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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 164 de 182 · uns 24 min

Atos 25–28 · Romanos 1

Atos 25Abrir no leitor

1Então Festo, tendo entrado na província, subiu dali três dias depois de Cesareia a Jerusalém.

2E o sumo sacerdote e os líderes dos judeus compareceram diante dele contra Paulo, e lhe rogaram;

3Pedindo favor contra ele, para que o fizesse vir a Jerusalém, preparando cilada para o matarem no caminho.

4Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia, e que ele logo estava indo para lá .

5Ele disse: Então aqueles dentre vós que podem, desçam com igo , e se houver alguma coisa errada neste homem, acusem-no.

6E ele, tendo ficado entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e tendo se sentado no tribunal no dia seguinte, mandou que trouxessem a Paulo.

7E tendo ele vindo, os judeus que haviam descido de Jerusalém o rodearam, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar.

8Ele, disse em sua defesa: Eu não pequei nem contra a Lei dos judeus, nem contra o Templo, nem contra César, em coisa alguma.

9Mas Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Tu queres subir a Jerusalém e ser julgado sobre estas coisas diante de mim?

10E Paulo disse: Eu estou diante do tribunal de César, onde eu tenho que ser julgado; a nenhum dos judeus eu fiz mal, assim como também tu sabes muito bem.

11Porque se eu fiz algum mal, ou cometi algo digno de morte, eu não recuso morrer; mas se nada há das coisas que este me acusam, ninguém pode me entregar a eles. Eu apelo a César.

12Então Paulo, tendo conversado com o Conselho, respondeu: Tu apelaste a César; a César irás.

13E passados alguns dias, o Rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia para saudar a Festo.

14E quando tinham ficado ali muitos dias, Festo contou ao rei os assuntos de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado aqui preso por Félix;

15Por causa do qual, estando eu em Jerusalém, os chefes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus compareceram a mim , pedindo julgamento contra ele.

16Aos quais eu respondi não ser costume dos romanos entregar a algum homem à morte, antes que o acusado tenha seus acusadores face a face, e tenha oportunidade para se defender da acusação.

17Portanto, tendo eles se reunido aqui, fazendo nenhum adiamento, no dia seguinte, estando eu sentado no tribunal, mandei trazer ao homem.

18Do qual os acusadores estando aqui presentes, trouxeram como acusação nenhuma das coisas que eu suspeitava.

19Mas tinham contra ele algumas questões relativas às próprias crenças deles, e de um certo morto Jesus, o qual Paulo afirmava estar vivo.

20E eu, estando em duvida sobre como interrogar esta causa, disse, perguntando se ele queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado sobre estas coisas.

21Porém Paulo, tendo apelado para ser guardado ao interrogatório do imperador, mandei que o guardassem, até que eu o enviasse a César.

22E Agripa disse a Festo: Eu também queria ouvir a este homem.E ele disse: E amanhã tu o ouvirás.

23Então no dia seguinte, tendo vindo Agripa e Berenice, com muita pompa, e entrando no auditório com os comandantes e os homens mais importantes da cidade, trouxeram a Paulo por ordem de Festo.

24E Festo disse: Rei Agripa, e todos os homens que estais presentes aqui conosco, vós vedes este homem , a quem toda a multidão dos judeus, tanto em Jerusalém como aqui, tem apelado a mim, clamando que ele não deve mais viver.

25Mas tendo eu achado nada que ele tenha feito que fosse digno de morte, e também tendo ele mesmo apelado ao imperador, eu decidi enviá-lo.

26Do qual eu não tenho coisa alguma certa para escrever ao meu senhor; por isso que eu o trouxe diante de vós; e principalmente diante de ti, rei Agripa, para que, sendo feita a investigação, eu tenha algo para escrever.

27Porque não me parece razoável enviar a um prisioneiro, sem também informar as acusações contra ele.

Atos 26Abrir no leitor

1E Agripa disse a Paulo: É permitido a ti falar por ti mesmo.Então Paulo, estendendo a mão, respondeu em sua defesa:

2Eu me considero feliz, rei Agripa, de que diante de ti eu esteja hoje fazendo minha defesa de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;

3Principalmente por eu saber que tu sabes de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso eu te rogo que tu me ouças com paciência.

4Ora, a minha vida é conhecida por todos os judeus, desde a minha juventude, que desde o princípio tem sido entre os de minha nação em Jerusalém;

5Eles me conhecem desde o começo, se quiserem testemunhar, de que conforme a mais rigorosa divisão de nossa religião, eu vivi como fariseu.

6E agora, pela esperança da promessa que por Deus foi dada aos nossos pais, eu estou aqui sendo julgado.

7À qual nossas doze tribos, servindo continuamente a Deus de dia e de noite, esperam chegar; pela qual esperança, rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus.

8Por que se julga como incrível entre vós que Deus ressuscite aos mortos?

9Eu realmente tinha pensado comigo mesmo, que contra o nome de Jesus eu tinha que fazer muitas oposições.

10O que eu também fiz em Jerusalém; e tendo recebido autoridade dos chefes dos sacerdotes, eu pus em prisões a muitos dos santos; e quando eles eram mortos, eu também dava meu voto contra eles .

11E tendo lhes dado punição muitas vezes por todas as sinagogas, eu os forcei a blasfemarem. E estando extremamente enfurecido contra eles, até nas cidades estrangeiras eu os persegui;

12Nas quais, indo eu até Damasco, com autoridade e comissão dos chefes dos sacerdotes;

13Ao meio dia, vi no caminho, rei, uma luz do céu, que brilhava muito mais que o sol, e que encheu de claridade ao redor de mim e dos que iam comigo.

14E todos nós, tendo caído ao chão, eu ouvi uma voz que falava a mim, e dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro é para ti dar coices contra os aguilhões.

15E eu disse: Quem és, Senhor? E ele disse: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

16Mas levanta-te, e fica de pé, porque para isto eu apareci a ti, para te predeterminar como trabalhador e testemunha, tanto das coisas que já tens visto, como das coisas que eu ainda aparecerei a ti;

17Livrando-te d este povo, e dos gentios, aos quais agora eu te envio.

18Para abrir os olhos deles, e das trevas converterem à luz, e do poder de Satanás converterem a Deus; para que recebam perdão dos pecados, e herança entre os santificados pela fé em mim.

19Portanto, rei Agripa, eu não fui desobediente à visão celestial.

20Mas sim, primeiramente aos que estavam em Damasco e Jerusalém, e por toda a terra da Judeia, e aos gentios anunciei que se arrependessem, e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.

21Por causa disto os judeus me pegaram no Templo, e procuravam me matar.

22Porém tendo eu obtido socorro de Deus, permaneço até o dia de hoje, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes; não dizendo nada além dos que as coisas que os profetas e Moisés tinham dito que estavam para acontecer;

23Isto é , que o Cristo sofreria, e sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, ia anunciar a luz a este povo e aos gentios.

24E tendo Paulo dito isto em sua defesa, Festo disse em alta voz: Tu estás louco, Paulo; as muitas escrituras te fizeram enlouquecer!

25Mas ele respondeu : Eu não estou louco, excelentíssimo Festo; mas eu declaro palavras de verdade e de um são juízo;

26Porque o rei, a quem eu estou falando livremente, ele sabe muito bem destas coisas; porque eu não creio que nenhuma disto lhe seja oculto; por que isto não foi feito num canto.

27Rei Agripa, tu crês nos profetas? Eu sei que tu crês.

28E Agripa disse a Paulo: Por pouco tu me convences a me tornar cristão.

29E Paulo disse: Meu desejo a Deus é que, por pouco ou por muito, não somente tu, mas todos os que estão me ouvindo hoje, tais vos tornásseis assim como eu sou, a não ser por estas correntes.

30E tendo ele dito isto, o rei se levantou, e também o governador, Berenice, e os que estavam sentados com eles.

31E reunindo-se à parte, falavam uns aos outros, dizendo: Este homem nada faz que seja digno de morte ou de prisões.

32E Agripa disse a Festo: Este homem podia ser solto, se ele não tivesse apelado a César.

Atos 27Abrir no leitor

1E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial.

2E embarcando -nos em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares costeiros da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica.

3E no dia seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu -lhe que fosse aos amigos, para receber cuidado deles .

4E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários.

5E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia.

6E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele.

7E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo continuar por ali ,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone.

8E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.

9E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo os exortava,

10Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas.

11Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia.

12E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno.

13E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta.

14Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.

15E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados por ele .

16E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva;

17O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes para reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e deixaram ir à deriva.

18E sendo muito afligidos pela tempestade, no dia seguinte jogaram a carga para fora do navio .

19E no terceiro dia , com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio.

20E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos.

21E havendo muito tempo que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e assim evitar esta situação ruim e prejuízo.

22Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além somente da perda do navio.

23Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo;

24Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado a vida a todos quantos navegam contigo.

25Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito.

26Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha.

27E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no mar Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra firme .

28E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças.

29E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse logo .

30E quando os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa,

31Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar.

32Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair.

33E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado.

34Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça.

35E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo -o , começou a comer.

36E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram algo para comer.

37E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas.

38E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar.

39E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio.

40E tendo levantado as âncoras, deixaram -no ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando -o à praia.

41Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas.

42Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum deles fugisse a nado.

43Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem ao mar e chegassem à terra firme .

44E depois os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.

Atos 28Abrir no leitor

1E tendo sobrevivido, então souberam que a ilha se chamava Malta.

2E os nativos demonstraram para conosco uma benevolência incomum; porque, tendo acendido uma fogueira, recolheram a nós todos, por causa da chuva que estava caindo, e por causa do frio.

3E tendo Paulo recolhido uma quantidade de gravetos, e pondo-os no fogo, saiu uma víbora do calor, e fixou os dentes na mão dele.

4E quando os nativos vieram o animal pendurado na mão dele, disseram uns aos outros: Certamente este homem é assassino, ao qual, tendo sobrevivido do mar, a justiça não o deixa viver.

5Porém, ele, tendo sacudido o animal ao fogo, sofreu nenhum mal.

6E eles esperavam que ele fosse inchar, ou cair morto de repente. Mas tendo esperado muito, e vendo que nenhum incômodo tinha lhe sobrevindo, mudaram de opinião , e diziam que ele era um deus.

7E perto daquele mesmo lugar o homem mais importante da ilha, por nome Públio, tinha algumas propriedades; o qual nos recebeu e nos hospedou por três dias gentilmente.

8E aconteceu que o pai de Públio estava de cama, doente de febres e disenteria; ao qual Paulo entrou, e tendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou.

9Tendo então isto acontecido, também vieram a ele outros que tinham enfermidades, e foram curados;

10Os quais nos honraram com muitas honras; e estando nós para navegar, nos entregaram as coisas necessárias.

11E três meses depois, nós partimos em um navio de Alexandria, que tinha passado o inverno na ilha; o qual tinha como símbolo os gêmeos Castor e Pólux.

12E chegando a Siracusa, ficamos ali três dias.

13De onde, tendo indo ao redor da costa, chegamos a Régio; e um dia depois, ventando ao sul, viemos o segundo dia a Putéoli.

14Onde, tendo achado alguns irmãos, eles nos rogaram que ficássemos com eles por sete dias; e assim viemos a Roma.

15E os irmãos, ao ouvirem notícias sobre nós, desde lá nos saíram ao encontro até a praça de Ápio, e as três tavernas; e Paulo, tendo os visto, agradeceu a Deus, e tomou coragem.

16E quando chegamos a Roma, o centurião entregou os prisioneiros ao chefe da guarda, mas a Paulo foi permitido morar por si mesmo à parte, junto com o soldado que o guardava.

17E aconteceu que, três dias depois, Paulo chamou juntos os chefes dos judeus; e ao se reunirem, disse-lhes: Homens irmãos, tendo eu nada feito contra o povo, ou contra os costumes dos pais, mesmo assim eu vim preso desde Jerusalém, entregue em mãos dos romanos.

18Os quais, tendo me investigado, queriam me soltar, por não haver em mim nenhum crime de morte.

19Mas os judeus, dizendo em contrário, eu fui forçado a apelar a César; mas não como que eu tenha que acusar a minha nação.

20Então por esta causa eu vos chamei até mim, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel eu estou agora preso nesta corrente.

21Mas eles lhe disseram: Nós nem recebemos cartas da Judeia relacionadas a ti, nem algum dos irmãos, tendo vindo aqui, tem nos informado ou falado de ti algum mal.

22Mas nós queríamos ouvir de ti o que tu pensas; porque, quanto a esta seita, conhecemos que em todo lugar há quem fale contra ela.

23E tendo eles lhe determinado um dia, muitos vieram até onde ele estava morando; aos quais ele declarava e dava testemunho do Reino de Deus; e procurava persuadi-los quanto a Jesus, tanto pela Lei de Moisés, como pelos profetas, desde a manhã até a tarde.

24E alguns criam nas coisas que ele dizia; mas outros não criam.

25E estando discordantes entre si, despediram-se, tendo Paulo disto esta palavra: O Espírito Santo corretamente falou a nossos pais por meio de Isaías o profeta,

26Dizendo: Vai a este povo, e dize: De fato ouvireis, mas de maneira nenhuma entendereis; e de fato vereis, mas de maneira nenhuma enxergareis.

27Porque o coração deste povo está insensível, seus ouvidos ouvem com dificuldade, e seus olhos estão fechados; para que em maneira nenhuma vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.

28Portanto seja conhecido por vós que a salvação de Deus foi enviada aos gentios; e eles a ouvirão.

29E havendo ele dito isto, os judeus foram embora, havendo entre eles grande discussão.

30E Paulo ficou dois anos inteiros em sua própria casa alugada; e recebia a todos quantos vinham a ele;

31Pregando o Reino de Deus, e ensinando com ousadia a doutrina do Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

Romanos 1Abrir no leitor

1Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,

2que antes havia prometido por meio dos seus profetas nas santas Escrituras,

3acerca do seu Filho (que, quanto à carne, nasceu da descendência de Davi,

4e declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos): Jesus Cristo, nosso Senhor.

5Por ele recebemos graça e apostolado, para a obediência da fé entre todas as nações, por causa do seu nome.

6Entre elas sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo.

7A todos que estais em Roma, amados de Deus, e chamados de santos: convosco haja graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

8Em primeiro lugar, agradeço ao meu Deus por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque a vossa fé é anunciada no mundo todo.

9Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito no evangelho do seu Filho, é minha testemunha de como sem cessar faço menção de vós,

10rogando sempre em minhas orações, que agora, de alguma maneira, finalmente, tenha eu a oportunidade de, pela vontade de Deus, vir vos visitar.

11Pois eu desejo ver-vos, para compartilhar convosco algum dom espiritual, para que sejais fortalecidos;

12isto é, para eu ser consolado juntamente convosco pela fé mútua, tanto a vossa, como a minha.

13Porém, irmãos, não quero que ignoreis que muitas vezes pretendi vir à vossa presença (mas fui impedido até agora), a fim de que eu também tivesse algum fruto entre vós, como também entre os demais gentios.

14Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a não sábios.

15Portanto, quanto a mim, pronto estou para anunciar o evangelho também a vós, que estais em Roma.

16Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiramente do judeu, e também do grego.

17Pois no Evangelho se revela a justiça de Deus de fé em fé; como está escrito: O justo viverá pela fé.

18Porque a ira de Deus se manifesta do céu contra toda irreverência e injustiça das pessoas que bloqueiam a verdade pela injustiça;

19pois o que se pode conhecer de Deus é evidente a eles, porque Deus lhes manifestou.

20Pois as suas características invisíveis, inclusive o seu eterno poder e divindade, desde a criação do mundo são entendidas e claramente vistas por meio das coisas criadas, para que não tenham desculpa;

21Porque, ainda que tenham conhecido Deus, não o glorificaram como Deus, nem foram gratos; em vez disso, perderam o bom senso em seus pensamentos, e seus tolos corações ficaram em trevas.

22Chamando a si mesmos de sábios, tornaram-se tolos,

23e trocaram a glória de Deus indestrutível por semelhança de imagem do ser humano destrutível, e de aves, de quadrúpedes, e de répteis.

24Por isso, Deus os entregou à imundície, nos desejos dos seus corações, para desonrarem os seus corpos entre si.

25Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura mais do que ao Criador, que é bendito eternamente, Amém!

26Por isso, Deus os entregou a paixões infames. Pois até suas mulheres trocaram o hábito sexual natural pelo que era contra a natureza;

27e também, de semelhante maneira, os machos abandonaram o hábito sexual natural com a mulher, e acenderam sua sensualidade uns com os outros, homens com homens, praticando indecência, e recebendo em si mesmos a devida retribuição pelo seu erro.

28E como recusaram reconhecer a Deus, o mesmo Deus os entregou a uma mente corrompida, para fazerem coisas impróprias.

29Assim, estão cheios de toda injustiça, pecado sexual, malícia, ganância, maldade; estão repletos de inveja, homicídio, brigas, engano, malignidade;

30são murmuradores, difamadores, e odeiam a Deus; são insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, e desobedientes aos pais;

31não têm entendimento, quebram acordos, são insensíveis, e recusam-se a perdoar ou a mostrar misericórdia.

32Apesar de conhecerem o juízo de Deus (de que os que fazem tais coisas merecem a morte), não somente as fazem, como também aprovam os que as praticam.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.