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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 156 de 182 · uns 28 min

João 8–11

João 8Abrir no leitor

1Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras.

2E pela manhã cedo voltou ao Templo, e todo o povo veio a ele; e sentando-se, ensinava-os.

3E trouxeram-lhe os escribas e fariseus uma mulher tomada em adultério;

4E pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi tomada no momento em que estava adulterando.

5E na Lei nos mandou Moisés, que as tais sejam apedrejadas; tu pois que dizes?

6E isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas inclinando-se Jesus, escrevia com o dedo na terra.

7E enquanto continuavam lhe perguntando, ele se endireitou, e disse-lhes: Aquele de vós que está sem pecado, seja o primeiro que atire pedra contra ela.

8E voltando a se inclinar, escrevia na terra.

9Porém ouvindo eles isto , e acusados pela própria consciência, saíram um a um, começando dos mais velhos até os últimos; e Jesus ficou só, e a mulher, que estava no meio.

10E endireitando-se Jesus, e não vendo a ninguém além da mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?

11E disse ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai, e não peques mais.

12Falou-lhes pois Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me seguir não andará em trevas, mas terá luz de vida.

13Disseram-lhe pois os Fariseus: Tu testemunhas de ti mesmo; teu testemunho não é verdadeiro.

14Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testemunho de mim mesmo, meu testemunho é verdadeiro; porque sei de onde vim, e para onde vou; porém vós não sabeis, de onde venho, nem para onde vou.

15Vós julgais segundo a carne, eu não julgo a ninguém.

16E se eu também julgo, meu juízo é verdadeiro; porque não sou eu só, mas eu, e o Pai que me enviou.

17E também em vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro.

18Eu sou o que testemunho de mim mesmo; e também de mim testemunha o Pai, que me enviou.

19Disseram-lhe pois: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Nem a mim me conheceis, nem a meu Pai; se vós a mim conhecêsseis, também conheceríeis a meu Pai.

20Estas palavras falou Jesus junto à arca do tesouro, ensinando no Templo; e ninguém o prendeu, porque sua hora ainda não era chegada.

21Disse-lhes pois Jesus outra vez: Eu me vou, e me buscareis, e morrereis em vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis vir.

22Diziam, pois, os Judeus: Ele, por acaso, matará a si mesmo? Pois diz: Para onde eu vou vós não podeis vir.

23E ele lhes dizia: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.

24Por isso eu vos disse, que morrereis em vossos pecados; porque se não credes que eu sou, morrereis em vossos pecados.

25Disseram-lhe pois: Quem és tu? Jesus lhes disse: Sou o mesmo que desde o princípio tenho vos dito.

26Muitas coisas tenho que dizer e julgar de vós; mas verdadeiro é aquele que me enviou; e eu, o que dele tenho ouvido, isso falo ao mundo.

27Mas não entenderam que ele estava lhes falando do Pai.

28Jesus, então, lhes disse: Quando levantardes ao Filho do homem, então entendereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas isto digo, como meu Pai me ensinou.

29E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque sempre faço o que lhe agrada.

30Falando ele estas coisas, muitos creram nele.

31Dizia, pois, Jesus aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes em minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos.

32E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

33Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como, pois , dizes: Sereis livres?

34Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo, que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.

35E o servo não fica em casa para sempre; o Filho fica para sempre.

36Portanto, se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

37Bem sei que sois descendência de Abraão; porém procurais matar-me, porque minha palavra não encontra lugar em vós.

38Eu, o que vi junto a meu Pai, isso falo; e vós, o que também vistes junto a vosso pai isso fazeis.

39Responderam, e lhe disseram: Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.

40Porém agora procurais matar a mim, o homem que tenho vos falado a verdade que de Deus tenho ouvido; Abraão não fez isto.

41Vós fazeis as obras de vosso pai.Disseram-lhe pois: Nós não somos nascidos de pecado sexual; nós temos um Pai: Deus.

42Disse-lhes pois Jesus: Se Deus fosse vosso Pai, verdadeiramente me amaríeis; porque eu saí e venho de Deus; pois não vim de mim mesmo, porém ele me enviou.

43Por que não entendeis meu discurso? Porque não podeis ouvir minha palavra.

44Vós sois filhos de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade; quando fala mentira, fala do seu próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira .

45Porém a mim, porque vos digo a verdade, não credes em mim.

46Quem de vós me convence de pecado? E se digo a verdade, por que não credes em mim?

47Quem é de Deus, ouve as palavras de Deus; portanto vós não as ouvis porque não sois de Deus.

48Responderam, pois, os Judeus, e lhe disseram: Nós não dizemos com razão que és samaritano, e tens o demônio?

49Respondeu Jesus: Eu não tenho demônio, antes honro a meu Pai; e vós me desonrais.

50Mas eu não busco minha glória; há quem a busque, e julgue.

51Em verdade, em verdade vos digo, que se alguém guardar minha palavra, jamais verá a morte.

52Disseram-lhe pois os Judeus: Agora conhecemos que tens o demônio. Abraão e os profetas morreram; e tu dizes: Se alguém guardar minha palavra, jamais experimentará a morte.

53És tu maior que nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem tu dizes ser?

54Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, minha glória é nada; meu Pai, o qual vós dizeis ser vosso Deus, ele é o que me glorifica.

55E vós não o conheceis, mas eu o conheço; e se disser que não o conheço, serei mentiroso como vós; mas eu o conheço, e guardo sua palavra.

56Abraão, vosso pai, saltou de alegria por ver o meu dia; ele viu, e se alegrou.

57Disseram-lhe, pois. os Judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste a Abraão?

58Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo, que antes que Abraão fosse, eu sou.

59Então tomaram pedras para atirarem nele. Mas Jesus se escondeu, e saiu do Templo, atravessando por meio deles, e assim se foi.

João 9Abrir no leitor

1E indo Jesus passando, viu a um homem cego desde o nascimento.

2E seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou? Este, ou seus pais, para que nascesse cego?

3Respondeu Jesus: Nem este pecou, nem seus pais; mas sim para que as obras de Deus nele se manifestem.

4A mim me convém trabalhar as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

5Enquanto estiver no mundo, eu sou a luz do mundo.

6Dito isto, cuspiu em terra, e fez lama do cuspe, e untou com aquela lama os olhos do cego.

7E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que se traduz Enviado). Foi pois, e lavou-se; e voltou vendo.

8Então os vizinhos, e os que de antes o viram que era cego, diziam: Não é este aquele que estava sentado, e mendigava?

9Outros diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.

10Então lhe diziam: Como teus olhos se abriram?

11Respondeu ele, e disse: Aquele homem chamado Jesus fez lama, untou meus olhos, e me disse: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. E fui, e me lavei, e vi.

12Disseram-lhe, pois: Onde ele está? Disse ele: Não sei.

13Levaram aos Fariseus o ex-cego.

14E era sábado, quando Jesus fez a lama, e abriu os olhos dele.

15Então voltaram também os Fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs lama sobre os meus olhos, e me lavei, e vejo.

16Então que alguns dos Fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Outros diziam: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia divisão entre eles.

17Voltaram a dizer ao cego: Tu que dizes dele, que abriu teus olhos? E ele disse: Que é profeta.

18Portanto os judeus não criam nele, de que houvesse sido cego, e passasse a ver, até que chamaram aos pais dos que passou a ver.

19E perguntaram-lhes, dizendo: É este vosso filho, aquele que dizeis que nasceu cego? Como pois agora vê?

20Responderam-lhes seus pais, e disseram: Sabemos que este é nosso filho, e que nasceu cego;

21Mas como agora ele vê, não sabemos; ou, quem lhe abriu os olhos, não sabemos; ele tem idade suficiente ,perguntai a ele, ele falará por si mesmo.

22Isto disseram seus pais, pois temiam aos judeus. Porque já os Judeus tinham combinado, que se alguém confessasse que ele era o Cristo, seria expulso da sinagoga.

23Por isso disseram seus pais: Ele tem idade suficiente ,perguntai a ele.

24Chamaram pois segunda vez ao homem que era cego, e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.

25Respondeu pois ele, e disse: Se é pecador, não o sei; uma coisa sei, que havendo eu sido cego, agora vejo.

26E voltaram a lhe dizer: O que ele te fez? Como ele abriu os teus olhos?

27Ele lhes respondeu: Eu já vos disse, e ainda não o ouvistes; para que quereis voltar a ouvir? Por acaso vós também quereis ser discípulos dele?

28Então lhe insultaram, e disseram: Tu sejas discípulo dele; mas nós somos discípulos de Moisés.

29Bem sabemos nós que Deus falou a Moisés; mas este nem de onde é, não sabemos.

30Aquele homem respondeu, e disse-lhes: Porque nisto está a maravilha: que vós não sabeis de onde ele é; e a mim abriu meus olhos!

31E bem sabemos que Deus não dá ouvidos aos pecadores; mas se alguém é temente a Deus, e faz sua vontade, a este dá ouvidos.

32Desde o princípio dos tempos nunca se ouviu de que alguém que tenha aberto os olhos de um que tenha nascido cego.

33Se este não fosse vindo de Deus, nada poderia fazer.

34Eles responderam, e lhe disseram: Tu és todo nascido em pecados, e nos ensina? E o lançaram fora.

35Ouviu Jesus que o haviam lançado fora, e achando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus?

36Respondeu ele, e disse: Quem é, Senhor, para que nele creia?

37E disse-lhe Jesus: Tu já o tens visto; e este é o que fala contigo.

38E ele disse: Creio, Senhor; E adorou-o.

39E disse Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, para os que não veem, vejam; e os que veem, ceguem.

40E ouviram isto alguns dos fariseus, que estavam com ele; e lhe disseram: Também nós somos cegos?

41Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas agora dizeis: Vemos; portanto vosso pecado permanece.

João 10Abrir no leitor

1Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que no curral das ovelhas não entra pela porta, mas sobe por outra parte, é ladrão, e assaltante.

2Mas aquele que entra pela porta é o pastor de ovelhas.

3A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem sua voz, e a suas ovelhas chama nome por nome, e as leva fora.

4E quando tira fora suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem sua voz.

5Mas ao estranho em maneira nenhuma seguirão, ao invés disso dele fugirão; porque não conhecem a voz dos estranhos.

6Esta parábola Jesus lhes disse; porém eles não entenderam que era o que lhes falava.

7Voltou pois Jesus a lhes dizer: Em verdade, em verdade vos digo, que sou a porta das ovelhas.

8Todos quantos vieram antes de mim, são ladrões e assaltantes; mas as ovelhas não os ouviram.

9Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; e entrará, e sairá, e achará pasto.

10O ladrão não vem, senão para roubar, matar, e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

11Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá sua vida pelas ovelhas.

12Mas o contratado a dinheiro, e que não é o pastor, a quem as ovelhas não pertencem, vê o lobo vir, deixa as ovelhas, e foge; o lobo as captura, e dispersa as ovelhas.

13E o contratado foge, porque é contratado, e não tem cuidado das ovelhas.

14Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas, e pelas minhas sou conhecido.

15Como o Pai me conhece, assim também também eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.

16Ainda tenho outras ovelhas que não são deste curral; a estas também me convém trazer, e ouvirão minha voz, e haverá um rebanho, e um pastor.

17Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tomá-la de volta.

18Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e tenho poder para tomá-la de volta. Este mandamento recebi de meu Pai.

19Voltou, pois, a haver divisão entre os judeus, por causa dessas palavras.

20E muitos deles diziam: Ele tem demônio, e está fora de si; para que o ouvis?

21Outros diziam: Estas palavras não são de um endemoninhado; por acaso pode um demônio dar vista aos cegos?

22E era a festa da renovação do Templo em Jerusalém, e era inverno.

23E andava Jesus passeando no Templo, na entrada de Salomão.

24Rodearam-no, então, os Judeus, e lhe disseram: Até quando farás nossa alma em dúvida? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente.

25Respondeu-lhes Jesus: Já vos tenho dito, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testemunham de mim.

26Mas vós não credes, porque não sois de minhas ovelhas, como já vos tenho dito.

27Minhas ovelhas ouvem minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem.

28E eu lhes dou a vida eterna, e para sempre não perecerão, e ninguém as arrancará de minha mão.

29Meu Pai, que as deu para mim, é maior que todos; e ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai.

30Eu e o Pai somos um.

31Voltaram pois os Judeus a tomar pedras para o apedrejarem.

32Respondeu-lhes Jesus: Muitas boas obras de meu Pai vos tenho mostrado; por qual obra destas me apedrejais?

33Responderam-lhe os judeus dizendo: Por boa obra não te apedrejamos, mas pela blasfêmia; e porque sendo tu homem, a ti mesmo te fazes Deus.

34Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito em vossa Lei: Eu disse: Sois deuses?

35Pois se a Lei chamou deuses a aqueles, para quem a palavra de Deus foi feita, (e a Escritura não pode ser quebrada);

36A mim ,a quem o Pai santificou, e ao mundo enviou, dizeis vós: Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus?

37Se não faço as obras de meu Pai, não creiais em mim.

38Porém se eu as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e creiais que o Pai está em mim, e eu nele.

39Então procuravam outra vez prendê-lo; e ele saiu de suas mãos.

40E voltou a ir para o outro lado do Jordão, ao lugar onde João primeiro batizava; e ficou ali.

41E muitos vinham a ele, e diziam: Em verdade que nenhum sinal fez João; mas tudo quanto João disse deste era verdade.

42E muitos ali creram nele.

João 11Abrir no leitor

1E estava doente um certo Lázaro, de Betânia, a aldeia de Maria e de sua irmã Marta.

2(E era Maria a que ungiu ao Senhor com o óleo, e com seus cabelos lhe limpou os pés; a que cujo irmão Lázaro era o que estava doente).

3Enviaram pois suas irmãs uma mensagem a ele, dizendo: Senhor, eis que aquele a quem tu amas está doente.

4E ouvindo Jesus, disse: Esta doença não é para morte, mas para glória de Deus; para que o Filho de Deus seja por ela glorificado.

5E Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.

6Quando, pois, ele ouviu que estava doente, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.

7Então depois disto voltou a dizer aos discípulos: Vamos outra vez à Judeia.

8Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os Judeus procuravam te apedrejar; e tu voltas novamente para lá?

9Respondeu Jesus: Não há doze horas no dia? Se alguém anda de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo.

10Mas se alguém anda de noite, tropeça; porque nele não há luz.

11Ele falou estas coisas; e depois disto, disse-lhes: Lázaro, nosso amigo, dorme; mas vou para despertá-lo do sono.

12Disseram pois seus discípulos: Senhor, se ele dorme, será salvo.

13Mas Jesus dizia isto de sua morte; porém eles pensavam que falava do repouso do sono.

14Então pois lhes disse Jesus claramente: Lázaro está morto.

15E me alegro, por causa de vós, que eu não estivesse lá, para que creiais; porém vamos até ele.

16Disse pois Tomé, chamado o Dídimo, aos colegas discípulos: Vamos nós também, para que com ele morramos.

17Vindo pois Jesus, encontrou que já havia quatro dias que estava na sepultura.

18(E Betânia era como quase quinze estádios de Jerusalém).

19E muitos dos judeus tinham vindo até Marta e Maria, para consolá-las por seu irmão.

20Ouvindo pois Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; mas Maria ficou sentada em casa.

21Disse pois Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

22Porém também sei agora, que tudo quanto pedires a Deus, Deus o dará a ti.

23Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressuscitará.

24Marta lhe disse: Eu sei que ele ressuscitará, na ressurreição, no último dia.

25Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição, e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.

26E todo aquele que vive, e crê em mim, para sempre não morrerá. Crês nisto?

27Disse-lhe ela: Sim, Senhor; já cri que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que viria ao mundo.

28E dito isto, ela se foi, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: Aqui está o Mestre, e ele te chama.

29Ouvindo ela isto ,logo se levantou, e foi até ele.

30(Porque Jesus ainda não havia chegado à aldeia; mas estava no lugar onde Marta lhe saíra ao encontro).

31Vendo pois os judeus que com ela estavam em casa, e a consolavam, que Maria com pressa se levantara, e saíra, seguiram-na, dizendo: Ela vai para a sepultura, para chorar lá.

32Vindo pois Maria aonde Jesus estava, e vendo-o, caiu a seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

33Quando Jesus a viu chorar, e aos judeus, que vinham chorando com ela, comoveu-se em espírito, e ficou perturbado.

34E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.

35Jesus chorou.

36Disseram pois os Judeus: Vede como ele o amava!

37E alguns deles disseram: Não podia este, que abriu os olhos ao cego, ter feito também que este não morresse?

38Comovendo-se pois Jesus outra vez em si mesmo, veio à sepultura; e era esta uma caverna, e estava uma pedra posta sobre ela.

39Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, a irmã do morto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.

40Jesus disse-lhe: Não te disse, que se creres, verás a glória de Deus?

41Tiraram, pois, a pedra de onde o morto jazia. E Jesus levantou os olhos para cima, e disse: Pai, graças te dou, porque me tens ouvido.

42Porém eu bem sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão, que está ao redor, assim disse; para que creiam que tu me enviaste.

43E havendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai fora.

44E o que estava morto saiu, com as mãos e os pés atados, e seu rosto envolto em um lenço. Disse-lhes Jesus: Desatai-o, e deixai-o ir.

45Pelo que, muitos dos Judeus, que tinham vindo a Maria, e haviam visto o que Jesus fizera, creram nele.

46Mas alguns deles foram aos fariseus, e lhes disseram o que Jesus havia feito.

47Então os sacerdotes e os fariseus juntaram o supremo conselho, e disseram: Que faremos? Porque este homem faz muitos sinais.

48Se assim o deixamos, todos crerão nele, e virão os romanos, e nos tomarão tanto o lugar quanto a nação.

49E Caifás, um deles, que era sumo sacerdote daquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis;

50Nem considerais que nos convém, que um homem morra pelo povo, e toda a nação não pereça.

51E ele não disse isto de si mesmo; mas que, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizou que Jesus morreria pelo povo.

52E não somente por aquele povo, mas também para que juntasse em um aos filhos de Deus, que estavam dispersos.

53Então desde aquele dia se aconselhavam juntos para o matarem.

54De maneira que Jesus já não andava mais abertamente entre os judeus, mas foi-se dali para a terra junto ao deserto, a uma cidade chamada Efraim; e ali andava com seus discípulos.

55E estava perto a páscoa dos judeus, e muitos daquela terra subiram a Jerusalém antes da páscoa, para se purificarem.

56Buscavam pois a Jesus, e diziam uns aos outros estando no Templo: Que vos parece? Que ele não virá à festa?

57E os sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem de que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, para que o pudessem prender.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.