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1 Samuel 26–31 · 2 Samuel 1–2
1 Samuel 26Abrir no leitor
1E vieram os zifeus a Saul em Gibeá, dizendo: Não está Davi escondido no morro de Haquilá diante do deserto?
2Saul então se levantou, e desceu ao deserto de Zife, levando consigo três mil homens escolhidos de Israel, para buscar a Davi no deserto de Zife.
3E assentou Saul o campo no morro de Haquilá, que está diante do deserto junto ao caminho. E estava Davi no deserto, e entendeu que Saul lhe seguia no deserto.
4Davi, portanto, enviou espias, e entendeu por certo que Saul havia vindo.
5E levantou-se Davi, e veio ao lugar de onde Saul havia assentado o acampamento; e olhou Davi o lugar de onde dormia Saul, e Abner filho de Ner, general de seu exército. E estava Saul dormindo na trincheira, e o povo pelo acampamento em derredor dele.
6Então falou Davi, e perguntou a Aimeleque Heteu, e a Abisai filho de Zeruia, irmão de Joabe, dizendo: Quem descerá comigo a Saul ao campo: E disse Abisai: Eu descerei contigo.
7Davi pois e Abisai vieram ao povo de noite: e eis que Saul que estava estendido dormindo na trincheira, e sua lança fincada em terra à sua cabeceira; e Abner e o povo estavam ao redor dele estendidos.
8Então disse Abisai a Davi: Hoje Deus entregou a teu inimigo em tuas mãos: agora pois, eu o ferirei logo com a lança, fincando-lhe com a terra de um golpe, e não precisarei repetir.
9E Davi respondeu a Abisai: Não lhe mates: porque quem estender sua mão contra o ungido do SENHOR, e será inocente?
10Disse ademais Davi: Vive o SENHOR, que se o SENHOR não o ferir, ou que seu dia chegue para que morra, ou que descendo em batalha pereça,
11Guarde-me o SENHOR de estender minha mão contra o ungido do SENHOR; porém toma agora a lança que está à sua cabeceira, e a botija da água, e vamo-nos.
12Levou pois Davi a lança e a botija de água da cabeceira de Saul, e foram-se; que não houve ninguém que visse, nem entendesse, nem vigiasse, pois todos dormiam: porque um profundo sonho enviado do SENHOR havia caído sobre eles.
13E passando Davi da outra parte, pôs-se desviado no cume do monte, havendo grande distância entre eles;
14E deu vozes Davi ao povo, e a Abner filho de Ner, dizendo: Não respondes, Abner? Então Abner respondeu e disse: Quem és tu que dás vozes ao rei?
15E disse Davi a Abner: Não és tu homem? E quem há como tu em Israel? Por que, pois, não guardaste ao teu senhor, o rei? Pois entrou um do povo para matar ao teu senhor, o rei.
16Isto que fizeste não está bem. Vive o SENHOR, que sois dignos de morte, que não guardastes a vosso senhor, ao ungido do SENHOR. Olha, pois, agora onde está a lança do rei, e a botija da água que estava à sua cabeceira.
17E reconhecendo Saul a voz de Davi, disse: Não é esta tua voz, meu filho Davi? E Davi respondeu: É minha voz, ó rei, meu senhor.
18E disse: Por que persegue assim meu senhor a seu servo? que fiz? que mal há em minha mão?
19Rogo, pois, que o rei meu senhor ouça agora as palavras de seu servo. Se o SENHOR te incita contra mim, aceite um sacrifício: mas se forem filhos de homens, malditos eles na presença do SENHOR, que me expulsaram hoje para que não me junte na propriedade do SENHOR, dizendo: Vai, e serve a outros deuses.
20Não caia, pois agora meu sangue em terra diante do SENHOR: porque saiu o rei de Israel a buscar uma pulga, assim como quem persegue uma perdiz pelos montes.
21Então disse Saul: Pequei: volta-te, filho meu Davi, que nenhum mal te farei mais, pois que minha vida foi estimada hoje em teus olhos. Eis que eu agi loucamente, e errei em grande maneira.
22E Davi respondeu, e disse: Eis que a lança do rei; passe aqui um dos criados, e tome-a.
23E o SENHOR pague a cada um sua justiça e sua lealdade: que o SENHOR havia te entregue hoje em minha mão, mas eu não quis estender minha mão sobre o ungido do SENHOR.
24E eis que, como tua vida foi estimada hoje em meus olhos, assim seja minha vida estimada nos olhos do SENHOR, e me livre de toda aflição.
25E Saul disse a Davi: Bendito és tu, filho meu Davi; sem dúvida tu executarás grandes feitos, e prevalecerás. Então Davi se foi por seu caminho, e Saul voltou ao seu lugar.
1 Samuel 27Abrir no leitor
1E disse Davi em seu coração: Ao fim serei morto algum dia pela mão de Saul: nada portanto me será melhor que fugir à terra dos filisteus, para que Saul se deixe de mim, e não me ande buscando mais por todos os termos de Israel, e assim me escaparei de suas mãos.
2Levantou-se, pois Davi, e com os seiscentos homens que tinha consigo passou-se a Aquis filho de Maoque, rei de Gate.
3E morou Davi com Aquis em Gate, ele e os seus, cada um com sua família: Davi com suas duas mulheres, Ainoã jezreelita, e Abigail, a que foi mulher de Nabal o do Carmelo.
4E veio a nova a Saul que Davi se havia fugido a Gate, e não o buscou mais.
5E Davi disse a Aquis: Se achei agora favor em teus olhos, seja-me dado lugar em algumas das cidades da terra, de onde eu habite; por que teu servo deverá morar contigo na cidade real?
6E Aquis lhe deu aquele dia a Ziclague. De aqui foi Ziclague dos reis de Judá até hoje.
7E foi o número dos dias que Davi habitou na terra dos filisteus, quatro meses e alguns dias.
8E subia Davi com os seus, e faziam entradas nos gesuritas, e nos gersitas, e nos amalequitas: porque estes habitavam de longo tempo a terra, desde como se vai a Sur até a terra do Egito.
9E Davi aquela terra, e não deixava com vida homem nem mulher; e levava as ovelhas, as vacas, os asnos e os camelos e as roupas; e voltava, e vinha a Aquis.
10E dizia Aquis: Onde atacastes hoje? E Davi dizia: Ao sul de Judá, e ao sul de Jerameel, ou contra o sul dos queneus.
11Nem homem nem mulher deixava à vida Davi, que viesse a Gate; dizendo: Porque não deem aviso de nós, dizendo: Isto fez Davi. E este era seu costume todo aquele tempo que morou em terra dos filisteus.
12E Aquis confiava em Davi, dizendo assim: Ele se faz abominável em seu povo de Israel, e será meu servo para sempre.
1 Samuel 28Abrir no leitor
1E aconteceu que em aqueles dias os filisteus juntaram seus acampamentos para lutar contra Israel. E disse Aquis a Davi: Sabe de certo que hás de sair comigo à campanha, tu e os teus.
2E Davi respondeu a Aquis: Saberás, pois, o que fará teu servo. E Aquis disse a Davi: Portanto te farei guarda de minha cabeça todos os dias.
3Já Samuel era morto, e todo Israel o havia lamentado, e haviam-lhe sepultado em Ramá, em sua cidade. E Saul havia lançado da terra os encantadores e adivinhos.
4Pois como os filisteus se juntaram, vieram e assentaram acampamento em Suném: e Saul juntou a todo Israel, e assentaram acampamento em Gilboa.
5E quando viu Saul o acampamento dos filisteus, temeu, e perturbou-se seu coração em grande maneira.
6E consultou Saul ao SENHOR; mas o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.
7Então Saul disse a seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha espírito de necromante, para que eu vá a ela, e por meio dela pergunte. E seus criados lhe responderam: Eis que há uma mulher em En-Dor que tem espírito de necromante.
8E Saul se disfarçou, vestiu outras roupas, e foi-se com dois homens, e vieram àquela mulher de noite; e ele disse: Eu te rogo que me adivinhes pelo espírito de pitonisa, e me faças subir a quem eu te disser.
9E a mulher lhe disse: Eis que tu sabes o que Saul fez, como exterminou da terra os necromantes e os adivinhos; por que, pois, pões tropeço à minha vida, para me fazer morrer?
10Então Saul jurou a ela pelo SENHOR, dizendo: Vive o SENHOR, que nenhum mal te virá por isto.
11A mulher então disse: A quem te farei vir? E ele respondeu: Faze-me vir a Samuel.
12E vendo a mulher a Samuel, clamou em alta voz, e falou aquela mulher a Saul, dizendo:
13Por que me enganaste? que tu és Saul. E o rei lhe disse: Não temas: que viste? E a mulher respondeu a Saul: Vi deuses que sobem da terra.
14E ele lhe disse: Qual é sua forma? E ela respondeu: Um homem ancião vem, coberto de um manto. Saul então entendeu que era Samuel, e humilhando o rosto à terra, fez grande reverência.
15E Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste fazendo-me vir? E Saul respondeu: Estou muito angustiado; pois os filisteus lutam contra mim, e Deus se afastou de mim, e não me responde mais, nem por meio de profetas, nem por sonhos: por isto te chamei, para que me declares o que tenho de fazer.
16Então Samuel disse: E para que perguntas a mim, havendo-se afastado de ti o SENHOR, e é teu inimigo?
17o SENHOR pois fez como falou por meio de mim; pois cortou o SENHOR o reino de tua mão, e o deu a tua companheiro Davi.
18Como tu não obedeceste à voz do SENHOR, nem cumpriste o furor de sua ira sobre Amaleque, por isso o SENHOR te fez isto hoje.
19E o SENHOR entregará a Israel também contigo nas mãos dos filisteus: e amanhã estareis comigo, tu e teus filhos; e ainda o acampamento de Israel o SENHOR entregará nas mãos dos filisteus.
20Naquele mesmo momento Saul caiu estendido ao chão, e teve grande temor pelas palavras de Samuel; que não restou nele esforço nenhum, porque em todo aquele dia e aquela noite não havia comido pão.
21Então a mulher veio a Saul, e vendo-lhe em grande maneira perturbado, disse-lhe: Eis que tua criada obedeceu à tua voz, e pus minha vida em minha mão, e ouvi as palavras que tu me disseste.
22Rogo-te, pois, que tu também ouças a voz de tua serva: porei eu diante de ti um bocado de pão que comas, para que te fortaleças, e vás teu caminho.
23E ele o recusou, dizendo: Não comerei. Mas seus criados juntamente com a mulher lhe obrigaram, e ele os obedeceu. Levantou-se, pois, do chão, e sentou-se sobre uma cama.
24E aquela mulher tinha em sua casa um bezerro gordo, o qual matou logo; e tomou farinha e amassou-a, e cozeu dela pães sem levedura.
25E o trouxe diante de Saul e de seus criados; e assim que comeram, se levantaram, e partiram aquela noite.
1 Samuel 29Abrir no leitor
1E os filisteus juntaram todos os seus acampamentos em Afeque; e Israel pôs seu acampamento junto à fonte que está em Jezreel.
2E enquanto os príncipes dos filisteus revistavam suas tropas de centenas e de milhares de homens, Davi e os seus passavam na retaguarda com Aquis.
3E disseram os príncipes dos filisteus: Que fazem aqui estes hebreus? E Aquis respondeu aos príncipes dos filisteus: Não é este Davi, o servo de Saul rei de Israel? Ele esteve comigo alguns dias ou alguns anos, e não achei coisa alguma nele desde o dia que ele veio a mim até hoje.
4Então os príncipes dos filisteus se iraram contra ele, e disseram-lhe: Envia a este homem, que se volte ao lugar que lhe determinaste, e não venha conosco à batalha, não seja que na batalha se nos volte inimigo; pois com que coisa ele se reconciliaria com seu senhor, se não com as cabeças destes homens?
5Não é este Davi de quem cantavam nas danças, dizendo: Saul feriu seus milhares, E Davi seus dez milhares?
6E Aquis chamou a Davi, e disse-lhe: Vive o SENHOR, que tu foste reto, e que me pareceu bem tua saída e entrada no campo comigo, e que nenhuma coisa má achei em ti desde o dia que vieste a mim até hoje; mas aos olhos dos príncipes não agradas.
7Volta-te, pois, e vai-te em paz; e não faças o mal aos olhos dos príncipes dos filisteus.
8E Davi respondeu a Aquis: Que fiz? que achaste em teu servo desde o dia que estou contigo até hoje, para que eu não vá e lute contra os inimigos de meu senhor o rei?
9E Aquis respondeu a Davi, e disse: Eu sei que tu és bom em meus olhos, como um anjo de Deus; mas os príncipes dos filisteus disseram: Não venha conosco à batalha.
10Levanta-te, pois de manhã, tu e os servos de teu senhor que vieram contigo; e levantando-vos de manhã, logo ao amanhecer parti-vos.
11E levantou-se Davi de manhã, ele e os seus, para ir-se e voltar-se à terra dos filisteus; e os filisteus foram a Jezreel.
1 Samuel 30Abrir no leitor
1E Quando Davi e os seus vieram a Ziclague o terceiro dia, os de Amaleque haviam invadido o sul e a Ziclague, e haviam assolado a Ziclague, e posto-a a fogo.
2E haviam-se levado cativas às mulheres que estavam nela, desde a menor até a maior; mas a ninguém haviam matado, mas sim levado, e ido seu caminho.
3Veio, pois Davi com os seus à cidade, e eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres e seus filhos e filhas levadas cativas.
4Então Davi e a gente que com ele estava, levantaram sua voz e choraram, até que lhes faltaram as forças para chorar.
5As duas mulheres de Davi, Ainoã jezreelita e Abigail a que foi mulher de Nabal do Carmelo, também eram cativas.
6E Davi foi muito angustiado, porque o povo falava de apedrejá-lo; porque todo aquele povo estava com ânimo amargo, cada um por seus filhos e por suas filhas: mas Davi se esforçou no SENHOR seu Deus.
7E disse Davi ao sacerdote Abiatar filho de Aimeleque: Eu te rogo que me tragas o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi.
8E Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Seguirei esta tropa? Poderei alcançá-la? E ele lhe disse: Segue-a que de certo a alcançarás, e sem falta livrarás a presa.
9Partiu-se, pois, Davi, ele e os seiscentos homens que com ele estavam, e vieram até o ribeiro de Besor, de onde se restaram alguns.
10E Davi seguiu o alcance com quatrocentos homens; porque se restaram atrás duzentos, que cansados não puderam passar o ribeiro de Besor.
11E acharam no acampamento um homem egípcio, o qual trouxeram a Davi, e deram-lhe pão que comesse, e a beber água;
12Deram-lhe também um pedaço de massa de figos secos, e dois cachos de passas. E logo que comeu, voltou nele seu espírito; porque não havia comido pão nem bebido água em três dias e três noites.
13E disse-lhe Davi: De quem és tu? E de onde és? E respondeu o jovem egípcio: Eu sou servo de um amalequita, e deixou-me meu amo hoje há três dias, porque estava enfermo;
14Pois fizemos uma incursão à parte do sul dos queretitas, e a Judá, e ao sul de Calebe; e pusemos fogo a Ziclague.
15E disse-lhe Davi: Tu me levarás a essa tropa? E ele disse: Faze-me juramento por Deus que não me matarás, nem me entregarás nas mãos de meu amo, e eu te levarei a essa gente.
16Então o levou-o; e eis que estavam dispersos sobre a face de toda aquela terra, comendo e bebendo e fazendo festa, por toda aquela grande presa que haviam tomado da terra dos filisteus, e da terra de Judá.
17E feriu-os Davi desde aquela manhã até à tarde do dia seguinte: e não escapou deles nenhum, a não ser quatrocentos rapazes, que haviam subido em camelos e fugiram.
18E livrou Davi tudo o que os amalequitas haviam tomado: e também libertou Davi a suas duas mulheres.
19E não lhes faltou coisa pequena nem grande, tanto de filhos como de filhas, do roubo, e de todas as coisas que lhes haviam tomado: todo o recuperou Davi.
20Tomou também Davi todas as ovelhas e gados maiores; e trazendo-o todo adiante, diziam: Esta é a presa de Davi.
21E veio Davi aos duzentos homens que haviam restado cansados e não haviam podido perseguir a Davi, aos quais haviam feito restar no ribeiro de Besor; e eles saíram a receber a Davi, e ao povo que com ele estava. E quando Davi chegou à gente, saudou-os com paz.
22Então todos os maus e perversos dentre os que haviam ido com Davi, responderam e disseram: Pois que não foram conosco, não lhes daremos da presa que tiramos, a não ser a cada um sua mulher e seus filhos; os quais tomem e se vão.
23E Davi disse: Não façais isso, irmãos meus, do que nos deu o SENHOR; o qual nos guardou, e entregou em nossas mãos a caterva que veio sobre nós.
24E quem vos escutará neste caso? Porque igual parte será a dos que vem à batalha, e a dos que ficam com a bagagem; que repartam juntos.
25E desde aquele dia em diante foi isto posto por lei e ordenança em Israel, até hoje.
26E quando Davi chegou a Ziclague, enviou da presa aos anciãos de Judá, seus amigos, dizendo: Eis aqui uma bênção para vós, da presa dos inimigos do SENHOR.
27Aos que estavam em Betel, e em Ramote ao sul, e aos que estavam em Jattir;
28E aos que estavam em Aroer, e em Sifmote, e aos que estavam em Estemoa;
29E aos que estavam em Racal, e aos que estavam nas cidades de Jerameel, e aos que estavam nas cidades dos queneus;
30E aos que estavam em Hormá, e aos que estavam em Corasã, e aos que estavam em Atace;
31E aos que estavam em Hebrom, e em todos os lugares de onde Davi havia estado com os seus.
1 Samuel 31Abrir no leitor
1Então os filisteus lutaram com Israel, e os de Israel fugiram diante dos filisteus, e caíram mortos no monte de Gilboa.
2E seguindo os filisteus a Saul e a seus filhos, mataram a Jônatas, e a Abinadabe, e a Malquisua, filhos de Saul.
3E agravou-se a batalha sobre Saul, e lhe alcançaram os flecheiros; e teve grande temor dos flecheiros.
4Então disse Saul a seu escudeiro: Tira tua espada, e passa-me com ela, porque não venham estes incircuncisos, e me passem, e me escarneçam. Mas seu escudeiro não queria, porque tinha grande temor. Então Saul tomou a espada, e lançou-se sobre ela.
5E vendo seu escudeiro a Saul morto, ele também se lançou sobre sua espada, e morreu com ele.
6Assim morreu Saul naquele dia, juntamente com seus três filhos, e seu escudeiro, e todos os seus homens.
7E os de Israel que eram da outra parte do vale, e da outra parte do Jordão, vendo que Israel havia fugido, e que Saul e seus filhos eram mortos, deixaram as cidades e fugiram; e os filisteus vieram e habitaram nelas.
8E aconteceu o dia seguinte, que vindo os filisteus a despojar os mortos, acharam a Saul e a seus três filhos estendidos no monte de Gilboa;
9E cortaram-lhe a cabeça, e tiraram-lhe as armas; e enviaram ao redor da terra dos filisteus, para que o noticiassem no templo de seus ídolos, e pelo povo.
10E puseram suas armas no templo de Astarote, e colocaram seu corpo no muro de Bete-Seã.
11Mas ouvindo os de Jabes de Gileade isto que os filisteus fizeram a Saul,
12Todos os homens valentes se levantaram, e andaram toda aquela noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro de Bete-Seã; e vindo a Jabes, queimaram-nos ali.
13E tomando seus ossos, sepultaram-nos debaixo de uma árvore em Jabes, e jejuaram durante sete dias.
2 Samuel 1Abrir no leitor
1E aconteceu depois da morte de Saul, que quando Davi voltou da derrota dos amalequitas, ficou dois dias em Ziclague;
2E ao terceiro dia aconteceu, que veio um do acampamento de Saul, rasgadas suas roupas, e terra sobre sua cabeça: e chegando a Davi, prostrou-se em terra, e fez reverência.
3E perguntou-lhe Davi: De onde vens? E ele respondeu: Eu me escapei do acampamento de Israel.
4E Davi lhe disse: Que aconteceu? Rogo-te que me digas. E ele respondeu: O povo fugiu da batalha, e também muitos do povo caíram e foram mortos: também Saul e Jônatas seu filho morreram.
5E disse Davi àquele rapaz que lhe dava as novas: Como sabes que Saul está morto, e Jônatas seu filho?
6E o rapaz que lhe dava as novas respondeu: Casualmente vim ao monte de Gilboa, e achei a Saul que estava recostado sobre sua lança, e vinham atrás dele carros e cavaleiros.
7E quando ele olhou atrás, viu-me e chamou-me; e eu disse: Eis-me aqui.
8E ele me disse: Quem és tu? E eu lhe respondi: Sou amalequita.
9E ele me voltou a dizer: Eu te rogo que te ponhas sobre mim, e me mates, porque me tomam angústias, e toda minha alma está ainda em mim.
10Eu então me pus sobre ele, e matei-o, porque sabia que não podia viver depois de sua queda: e tomei a coroa que tinha em sua cabeça, e o bracelete que trazia em seu braço, e trouxe-os aqui a meu senhor.
11Então Davi agarrando suas roupas, rompeu-os; e o mesmo fizeram os homens que estavam com ele.
12E choraram e lamentaram, e jejuaram até à tarde, por Saul e por Jônatas seu filho, e pelo povo do SENHOR, e pela casa de Israel: porque haviam caído à espada.
13E Davi disse a aquele rapaz que lhe havia trazido as novas: De onde és tu? E ele respondeu: Eu sou filho de um estrangeiro, amalequita.
14E disse-lhe Davi: Como não tiveste temor de estender tua mão para matar ao ungido do SENHOR?
15Então chamou Davi um dos rapazes, e disse-lhe: Chega, e mata-o. E ele o feriu, e morreu.
16E Davi lhe disse: Teu sangue seja sobre tua cabeça, pois que tua boca testemunhou contra ti, dizendo: Eu matei ao ungido do SENHOR.
17E lamentou Davi a Saul e a Jônatas seu filho com esta lamentação.
18(Disse também que ensinassem ao arco aos filhos de Judá. Eis que está escrito no livro do direito:)
19Pereceu a glória de Israel sobre tuas montanhas! Como caíram os valentes!
20Não o anuncieis em Gate, Não deis as novas nas praças de Asquelom; Para que não se alegrem as filhas dos filisteus, Para que não saltem de alegria as filhas dos incircuncisos.
21Montes de Gilboa, nem orvalho nem chuva caia sobre vós, nem sejais terras de ofertas; Porque ali foi rejeitado o escudo dos valentes, O escudo de Saul, como se não houvesse sido ungido com azeite.
22Do sangue de mortos, da gordura de valentes, o arco de Jônatas nunca retrocedeu, nem a espada de Saul voltou vazia.
23Saul e Jônatas, amados e queridos em sua vida, Em sua morte tampouco foram separados: Mais ligeiros que águas, Mais fortes que leões.
24Filhas de Israel, chorai sobre Saul, Que vos vestia de escarlata em regozijo, Que adornava vossas roupas com ornamentos de ouro.
25Como caíram os valentes em meio da batalha! Jônatas, morto em tuas alturas!
26Angústia tenho por ti, irmão meu Jônatas, Que me foste muito doce: Mais maravilhoso me foi o teu amor, Que o amor das mulheres.
27Como caíram os valentes, E pereceram as armas de guerra!
2 Samuel 2Abrir no leitor
1Depois disto aconteceu que Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? E o SENHOR lhe respondeu: Sobe. E Davi voltou a dizer: Para onde subirei? E ele lhe disse: A Hebrom.
2E Davi subiu ali, e com ele suas duas mulheres, Ainoã jezreelita e Abigail, a que foi mulher de Nabal do Carmelo.
3E levou também Davi consigo os homens que com ele haviam estado, cada um com sua família; os quais moraram nas cidades de Hebrom.
4E vieram os homens de Judá, e ungiram ali a Davi por rei sobre a casa de Judá. E deram aviso a Davi, dizendo: Os de Jabes de Gileade são os que sepultaram a Saul.
5E Davi enviou mensageiros aos de Jabes de Gileade, dizendo-lhes: Benditos sejais vós do SENHOR, que fizestes esta misericórdia com vosso senhor Saul em haver-lhe dado sepultura.
6Agora, pois, o SENHOR faça convosco misericórdia e verdade; e eu também vos farei bem por isto que fizestes.
7Esforcem-se, pois agora vossas mãos, e sede valentes; pois que morto Saul vosso senhor, os da casa de Judá me ungiram por rei sobre eles.
8Mas Abner filho de Ner, general de exército de Saul, tomou a Is-Bosete filho de Saul, e o fez passar ao acampamento:
9E o constituiu rei sobre Gileade, Assuri, Jezreel, Efraim, Benjamim, e sobre todo Israel.
10De quarenta anos era Is-Bosete filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel; e reinou dois anos. Só a casa de Judá seguia a Davi.
11E foi o número dos dias que Davi reinou em Hebrom sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses.
12E Abner filho de Ner saiu de Maanaim a Gibeão com os servos de Is-Bosete filho de Saul.
13E Joabe filho de Zeruia, e os servos de Davi, saíram e encontraram-nos junto ao tanque de Gibeão: e quando se juntaram, pararam-se os uns da uma parte do tanque, e os outros da outra.
14E disse Abner a Joabe: Levantem-se agora os rapazes, e lutem diante de nós. E Joabe respondeu: Levante-se.
15Então se levantaram, e em número de doze, passaram de Benjamim da parte de Is-Bosete filho de Saul; e doze dos servos de Davi.
16E cada um lançou mão da cabeça de seu companheiro, e meteu-lhe sua espada pelo lado, caindo assim de uma vez; pelo que foi chamado aquele lugar, Helcate-Hazurim, o qual está em Gibeão.
17E houve aquele dia uma batalha muito dura, e Abner e os homens de Israel foram vencidos pelos servos de Davi.
18E estavam ali os três filhos de Zeruia: Joabe, e Abisai, e Asael. Este Asael era veloz de pés como um corço do campo.
19O qual Asael seguiu a Abner, indo atrás dele sem desviar-se à direita nem à esquerda.
20E Abner olhou atrás, e disse: Não és tu Asael? E ele respondeu: Sim.
21Então Abner lhe disse: Aparta-te à direita ou à esquerda, e agarra-te algum dos rapazes, e toma para ti seus despojos. Porém Asael não quis desviar-se de detrás dele.
22E Abner voltou a dizer a Asael: Aparta-te de detrás de mim, porque te ferirei derrubando-te em terra, e depois como levantarei meu rosto a teu irmão Joabe?
23E não querendo ele ir-se, feriu-o Abner com a ponta da lança pela quinta costela, e saiu-lhe a lança pelas costas, e caiu ali, e morreu naquele mesmo lugar. E todos os que vinham por aquele lugar, de onde Asael havia caído e estava morto, paravam.
24Mas Joabe e Abisai seguiram a Abner; e o sol se pôs quando chegaram ao morro de Amá, que está diante de Gia, junto ao caminho do deserto de Gibeão.
25E juntaram-se os filhos de Benjamim em um esquadrão com Abner, e pararam-se no cume do morro.
26E Abner deu vozes a Joabe, dizendo: Consumirá a espada perpetuamente? Não sabes tu que ao fim se segue amargura? Até quando não dirás ao povo que deixem de perseguir a seus irmãos?
27E Joabe respondeu: Vive Deus que se não houvesses falado, já desde esta manhã o povo haveria deixado de perseguir a seus irmãos.
28Então Joabe tocou o chifre, e todo aquele povo se deteve, e não seguiu mais aos de Israel, nem lutou mais.
29E Abner e os seus caminharam pela campina toda aquela noite, e passando o Jordão cruzaram por todo Bitrom, e chegaram a Maanaim.
30Joabe também deixou de perseguir a Abner, e juntando todo aquele povo, faltaram dos servos de Davi dezenove homens, e Asael.
31Mas os servos de Davi feriram dos de Benjamim e dos de Abner, trezentos e sessenta homens, que morreram. Tomaram logo a Asael, e sepultaram-no no sepulcro de seu pai em Belém.
32E caminharam toda aquela noite Joabe e os seus, e amanheceu-lhes em Hebrom.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.