gado comigo;
30Porque pouco tinhas antes de minha vinda, e cresceu em grande número; e o SENHOR te abençoou com minha chegada: e agora quando tenho de fazer eu também por minha própria casa?
31E ele disse: Que te darei? E respondeu Jacó: Não me dês nada; se fizeres por mim isto, voltarei a apascentar tuas ovelhas.
32Eu passarei hoje por todas tuas ovelhas, pondo à parte todas as reses manchadas e de cor variada, e todas as reses de cor escura entre as ovelhas, e as manchadas e de cor variada entre as cabras; e isto será meu salário.
33Assim responderá por mim minha justiça amanhã quando me vier meu salário diante de ti: toda a que não for pintada nem manchada nas cabras e de cor escura nas ovelhas minhas, se me há de ter para furto.
34E disse Labão: Eis que seja como tu dizes.
35Porém ele separou naquele mesmo dia os machos de bode rajados e manchados; e todas as cabras manchadas e de cor variada, e toda rês que tinha em si algo de branco, e todas as de cor escura entre as ovelhas, e as pôs em mãos de seus filhos;
36E pôs três dias de caminho entre si e Jacó: e Jacó apascentava as outras ovelhas de Labão.
37E tomou para si Jacó varas de álamo verdes, e de aveleira, e de plátano, e descascou nelas mondaduras brancas, descobrindo assim o branco das varas.
38E pôs as varas que havia riscado nos bebedouros, diante do gado, nos bebedouros da água aonde vinham a beber as ovelhas, as quais se aqueciam vindo a beber.
39E concebiam as ovelhas diante das varas, e geravam crias listradas, pintadas e salpicadas de diversas cores.
40E separava Jacó os cordeiros, e os punha com seu rebanho, os listradas, e tudo o que era escuro no rebanho de Labão. E punha seu rebanho à parte, e não o punha com as ovelhas de Labão.
41E sucedia que quantas vezes se aqueciam as fortes, Jacó punha as varas diante das ovelhas nos bebedouros, para que concebessem à vista das varas.
42E quando vinham as ovelhas fracas, não as punha: assim eram as fracas para Labão, e as fortes para Jacó.
43E cresceu o homem muito, e teve muitas ovelhas, e servas, servos, camelos, e asnos.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.