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Dia 45 de 182 · uns 24 min

1 Samuel 9–14

1 Samuel 9Abrir no leitor

1E havia um homem de Benjamim, homem valente, o qual se chamava Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim.

2E tinha ele um filho que se chamava Saul, rapaz e belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo que ele; do ombro acima sobrepujava a qualquer um do povo.

3E haviam-se perdido as asnas de Quis, pai de Saul; pelo que disse Quis a Saul seu filho: Toma agora contigo algum dos criados, e levanta-te, e vai a buscar as asnas.

4E ele passou ao monte de Efraim, e dali à terra de Salisa, e não as acharam. Passaram logo pela terra de Saalim, e tampouco. Depois passaram pela terra de Benjamim, e não as encontraram.

5E quando vieram à terra de Zufe, Saul disse a seu criado que tinha consigo: Vem, voltemo-nos; porque talvez meu pai, deixado o cuidado das asnas, estará aflito por nós.

6E ele lhe respondeu: Eis que agora há nesta cidade um homem de Deus, que é homem ilustre: todas as coisas que ele disser, sem dúvida virão a suceder. Vamos pois ali; talvez nos ensinará nosso caminho por onde havemos de ir.

7E Saul respondeu a seu criado: Vamos agora: mas que levaremos ao homem? Porque o pão de nossos alforjes se acabou, e não temos que presentear ao homem de Deus: que temos?

8Então voltou o criado a responder a Saul, dizendo: Eis que se acha em minha mão a quarta parte de um siclo de prata: isto darei ao homem de Deus, porque nos declare nosso caminho.

9(Antigamente em Israel qualquer um que ia a consultar a Deus, dizia assim: Vinde e vamos até o vidente: porque o que agora se chama profeta, antigamente era chamado vidente).

10Disse então Saul a seu criado: Bem dizes; eia, pois, vamos. E foram à cidade de onde estava o homem de Deus.

11E quando subiam pela encosta da cidade, acharam umas moças que saíam por água, às quais disseram: Está neste lugar o vidente?

12E elas respondendo-lhes, disseram: Sim; ei-lo aqui diante de ti: apressa-te, pois, porque hoje veio à cidade porque o povo tem hoje sacrifício no alto.

13E quando entrardes na cidade, vós o encontrareis logo, antes que suba ao alto a comer; pois o povo não comerá até que ele tenha vindo, porquanto ele deve abençoar o sacrifício, e depois comerão os convidados. Subi, pois agora, porque agora o achareis.

14Eles então subiram à cidade; e quando em meio da cidade estiveram, eis que Samuel que diante deles saía para subir ao alto.

15E um dia antes que Saul viesse, o SENHOR havia revelado ao ouvido de Samuel, dizendo:

16Amanhã a esta mesma hora eu enviarei a ti um homem da terra de Benjamim, ao qual ungirás por príncipe sobre meu povo Israel, e salvará meu povo da mão dos filisteus: pois eu olhei a meu povo, porque seu clamor há chegado até mim.

17E logo que Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe disse: Eis que este é o homem do qual te falei; este dominará a meu povo.

18E chegando Saul a Samuel em meio da porta, disse-lhe: Rogo-te que me ensines onde está a casa do vidente.

19E Samuel respondeu a Saul, e disse: Eu sou o vidente: sobe diante de mim ao alto, e comei hoje comigo, e pela manhã te despacharei, e te revelarei tudo o que está em teu coração.

20E das asnas que se te perderam hoje há três dias, deixa de se preocupar com elas, porque se acharam. Mas a quem é todo o desejo de Israel, se não a ti e a toda a casa de teu pai?

21E Saul respondeu, e disse: Não sou eu filho de Benjamim, das menores tribos de Israel? e minha família não é a mais pequena de todas as famílias da tribo de Benjamim? por que pois me disseste coisa semelhante?

22E tomando Samuel a Saul e a seu criado, meteu-os na sala, e deu-lhes lugar à cabeceira dos convidados, que eram como uns trinta homens.

23E disse Samuel ao cozinheiro: Traze aqui a porção que te dei, a qual te disse que guardasses à parte.

24Então levantou o cozinheiro uma coxa, com o que estava sobre ela, e a pôs diante de Saul. E Samuel disse: Eis que o que estava reservado: põe-o diante de ti, e come; porque foi intencionalmente guardado para ti, quando disse: Eu convidei ao povo. E Saul comeu aquele dia com Samuel.

25E quando houveram descido do alto à cidade, ele falou com Saul no terraço.

26E ao outro dia madrugaram: e quando ao raiar da alva, Samuel chamou a Saul, que estava no terraço; e disse: Levanta-te, para que te despache. Levantou-se logo Saul, e saíram fora ambos, ele e Samuel.

27E descendo eles ao fim da cidade, disse Samuel a Saul: Dize ao jovem que vá diante, (e adiantou-se o jovem); mas espera tu um pouco para que te declare palavra de Deus.

1 Samuel 10Abrir no leitor

1Tomando então Samuel um frasco de azeite, derramou-o sobre sua cabeça, e beijou-o, e disse-lhe: Não foi o SENHOR que te ungiu para que sejas líder sobre sua propriedade?

2Hoje, depois que te tenhas apartado de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: As asnas que havias ido a buscar, se acharam; teu pai pois há deixado já o negócio das asnas, porém está preocupado convosco, dizendo: Que farei acerca de meu filho?

3E quando dali te fores mais adiante, e chegares à campina de Tabor, te sairão ao encontro três homens que sobem a Deus em Betel, levando o um três cabritos, e o outro três tortas de pão, e o terceiro uma vasilha de vinho:

4Os quais, logo que te tenham saudado, te darão dois pães, os quais tomarás das mãos deles.

5De ali virás ao morro de Deus de onde está a guarnição dos filisteus; e quando entrares ali na cidade encontrarás uma companhia de profetas que descem do alto, e diante deles saltério, e adufe, e flauta, e harpa, e eles profetizando:

6E o espírito do SENHOR te arrebatará, e profetizarás com eles, e serás transformado em outro homem.

7E quando te houverem sobrevindo estas sinais, faze o que te vier à mão, porque Deus é contigo.

8E descerás antes de mim a Gilgal; e logo descerei eu a ti para sacrificar holocaustos, e imolar sacrifícios pacíficos. Espera sete dias, até que eu venha a ti, e te ensine o que hás de fazer.

9E foi que assim quando virou ele seu ombro para partir-se de Samuel, mudou-lhe Deus seu coração; e todas estes sinais aconteceram naquele dia.

10E quando chegaram ali ao morro, eis que a companhia dos profetas que vinha a encontrar-se com ele, e o Espírito de Deus o arrebatou, e profetizou entre eles.

11E aconteceu que, quando todos os que o conheciam de antes viram como profetizava com os profetas, o povo dizia o um ao outro: Que sucedeu ao filho de Quis? Saul também entre os profetas?

12E algum dali respondeu, e disse: E quem é o pai deles? Por esta causa se tornou em provérbio: Também Saul entre os profetas?

13E cessou de profetizar, e chegou ao alto.

14E um tio de Saul disse a ele e a seu criado: Aonde fostes? E ele respondeu: A buscar as asnas; e quando vimos que não apareciam, fomos a Samuel.

15E disse o tio de Saul: Eu te rogo me declares que vos disse Samuel.

16E Saul respondeu a seu tio: Declarou-nos expressamente que as asnas haviam aparecido. Mas do negócio do reino, de que Samuel lhe havia falado, não lhe revelou nada.

17E Samuel convocou o povo ao SENHOR em Mispá;

18E disse aos filhos de Israel: Assim disse o SENHOR o Deus de Israel: Eu tirei a Israel do Egito, e vos livre da mão dos egípcios, e da mão de todos os reinos que vos afligiram:

19Mas vós rejeitastes hoje a vosso Deus, que vos guarda de todas as vossas aflições e angústias, e dissestes: Não, mas sim põe rei sobre nós. Agora pois, ponde-vos diante do SENHOR por vossas tribos e por vossos milhares.

20E fazendo achegar Samuel todas as tribos de Israel, foi tomada a tribo de Benjamim.

21E fez chegar a tribo de Benjamim por suas linhagens, e foi tomada a família de Matri; e dela foi tomado Saul filho de Quis. E lhe buscaram, mas não foi achado.

22Perguntaram pois outra vez ao SENHOR, se havia ainda de vir ali aquele homem. E respondeu o SENHOR: Eis que ele está escondido entre a bagagem.

23Então correram, e tomaram-no dali, e posto em meio do povo, desde o ombro acima era mais alto que todo o povo.

24E Samuel disse a todo o povo: Vistes ao que o SENHOR escolheu, que não há semelhante a ele em todo o povo? Então o povo clamou com alegria, dizendo: Viva o rei!

25Então Samuel recitou ao povo o direito do reino, e escreveu-o em um livro, o qual guardou diante do SENHOR.

26E enviou Samuel a todo o povo cada um a sua casa. E Saul também se foi a sua casa em Gibeá, e foram com ele o exército, o coração dos quais Deus havia tocado.

27Porém os ímpios disseram: Como nos há de salvar este? E tiveram-lhe em pouco, e não lhe trouxeram presente: mas ele dissimulou.

1 Samuel 11Abrir no leitor

1E subiu Naás amonita, e assentou acampamento contra Jabes de Gileade. E todos os de Jabes disseram a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos.

2E Naás amonita lhes respondeu: Com esta condição farei aliança convosco, que a cada um de todos vós tire o olho direito, e ponha esta afronta sobre todo Israel.

3Então os anciãos de Jabes lhe disseram: Dá-nos sete dias, para que enviemos mensageiros a todos os termos de Israel; e se ninguém houver que nos defenda, sairemos a ti.

4E chegando os mensageiros a Gibeá de Saul, disseram estas palavras em ouvidos do povo; e todo o povo chorou a voz em grito.

5E eis que Saul que vinha do campo, atrás os bois; e disse Saul: Que tem o povo, que choram? E contaram-lhe as palavras dos homens de Jabes.

6E o espírito de Deus arrebatou a Saul em ouvindo estas palavras, e acendeu-se em ira em grande maneira.

7E tomando um par de bois, cortou-os em peças, e enviou-as por todos os termos de Israel por meio de mensageiros, dizendo: Qualquer um que não sair após Saul e após Samuel, assim será feito a seus bois. E caiu temor do SENHOR sobre o povo,

8E contou-lhes em Bezeque; e foram os filhos de Israel trezentos mil, e trinta mil os homens de Judá.

9E responderam aos mensageiros que haviam vindo: Assim direis aos de Jabes de Gileade: Amanhã em aquecendo o sol, tereis salvamento. E vieram os mensageiros, e declararam-no aos de Jabes, os quais se alegraram.

10E os de Jabes disseram: Amanhã sairemos a vós, para que façais conosco tudo o que bem vos parecer.

11E o dia seguinte dispôs Saul o povo em três esquadrões, e entraram em meio do acampamento à vigília da manhã, e feriram aos amonitas até que o dia aquecesse; e os que restaram foram dispersos, tal que não restaram dois deles juntos.

12O povo então disse a Samuel: Quem são o que diziam: Reinará Saul sobre nós? Dai-nos esses homens, e os mataremos.

13E Saul disse: Não morrerá hoje ninguém, porque hoje operou o SENHOR salvação em Israel.

14Mas Samuel disse ao povo: Vinde, vamos a Gilgal para que renovemos ali o reino.

15E foi todo o povo a Gilgal, e investiram ali a Saul por rei diante do SENHOR em Gilgal. E sacrificaram ali vítimas pacíficas diante do SENHOR; e alegraram-se muito ali Saul e todos os de Israel.

1 Samuel 12Abrir no leitor

1E disse Samuel a todo Israel: Eis que, eu ouvi vossa voz em todas as coisas que me haveis dito, e vos pus rei.

2Agora, pois, eis que vosso rei vai diante de vós. Eu sou já velho e grisalho: mas meus filhos estão convosco, e eu andei diante de vós desde minha juventude até este dia.

3Aqui estou; testemunhai contra mim diante do SENHOR e diante de seu ungido, se tomei o boi de alguém, ou se tomei o asno de alguém, ou se caluniei a alguém, ou se oprimi a alguém, ou se de alguém tomei suborno pelo qual tenha coberto meus olhos; e eu vos restituirei.

4Então disseram: Nunca nos caluniaste, nem oprimi, nem tomaste algo da mão de nenhum homem.

5E ele lhes disse: o SENHOR é testemunha contra vós, e seu ungido também é testemunha neste dia, que não achastes em minha mão coisa nenhuma. E eles responderam: Assim é.

6Então Samuel disse ao povo: o SENHOR é quem fez a Moisés e a Arão, e que tirou a vossos pais da terra do Egito.

7Agora, pois, aguardai, e eu queixarei de vós diante do SENHOR de todas as justiças do SENHOR, que fez convosco e com vossos pais.

8Depois que Jacó entrou em Egito e vossos pais clamaram ao SENHOR, o SENHOR enviou a Moisés e a Arão, os quais tiraram a vossos pais do Egito, e os fizeram habitar neste lugar.

9E esqueceram ao SENHOR seu Deus, e ele os vendeu na mão de Sísera capitão do exército de Hazor, e na mão dos filisteus, e na mão do rei de Moabe, os quais lhes fizeram guerra.

10E eles clamaram ao SENHOR, e disseram: Pecamos, porque deixamos ao SENHOR, e servimos aos baalins e a Astarote: livra-nos, pois, agora da mão de nossos inimigos, e te serviremos.

11Então o SENHOR enviou a Jerubaal, e a Bedã, e a Jefté, e a Samuel, e vos livrou da mão de vossos inimigos ao redor, e habitastes seguros.

12E havendo visto que Naás rei dos filhos de Amom vinha contra vós, me dissestes: Não, mas sim rei reinará sobre nós; sendo vosso rei o SENHOR vosso Deus.

13Agora, pois, vede aqui vosso rei que haveis escolhido, o qual pedistes; já vedes que o SENHOR pôs sobre vós rei.

14Se temerdes ao SENHOR e o servirdes, e ouvirdes sua voz, e não fordes rebeldes à palavra do SENHOR, tanto vós como o rei que rainha sobre vós, seguireis ao SENHOR vosso Deus.

15Mas se não ouvirdes a voz do SENHOR, e se fordes rebeldes às palavras do SENHOR, a mão do SENHOR será contra vós como contra vossos pais.

16Esperai ainda agora, e olhai esta grande coisa que o SENHOR fará diante de vossos olhos.

17Não é agora a colheita dos trigos? Eu clamarei ao SENHOR, e ele dará trovões e chuva; para que conheçais e vejais que é grande vossa maldade que tendes feito aos olhos do SENHOR, pedindo-vos rei.

18E Samuel clamou ao SENHOR; e o SENHOR deu trovões e chuva naquele dia; e todo o povo temeu em grande maneira ao SENHOR e a Samuel.

19Então disse todo o povo a Samuel: Roga por teus servos ao SENHOR teu Deus, que não morramos: porque a todos os nossos pecados acrescentamos este mal de pedir rei para nós.

20E Samuel respondeu ao povo: Não temais: vós cometestes todo este mal; mas com tudo isso não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas sim servi ao SENHOR com todo o vosso coração:

21Não vos desvieis a fim de seguir as vaidades que não aproveitam nem livram, porque são vaidades.

22Pois o SENHOR não desamparará a seu povo por seu grande nome: porque o SENHOR quis fazer-vos povo seu.

23Assim que, longe seja de mim que peque eu contra o SENHOR cessando de rogar por vós; antes eu vos ensinarei pelo caminho bom e direito.

24Somente temei ao SENHOR, e servi-o de verdade com todo vosso coração, porque considerai quão grandes coisas fez convosco.

25Mas se perseverardes em fazer mal, vós e vosso rei perecereis.

1 Samuel 13Abrir no leitor

1Havia já Saul reinado um ano; e reinado que houve dois anos sobre Israel,

2Escolheu-se logo três mil de Israel: os dois mil estiveram com Saul em Micmás e no monte de Betel, e os mil estiveram com Jônatas em Gibeá de Benjamim; e enviou a todo o outro povo cada um a suas tendas.

3E Jônatas feriu a guarnição dos filisteus que havia no morro, e ouviram-no os filisteus. E fez Saul tocar trombetas por toda a terra, dizendo: Ouçam os hebreus.

4E todo Israel ouviu o que se dizia: Saul feriu a guarnição dos filisteus; e também que Israel se tornou detestável aos filisteus. E juntou-se o povo sob o comando de Saul em Gilgal.

5Então os filisteus se juntaram para lutar com Israel, trinta mil carros, e seis mil cavalos, e povo quando a areia que está à beira do mar em multidão; e subiram, e assentaram acampamento em Micmás, ao oriente de Bete-Áven.

6Mas os homens de Israel, vendo-se postos em apuros, (porque o povo estava em dificuldades), escondeu-se o povo em covas, em fossos, em penhascos, em rochas e em cisternas.

7E alguns dos hebreus passaram o Jordão à terra de Gade e de Gileade: e Saul se estava ainda em Gilgal, e todo o povo ia atrás dele tremendo.

8E ele esperou sete dias, conforme ao prazo que Samuel havia dito; mas Samuel não vinha a Gilgal, e o povo se lhe desertava.

9Então disse Saul: Trazei-me holocausto e sacrifícios pacíficos. E ofereceu o holocausto.

10E quando ele acabava de fazer o holocausto, eis que Samuel que vinha; e Saul lhe saiu a receber para saudar-lhe.

11Então Samuel disse: Que fizeste? E Saul respondeu: Porque vi que o povo se me ia, e que tu não vinhas ao prazo dos dias, e que os filisteus estavam juntos em Micmás,

12Disse-me: Os filisteus descerão agora contra mim a Gilgal, e eu não implorei o favor do SENHOR. Esforcei-me pois, e ofereci holocausto.

13Então Samuel disse a Saul: Loucamente fizeste; não guardaste o mandamento do SENHOR teu Deus, que ele te havia intimado; porque agora o SENHOR teria confirmado teu reino sobre Israel para sempre.

14Mas agora teu reino não será durável: o SENHOR buscou para si homem segundo seu coração, ao qual o SENHOR mandou que seja líder sobre seu povo, porquanto tu não guardaste o que o SENHOR te mandou.

15E levantando-se Samuel, subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim. E Saul contou a gente que se achava com ele, como seiscentos homens.

16Então Saul e Jônatas seu filho, e o povo que com eles se achava, ficaram em Gibeá de Benjamim: mas os filisteus haviam posto seu acampamento em Micmás.

17E saíram do acampamento dos filisteus em saque três esquadrões. O um esquadrão tirou pelo caminho de Ofra até a terra de Sual.

18O outro esquadrão marchou até Bete-Horom, e o terceiro esquadrão marchou até a região que está voltada ao vale de Zeboim até o deserto.

19E em toda a terra de Israel não se achava ferreiro; porque os filisteus haviam dito: Para que os hebreus não façam espada ou lança.

20E todos os de Israel desciam aos filisteus cada qual a amolar sua relha, sua enxada, seu machado, ou seu sacho,

21E cobravam certo preço pelas relhas, pelas enxadas, e pelas forquilhas, e outro para afiar os machados, e as aguilhadas.

22Assim aconteceu que o dia da batalha não se achou espada nem lança em mão de algum de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas, exceto Saul e Jônatas seu filho, que as tinham.

23E a guarnição dos filisteus saiu ao desfiladeiro de Micmás.

1 Samuel 14Abrir no leitor

1E um dia aconteceu, que Jônatas filho de Saul disse a seu criado que lhe trazia as armas: Vem, e passemos à guarnição dos filisteus, que está a aquele lado. E não o fez saber a seu pai.

2E Saul estava no termo de Gibeá, debaixo de uma romãzeira que há em Migrom, e o povo que estava com ele era como seiscentos homens.

3E Aías filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Fineias, filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Siló, levava o éfode; e não sabia o povo que Jônatas se houvesse ido.

4E entre os desfiladeiros por de onde Jônatas procurava passar à guarnição dos filisteus, havia um penhasco agudo da uma parte, e outro da outra parte; o um se chamava Bozez e o outro Sené:

5O um penhasco situado ao norte até Micmás, e o outro ao sul até Gibeá.

6Disse, pois, Jônatas a seu criado que lhe trazia as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos: talvez fará o SENHOR por nós; que não é difícil ao SENHOR salvar com multidão ou com pouco número.

7E seu pajem de armas lhe respondeu: Faze tudo o que tens em teu coração: vai, que aqui estou contigo à tua vontade.

8E Jônatas disse: Eis que, nós passaremos aos homens, e nos mostraremos a eles.

9Se nos disserem assim: Esperai até que cheguemos a vós; então nos estaremos em nosso lugar, e não subiremos a eles.

10Mas se nos disserem assim: Subi a nós: então subiremos, porque o SENHOR os entregou em nossas mãos: e isto nos será por sinal.

11Mostraram-se, pois, ambos à guarnição dos filisteus, e os filisteus disseram: Eis que os hebreus, que saem das cavernas em que se haviam escondido.

12E os homens da guarnição responderam a Jônatas e a seu pajem de armas, e disseram: Subi a nós, e vos faremos saber uma coisa. Então Jônatas disse a seu pajem de armas: Sobe atrás mim, que o SENHOR os entregou na mão de Israel.

13E subiu Jônatas escalando com suas mãos e seus pés, e atrás dele seu pajem de armas; e os que caíam diante de Jônatas, seu pajem de armas que ia atrás dele os matava.

14Esta foi a primeira derrota, na qual Jônatas com seu pajem de armas, mataram como uns vinte homens no espaço de uma meia jeira.

15E houve tremor no acampamento e pelo campo, e entre toda a gente da guarnição; e os que haviam ido a fazer saques, também eles tremeram, e alvoroçou-se a terra: houve, pois, grande pânico.

16E as sentinelas de Saul viram desde Gibeá de Benjamim como a multidão estava perturbada, e ia de uma parte à outra, e era desfeita.

17Então Saul disse ao povo que tinha consigo: Reconhecei logo, e olhai quem tenha ido dos nossos. E depois de terem reconhecido, acharam que faltavam Jônatas e seu pajem de armas.

18E Saul disse a Aías: Traze a arca de Deus. Porque a arca de Deus estava então com os filhos de Israel.

19E aconteceu que estando ainda falando Saul com o sacerdote, o alvoroço que havia no campo dos filisteus se aumentava, e ia crescendo em grande maneira. Então disse Saul ao sacerdote: Detém tua mão.

20E juntando Saul todo o povo que com ele estava, vieram até o lugar da batalha: e eis que a espada de cada um era volta contra seu companheiro, e a mortandade era grande.

21E os hebreus que haviam estado com os filisteus de tempo antes, e haviam vindo com eles dos arredores ao acampamento, também estes se voltaram a ser com os israelitas que estavam com Saul e com Jônatas.

22Também todos os israelitas que se haviam escondido no monte de Efraim, ouvindo que os filisteus fugiam, eles também os perseguiram naquela batalha.

23Assim salvou o SENHOR a Israel aquele dia. E chegou o alcance até Bete-Áven.

24Porém os homens de Israel foram postos em apuros aquele dia; porque Saul havia conjurado ao povo, dizendo: Qualquer um que comer pão até a tarde, até que tenha tomado vingança de meus inimigos, seja maldito. E todo o povo não havia provado pão.

25E todo o povo daquela terra chegou a um bosque de onde havia mel na superfície do campo.

26Entrou, pois, o povo no bosque, e eis que o mel corria; mas ninguém havia que chegasse a mão à sua boca: porque o povo temia o juramento.

27Porém Jônatas não havia ouvido quando seu pai conjurou ao povo, e estendeu a ponta de uma vara que trazia em sua mão, e molhou-a em um favo de mel, e chegou sua mão a sua boca; e seus olhos se iluminaram.

28Então falou um do povo, dizendo: Teu pai conjurou expressamente ao povo, dizendo: Maldito seja o homem que comer hoje alimento. E o povo desfalecia.

29E Jônatas respondeu: Meu pai perturbou esta terra. Vede agora como foram aclarados meus olhos, por haver provado um pouco deste mel;

30Quanto mais se o povo houvesse hoje comido do despojo de seus inimigos que achou? não se haveria feito agora maior estrago nos filisteus?

31E feriram aquele dia aos filisteus desde Micmás até Aijalom: mas o povo se cansou muito.

32Tornou-se, portanto, o povo ao despojo, e tomaram ovelhas e vacas e bezerros, e mataram-nos em terra, e o povo comeu com sangue.

33E dando-lhe disso aviso a Saul, disseram-lhe: O povo peca contra o SENHOR comendo com sangue. E ele disse: Vós cometestes transgressão; rolai-me agora aqui uma grande pedra.

34E Saul voltou a dizer: Espalhai-vos pelo povo, e dizei-lhes que me tragam cada um sua vaca, e cada qual sua ovelha, e degolai-os aqui, e comei; e não pecareis contra o SENHOR comendo com sangue. E trouxe todo o povo cada qual por sua mão sua vaca aquela noite, e ali degolaram.

35E edificou Saul altar ao SENHOR, o qual altar foi o primeiro que edificou ao SENHOR.

36E disse Saul: Desçamos de noite contra os filisteus, e os saquearemos até a manhã, e não deixaremos deles ninguém. E eles disseram: Faze o que bem te parecer. Disse logo o sacerdote: Acheguemo-nos aqui a Deus.

37E Saul consultou a Deus: Descerei atrás dos filisteus? os entregarás em mão de Israel? Mas o SENHOR não lhe deu resposta aquele dia.

38Então disse Saul: Achegai-vos aqui todos os principais do povo; e sabei e olhai por quem foi hoje este pecado;

39Porque vive o SENHOR, que salva a Israel, que se for em meu filho Jônatas, ele morrerá de certo. E não houve em todo o povo quem lhe respondesse.

40Disse logo a todo Israel: Vós estareis a um lado, e eu e Jônatas meu filho estaremos a outro lado. E o povo respondeu a Saul: Faze o que bem te parecer.

41Então disse Saul ao SENHOR Deus de Israel: Dá perfeição. E foram tomados Jônatas e Saul, e o povo saiu livre.

42E Saul disse: Lançai sorte entre mim e Jônatas meu filho. E foi tomado Jônatas.

43Então Saul disse a Jônatas: Declara-me que fizeste. E Jônatas se o declarou, e disse: Certo que provei com a ponta da vara que trazia em minha mão, um pouco de mel: e eis que ei de morrer?

44E Saul respondeu: Assim me faça Deus e assim me acrescente, que sem dúvida morrerás, Jônatas.

45Mas o povo disse a Saul: Há, pois, de morrer Jônatas, o que fez esta salvação grande em Israel? Não será assim. Vive o SENHOR, que não há de cair um cabelo de sua cabeça em terra, pois que operou hoje com Deus. Assim livrou o povo a Jônatas, para que não morresse.

46E Saul deixou de perseguir aos filisteus; e os filisteus se foram a seu lugar.

47E ocupando Saul o reino sobre Israel, fez guerra a todos seus inimigos ao redor: contra Moabe, contra os filhos de Amom, contra Edom, contra os reis de Zobá, e contra os filisteus: e a de onde quer que se voltava era vencedor.

48E reuniu um exército, e feriu a Amaleque, e livrou a Israel da mão dos que lhe roubavam.

49E os filhos de Saul foram Jônatas, Isvi, e Malquisua. E os nomes de suas duas filhas eram, o nome da mais velha, Merabe, e o da mais nova, Mical.

50E o nome da mulher de Saul era Ainoã, filha de Aimaás. E o nome do general de seu exército era Abner, filho de Ner tio de Saul.

51Porque Quis pai de Saul, e Ner pai de Abner, foram filhos de Abiel.

52E a guerra foi forte contra os filisteus todo o tempo de Saul; e a qualquer um que Saul via homem valente e homem de esforço, juntava-lhe consigo.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.