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The Way

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Dia 42 de 182 · uns 24 min

Juízes 13–19

Juízes 13Abrir no leitor

1E os filhos de Israel voltaram a fazer o mal aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os entregou por mão dos filisteus, por quarenta anos.

2E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, o qual se chamava Manoá; e sua mulher era estéril, que nunca havia dado à luz.

3A esta mulher apareceu o anjo do SENHOR, e disse-lhe: Eis que tu és estéril, e não pariste: mas conceberás e darás à luz um filho.

4Agora, pois, olha que agora não bebas vinho, nem bebida forte, nem comas coisa imunda.

5Porque tu te farás grávida, e darás à luz um filho: e não subirá navalha sobre sua cabeça, porque aquele menino será nazireu a Deus desde o ventre, e ele começará a salvar a Israel da mão dos filisteus.

6E a mulher veio e contou-o a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cujo aspecto era como o aspecto de um anjo de Deus, terrível em grande maneira; e não lhe perguntei de onde nem quem era, nem tampouco ele me disse seu nome.

7E disse-me: Eis que tu conceberás, e darás à luz um filho: portanto, agora não bebas vinho, nem bebida forte, nem comas coisa imunda; porque este menino desde o ventre será nazireu a Deus até o dia de sua morte.

8Então orou Manoá ao SENHOR, e disse: Ah, Senhor meu, eu te rogo que aquele homem de Deus que enviaste, torne agora a vir a nós, e nos ensine o que havemos de fazer com o menino que há de nascer.

9E Deus ouviu a voz de Manoá: e o anjo de Deus voltou outra vez à mulher, estando ela no campo; mas seu marido Manoá não estava com ela.

10E a mulher correu prontamente, e noticiou-o a seu marido, dizendo-lhe: Olha que se me apareceu aquele homem que veio a mim o outro dia.

11E levantou-se Manoá, e seguiu a sua mulher; e assim que chegou ao homem, disse-lhe: És tu aquele homem que falaste à mulher? E ele disse: Eu sou.

12Então Manoá disse: Cumpra-se pois tua palavra. Que ordem se terá com o menino, e que deve?

13E o anjo do SENHOR respondeu a Manoá: A mulher se guardará de todas as coisas que eu lhe disse:

14Ela não comerá coisa que proceda da vide que dá vinho; não beberá vinho nem bebida forte, e não comerá coisa imunda: há de guardar tudo o que lhe mandei.

15Então Manoá disse ao anjo do SENHOR: Rogo-te permitas que te detenhamos, e preparemos um cabrito que pôr diante de ti.

16E o anjo do SENHOR respondeu a Manoá: Ainda que me detenhas não comerei de teu pão: mas se quiseres fazer holocausto, sacrifica-o ao SENHOR. E não sabia Manoá que aquele fosse anjo do SENHOR.

17Então disse Manoá ao anjo do SENHOR: Como é teu nome, para que quando se cumprir tua palavra te honremos?

18E o anjo do SENHOR respondeu: Por que perguntas por meu nome, que é oculto?

19E Manoá tomou um cabrito das cabras e uma oferta de alimentos, e o sacrificou sobre uma rocha ao SENHOR; e o anjo fez algo sobrenatural à vista de Manoá e de sua mulher.

20Porque aconteceu que, quando a chama subia do altar até o céu, o anjo do SENHOR subiu na chama do altar à vista de Manoá e de sua mulher, os quais se prostraram em terra sobre seus rostos.

21E o anjo do SENHOR não voltou a aparecer a Manoá nem à sua mulher. Então conheceu Manoá que era o anjo do SENHOR.

22E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porque vimos a Deus.

23E sua mulher lhe respondeu: Se o SENHOR nos quisesse matar, não tomaria de nossas mãos o holocausto e a oferta de alimentos, nem nos teria mostrado todas estas coisas, nem em tal tempo nos haveria anunciado isto.

24E a mulher deu à luz um filho, e chamou-lhe por nome Sansão. E o menino creceu, e o SENHOR o abençoou.

25E o espírito do SENHOR começou a manifestar-se nele nos acampamentos de Dã, entre Zorá e Estaol.

Juízes 14Abrir no leitor

1E descendo Sansão a Timna, viu em Timna uma mulher das filhas dos filisteus.

2E subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, dizendo: Eu vi em Timna uma mulher das filhas dos filisteus: rogo-vos que a deis a mim por mulher.

3E seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há mulher entre as filhas de teus irmãos, nem em todo meu povo, para que vás tu a tomar mulher dos filisteus incircuncisos? E Sansão respondeu a seu pai: Toma-a a mim por mulher, porque esta agradou a meus olhos.

4Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR, e que ele buscava ocasião contra os filisteus: porque naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.

5E Sansão desceu com seu pai e com sua mãe a Timna: e quando chegaram às vinhas de Timna, eis que um leão jovem que vinha bramando até ele.

6E o espírito do SENHOR caiu sobre ele, e despedaçou-o como quem despedaça um cabrito, sem ter nada em sua mão: e não deu a entender a seu pai nem a sua mãe o que havia feito.

7Veio, pois, e falou à mulher que havia agradado a Sansão.

8E voltando depois de alguns dias para tomá-la, apartou-se para ver o corpo morto do leão, e eis que no corpo do leão um enxame de abelhas, e um favo de mel.

9E tomando-o em suas mãos, foi-se comendo-o pelo caminho: e chegado que houve a seu pai e a sua mãe, deu-lhes também a eles que comessem; mas não lhes revelou que havia tomado aquela mel do corpo do leão.

10Veio, pois, seu pai à mulher, e Sansão fez ali banquete; porque assim costumavam fazer os rapazes.

11E quando eles o viram, tomaram trinta companheiros que estivessem com ele;

12Aos quais Sansão disse: Eu vos proporei agora um enigma, o qual se nos sete dias do banquete vós me declarardes e descobrirdes, eu vos darei trinta sábanas e trinta mudas de vestidos.

13Mas se não o souberes declarar a mim, vós me dareis as trinta mantas e as trinta mudas de vestidos. E eles responderam: Propõe-nos teu enigma, e o ouviremos.

14Então lhes disse: Do comedor saiu comida, E do forte saiu doçura. E eles não puderam declarar-lhe o enigma em três dias.

15E ao sétimo dia disseram à mulher de Sansão: Induz a teu marido a que nos declare este enigma, para que não te queimemos a ti e à casa de teu pai. Chamaste-nos aqui para possuir-nos?

16E chorou a mulher de Sansão diante dele, e disse: Somente me aborreces e não me amas, pois que não me declaras o enigma que propuseste aos filhos de meu povo. E ele respondeu: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei; e havia eu de declará-lo a ti?

17E ela chorou diante dele os sete dias que eles tiveram banquete: mas ao sétimo dia ele o declarou a ela, porque lhe constrangeu; e ela o declarou aos filhos de seu povo.

18E ao sétimo dia, antes que o sol se pusesse, os da cidade lhe disseram: Que coisa mais doce que o mel? E que coisa mais forte que o leão? Se não arásseis com minha novilha, Nunca teríeis descoberto meu enigma.

19E o espírito do SENHOR caiu sobre ele, e desceu a Asquelom, e feriu trinta homens deles; e tomando seus despojos, deu as mudas de vestidos aos que haviam explicado o enigma: e acendido em ira foi-se à casa de seu pai.

20E a mulher de Sansão foi dada a seu companheiro, com o qual ele antes se acompanhava.

Juízes 15Abrir no leitor

1E aconteceu depois de dias, que no tempo da colheita do trigo, Sansão visitou à sua mulher com um cabrito, dizendo: Entrarei à minha mulher à câmara. Mas o pai dela não o deixou entrar.

2E disse o pai dela: Persuadi-me que a aborrecias, e dei-a a teu companheiro. Mas sua irmã menor, não é mais bela que ela? Toma-a, pois, em seu lugar.

3E Sansão lhes respondeu: Eu serei sem culpa esta vez para com os filisteus, se mal lhes fizer.

4E foi Sansão e agarrou trezentas raposas, e tomando tochas, e segurando aquelas pelas caudas, pôs entre cada duas caudas uma tocha.

5Depois, acendendo as tochas, lançou as raposas nas plantações dos filisteus, e queimou pilhas de cereais e cereais nos pés, e vinhas e olivais.

6E disseram os filisteus: Quem fez isto? E foi-lhes dito: Sansão, o genro do timnateu, porque lhe tirou sua mulher e a deu a seu companheiro. E vieram os filisteus, e queimaram a fogo a ela e a seu pai.

7Então Sansão lhes disse: Assim o havíeis de fazer? Mas eu me vingarei de vós, e depois cessarei.

8E feriu-os perna e coxa com grande mortandade; e desceu, e ficou na caverna da penha de Etã.

9E os filisteus subiram e puseram acampamento em Judá, e estenderam-se por Leí.

10E os homens de Judá lhes disseram: Por que subistes contra nós? E eles responderam: A prender a Sansão subimos, para fazer-lhe como ele nos fez.

11E vieram três mil homens de Judá à caverna da penha de Etã, e disseram a Sansão: Não sabes tu que os filisteus dominam sobre nós? Por que nos fizeste isto? E ele lhes respondeu: Eu lhes fiz como eles me fizeram.

12Eles então lhe disseram: Nós viemos para prender-te, e entregar-te em mão dos filisteus. E Sansão lhes respondeu: Jurai-me que vós não me matareis.

13E eles lhe responderam, dizendo: Não, somente te prenderemos, e te entregaremos em suas mãos; mas não te mataremos. Então lhe ataram com duas cordas novas, e fizeram-lhe vir da penha.

14E assim que veio até Leí, os filisteus lhe saíram a receber com gritos de vitória: e o espírito do SENHOR caiu sobre ele, e as cordas que estavam em seus braços se tornaram como linho queimado com fogo, e as amarras se caíram de suas mãos.

15E achando uma queixada de asno fresca, estendeu a mão e tomou-a, e feriu com ela a mil homens.

16Então Sansão disse: Com a queixada de um asno, um amontoado, dois amontoados; Com a queixada de um asno feri mil homens.

17E acabando de falar, lançou de sua mão a queixada, e chamou a aquele lugar Ramate-Leí.

18E tendo grande sede, clamou logo ao SENHOR, e disse: Tu deste esta grande salvação por meio de teu servo: e morrerei eu agora de sede, e cairei em mão dos incircuncisos?

19Então quebrou Deus uma cavidade em Leí, e saíram dali águas, e bebeu, e recuperou seu espírito, e reanimou-se. Portanto chamou seu nome daquele lugar, En-Hacoré, o qual é em Leí, até hoje.

20E julgou a Israel nos dias dos filisteus vinte anos.

Juízes 16Abrir no leitor

1E foi Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e se deitou com ela.

2E foi dito aos de Gaza: Sansão veio aqui. E cercaram-no, e puseram-lhe espias toda aquela noite à porta da cidade: e estiveram calados toda aquela noite, dizendo: Até a luz da manhã; então o mataremos.

3Mas Sansão dormiu até a meia noite; e à meia noite se levantou, e tomando as portas da cidade com seus dois pilares e seu ferrolho, lançou-as ao ombro, e foi-se, e subiu-se com elas ao cume do monte que está diante de Hebrom.

4Depois disto aconteceu que se apaixonou por uma mulher no vale de Soreque, a qual se chamava Dalila.

5E vieram a ela os príncipes dos filisteus, e disseram-lhe: Engana-o e sabe em que consiste sua grande força, e como o poderíamos vencer, para que o amarremos e o atormentemos; e cada um de nós te dará mil e cem siclos de prata.

6E Dalila disse a Sansão: Eu te rogo que me declares em que consiste tua grande força, e como poderás ser acorrentado para ser atormentado.

7E respondeu-lhe Sansão: Se me atarem com sete vimes verdes que ainda não estejam secos, então me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.

8E os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vimes verdes que ainda não se haviam secado, e atou-lhe com eles.

9E estavam espias em casa dela em uma câmara. Então ela lhe disse: Sansão, os filisteus sobre ti! E ele rompeu os vimes, como se rompe uma corda de estopa quando sente o fogo: e não se soube sua força.

10Então Dalila disse a Sansão: Eis que tu me enganaste, e me disseste mentiras: revela-me pois agora, eu te rogo, como poderás ser acorrentado.

11E ele lhe disse: Se me atarem fortemente com cordas novas, com as quais nenhuma coisa se tenha feito, eu me debilitarei, e serei como qualquer um dos homens.

12E Dalila tomou cordas novas, e atou-lhe com elas, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E os espias estavam em uma câmara. Mas ele as rompeu de seus braços como um fio.

13E Dalila disse a Sansão: Até agora me enganas, e tratas comigo com mentiras. Revela-me pois agora como poderás ser acorrentado. Ele então lhe disse: Se teceres sete tranças de minha cabeça com a teia.

14E ela fincou a estaca, e disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! Mas despertando ele de seu sonho, arrancou a estaca do tear com a teia.

15E ela lhe disse: Como dizes, Eu te amo, pois que teu coração não está comigo? Já me enganaste três vezes, e não me hás ainda descoberto em que está tua grande força.

16E aconteceu que, pressionando-lhe ela cada dia com suas palavras e importunando-lhe, sua alma foi reduzida à mortal angústia.

17Revelou-lhe, pois, todo seu coração, e disse-lhe: Nunca a minha cabeça chegou navalha; porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe. Se for rapado, minha força se apartará de mim, e serei debilitado, e como todos os homens.

18E vendo Dalila que ele lhe havia revelado todo seu coração, mandou chamar aos príncipes dos filisteus, dizendo: Vinde esta vez, porque ele me revelou todo seu coração. E os príncipes dos filisteus vieram a ela, trazendo em sua mão o dinheiro.

19E ela fez que ele dormisse sobre seus joelhos; e chamado um homem, rapou-lhe sete tranças de sua cabeça, e começou a afligi-lo, pois sua força se apartou dele.

20E disse-lhe: Sansão, os filisteus sobre ti! E logo que despertou ele de seu sonho, se disse: Esta vez sairei como as outras, e me escaparei: não sabendo que o SENHOR já se havia dele apartado.

21Mas os filisteus lançaram mão dele, e tiraram-lhe os olhos, e o levaram a Gaza; e o ataram com correntes, para que moesse no cárcere.

22E o cabelo de sua cabeça começou a crescer, depois que foi rapado.

23Então os príncipes dos filisteus se juntaram para oferecer sacrifício a Dagom seu deus, e para alegrar-se; e disseram: Nosso deus entregou em nossas mãos a Sansão nosso inimigo.

24E vendo-o o povo, louvaram a seu deus, dizendo: Nosso deus entregou em nossas mãos a nosso inimigo, e ao destruidor de nossa terra, o qual havia matado a muitos de nós.

25E aconteceu que, indo-se alegrando o coração deles, disseram: Chamai a Sansão, para que divirta diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, e fazia de joguete diante deles; e puseram-no entre as colunas.

26E Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: Aproxima-me, e faze-me segurar as colunas sobre que se sustenta a casa, para que me apoie sobre elas.

27E a casa estava cheia de homens e mulheres: e todos os príncipes dos filisteus estavam ali; e no alto piso havia como três mil homens e mulheres, que estavam olhando o escárnio de Sansão.

28Então clamou Sansão ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, lembra-te agora de mim, e esforça-me, te rogo, somente esta vez, ó Deus, para que de uma vez tome vingança dos filisteus, por meus dois olhos.

29Agarrou logo Sansão as duas colunas do meio sobre as quais se sustentava a casa, e apoiou-se nelas, a uma com a direita, e a outra com a esquerda;

30E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E apoiando com força, caiu a casa sobre os príncipes, e sobre todo aquele povo que estava nela. E foram muitos mais os que deles matou morrendo, que os que havia matado em sua vida.

31E desceram seus irmãos e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e levaram-no, e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de seu pai Manoá. E ele julgou a Israel vinte anos.

Juízes 17Abrir no leitor

1Houve um homem do monte de Efraim, que se chamava Mica.

2O qual disse à sua mãe: Os mil e cem siclos de prata que te foram furtados, pelo que tu amaldiçoavas ouvindo-o eu, eis que eu tenho este dinheiro: eu o havia tomado. Então a mãe disse: Bendito sejas do SENHOR, filho meu.

3E logo que ele devolveu à sua mãe os mil e cem siclos de prata, sua mãe disse: Eu dediquei este dinheiro ao SENHOR de minha mão para ti, filho meu, para que faças uma imagem de escultura e de fundição: agora, pois, eu o devolvo a ti.

4Mas voltando ele à sua mãe o dinheiro, tomou sua mãe duzentos siclos de prata, e deu-os ao fundidor: e ele lhe fez deles uma imagem de escultura e de fundição, a qual foi posta em casa de Mica.

5E teve este homem Mica casa de deuses, e fez-se fazer éfode e ídolos, e consagrou um de seus filhos; e foi-lhe por sacerdote.

6Nestes dias não havia rei em Israel: cada um fazia como melhor lhe parecia.

7E havia um jovem de Belém de Judá, da tribo de Judá, o qual era levita; e peregrinava ali.

8Este homem se havia partido da cidade de Belém de Judá, para ir a viver de onde achasse; e chegando ao monte de Efraim, veio à casa de Mica, para dali fazer seu caminho.

9E Mica lhe disse: De onde vens? E o levita lhe respondeu: Sou de Belém de Judá, e vou a viver de onde achar.

10Então Mica lhe disse: Fica-te em minha casa, e me serás em lugar de pai e sacerdote; e eu te darei dez siclos de prata por ano, e o ordinário de vestimentas, e tua comida. E o levita ficou.

11Acordou, pois, o levita em morar com aquele homem, e ele o tinha como a um de seus filhos.

12E Mica consagrou ao levita, e aquele jovem lhe servia de sacerdote, e estava em casa de Mica.

13E Mica disse: Agora sei que o SENHOR me fará bem, pois que o levita é feito meu sacerdote.

Juízes 18Abrir no leitor

1Naqueles dias não havia rei em Israel. E em aqueles dias a tribo de Dã buscava possessão para si de onde morasse, porque até então não lhe havia caído sorte entre as tribos de Israel por herança.

2E os filhos de Dã enviaram de sua tribo cinco homens de seus termos, homens valentes, de Zorá e Estaol, para que reconhecessem e explorassem bem a terra; e disseram-lhes: Ide e reconhecei a terra. Estes vieram ao monte de Efraim, até a casa de Mica, e ali passaram a noite.

3E quando estavam próximos da casa de Mica, reconheceram a voz do jovem levita; e achegando-se ali, disseram-lhe: Quem te trouxe por aqui? e que fazes aqui? e que tens tu por aqui?

4E ele lhes respondeu: Desta e desta maneira fez comigo Mica, e me há tomado para que seja seu sacerdote.

5E eles lhe disseram: Pergunta, pois, agora a Deus, para que saibamos se há de prosperar nossa viajem que fazemos.

6E o sacerdote lhes respondeu: Ide em paz, que vosso viajem que fazeis é diante do SENHOR.

7Então aqueles cinco homens se partiram, e vieram a Laís: e viram que o povo que habitava nela estava seguro, ocioso e confiante, conforme o costume dos de Sidom; não havia ninguém naquela região que os perturbasse em coisa alguma; além disso, os sidônios estavam distantes, e não tinham negócios com ninguém.

8Voltando, pois, eles a seus irmãos em Zorá e Estaol, seus irmãos lhes disseram: Que há? e eles responderam:

9Levantai-vos, subamos contra eles; porque nós exploramos a região, e vimos que é muito boa: e vós vos estais quietos? Não sejais preguiçosos em vos dispor em marcha para ir a possuir a terra.

10Quando ali chegardes, vereis a uma gente segura, e a uma terra ampla; pois que Deus a entregou em vossas mãos; lugar de onde não há falta de coisa que seja na terra.

11E partindo os de Dã dali, de Zorá e de Estaol, seiscentos homens armados de armas de guerra,

12Foram e assentaram acampamento em Quriate-Jearim, em Judá; de onde aquele lugar foi chamado o campo de Dã, até hoje: está detrás de Quriate-Jearim.

13E passando dali ao monte de Efraim, vieram até a casa de Mica.

14Então aqueles cinco homens que haviam ido a reconhecer a terra de Laís, disseram a seus irmãos: Não sabeis como em estas casas há éfode e ídolos, e imagem de escultura e de fundição? Olhai pois o que haveis de fazer.

15E achegando-se ali, vieram à casa do jovem levita em casa de Mica, e perguntaram-lhe como estava.

16E os seiscentos homens, que eram dos filhos de Dã, estavam armados de suas armas de guerra à entrada da porta.

17E subindo os cinco homens que haviam ido a reconhecer a terra, entraram ali, e tomaram a imagem de escultura, e o éfode, e os ídolos, e a imagem de fundição, enquanto o sacerdote estava à entrada da porta com os seiscentos homens armados

18Entrando, pois, aqueles na casa de Mica, tomaram a imagem de escultura, o éfode, e os ídolos, e a imagem de fundição. E o sacerdote lhes disse: Que fazeis vós?

19E eles lhe responderam: Cala, põe a mão sobre tua boca, e vem conosco, para que sejas nosso pai e sacerdote. É melhor que tu sejas sacerdote em casa de um homem só, que de uma tribo e família de Israel?

20E alegrou-se o coração do sacerdote; o qual tomando o éfode e os ídolos, e a imagem, veio entre a gente.

21E eles voltaram e foram-se; e puseram os meninos, e o gado e a bagagem, diante de si.

22E quando já se haviam afastado da casa de Mica, os homens que habitavam nas casas vizinhas à casa de Mica, se juntaram, e seguiram aos filhos de Dã.

23E gritando aos de Dã, estes viraram seus rostos, e disseram a Mica: Que tens que juntaste gente?

24E ele respondeu: Meus deuses que eu fiz, que levais juntamente com o sacerdote, e vos vades: que mais me resta? E a que propósito me dizeis: Que tens?

25E os filhos de Dã lhe disseram: Não grites atrás de nós, não seja que os de ânimo impetuoso vos acometam, e percas também tua vida, e a vida dos teus.

26E indo os filhos de Dã seu caminho, e vendo Mica que eram mais fortes que ele, voltou-se e regressou à sua casa.

27E eles levando as coisas que havia feito Mica, juntamente com o sacerdote que tinha, chegaram a Laís, ao povo tranquilo e seguro; e meteram-nos à espada, e abrasaram a cidade com fogo.

28E não houve quem os defendesse, porque estavam longe de Sidom, e não tinham comércio com ninguém. E a cidade estava no vale que há em Bete-Reobe. Logo reedificaram a cidade, e habitaram nela.

29E chamaram o nome daquela cidade Dã, conforme ao nome de Dã seu pai, filho de Israel, bem que antes se chamava a cidade Laís.

30E os filhos de Dã levantaram para si imagem de escultura; e Jônatas, filho de Gérson, filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes na tribo de Dã, até o dia do cativeiro desta terra.

31E levantaram para si a imagem de Mica, a qual ele havia feito, todo aquele tempo que a casa de Deus esteve em Siló.

Juízes 19Abrir no leitor

1Naqueles dias, quando não havia rei em Israel, houve um levita que morava como peregrino nos lados do monte de Efraim, o qual se havia tomado mulher concubina de Belém de Judá.

2E sua concubina adulterou contra ele, e foi-se dele à casa de seu pai, a Belém de Judá, e esteve ali por tempo de quatro meses.

3E levantou-se seu marido, e seguiu-a, para falar-lhe amorosamente e trazê-la de volta, levando consigo um criado seu e um par de asnos; e ela o meteu na casa de seu pai.

4E vendo-lhe o pai da moça, saiu-lhe a receber contente; e seu sogro, pai da moça, o deteve, e ficou em sua casa três dias, comendo e bebendo, e repousando ali.

5E ao quarto dia, quando se levantaram de manhã, levantou-se também o levita para ir-se, e o pai da moça disse a seu genro: Conforta teu coração com um bocado de pão, e depois vos ireis.

6E sentaram-se eles dois juntos, e comeram e beberam. E o pai da moça disse ao homem: Eu te rogo que te queiras ficar aqui esta noite, e teu coração se alegrará.

7E levantando-se o homem para ir-se, o sogro lhe constrangeu a que voltasse e tivesse ali a noite.

8E ao quinto dia levantando-se de manhã para ir-se, disse-lhe o pai da moça: Conforta agora teu coração. E havendo comido ambos a dois, detiveram-se até que já declinava o dia.

9Levantou-se logo o homem para ir-se, ele, e sua concubina, e seu criado. Então seu sogro, o pai da moça, lhe disse: Eis que o dia declina para se pôr o sol, rogo-te que vos estejais aqui a noite; eis que o dia se acaba, passa aqui a noite, para que se alegre teu coração; e amanhã vos levantareis cedo a vosso caminho, e chegarás a tuas tendas.

10Mas o homem não quis ficar ali a noite, mas sim que se levantou e partiu, e chegou até em frente de Jebus, que é Jerusalém, com seu par de asnos preparados, e com sua concubina.

11E estando já junto a Jebus, o dia havia declinado muito: e disse o criado a seu senhor: Vem agora, e vamo-nos a esta cidade dos jebuseus, para que tenhamos nela a noite.

12E seu senhor lhe respondeu: Não iremos a nenhuma cidade de estrangeiros, que não seja dos filhos de Israel: antes passaremos até Gibeá. E disse a seu criado:

13Vem, cheguemos a um desses lugares, para ter a noite em Gibeá, ou em Ramá.

14Passando pois, caminharam, e o sol se pôs junto a Gibeá, que era de Benjamim.

15E apartaram-se do caminho para entrar a ter ali a noite em Gibeá; e entrando, sentaram-se na praça da cidade, porque não houve quem os acolhesse em casa para passar a noite.

16E eis que um homem velho, que à tarde vinha do campo de trabalhar; o qual era do monte de Efraim, e morava como peregrino em Gibeá, mas os moradores daquele lugar eram filhos de Benjamim.

17E levantando o velho os olhos, viu aquele viajante na praça da cidade, e disse-lhe: Para onde vais, e de onde vens?

18E ele respondeu: Passamos de Belém de Judá aos lados do monte de Efraim, de onde eu sou; e parti até Belém de Judá; e vou à casa do SENHOR, e não há quem me receba em casa,

19Ainda que nós tenhamos palha e de comer para nossos asnos, e também temos pão e vinho para mim e para tua serva, e para o criado que está com teu servo; de nada temos falta.

20E o homem velho disse: Paz seja contigo; tua necessidade toda seja somente a meu cargo, contanto que não passes a noite na praça.

21E metendo-os em sua casa, deu de comer a seus asnos; e eles se lavaram os pés, e comeram e beberam.

22E quando estavam jubilosos, eis que os homens daquela cidade, homens malignos, cercam a casa, e batiam as portas, dizendo ao homem velho dono da casa: Tira fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos.

23E saindo a eles aquele homem, amo da casa, disse-lhes: Não, irmãos meus, rogo-vos que não cometais este mal, pois que este homem entrou em minha casa, não façais esta maldade.

24Eis aqui minha filha virgem, e a concubina dele: eu as tirarei agora para vós; humilhai-as, e fazei com elas como vos parecer, e não façais a este homem coisa tão infame.

25Mas aqueles homens não lhe quiseram ouvir; pelo que tomando aquele homem sua concubina, tirou-a fora: e eles a conheceram, e abusaram dela toda a noite até a manhã, e deixaram-na quando apontava a alva.

26E já que amanhecia, a mulher veio, e caiu diante da porta da casa daquele homem onde seu senhor estava, até que foi de dia.

27E levantando-se de manhã seu senhor, abriu as portas da casa, e saiu para ir seu caminho, e eis que, a mulher sua concubina estava estendida diante da porta da casa, com as mãos sobre o umbral.

28E ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos. Mas ela não respondeu. Então a levantou o homem, e lançando-a sobre seu asno, levantou-se e foi-se a seu lugar.

29E em chegando à sua casa, toma uma espada, pegou sua concubina, e despedaçou-a com seus ossos em doze partes, e enviou-as por todos os termos de Israel.

30E todo aquele que o via, dizia: Jamais se fez nem visto tal coisa, desde o tempo que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até hoje. Considerai isto, dai conselho, e falai.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.