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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 146 de 182 · uns 27 min

Marcos 11–14

Marcos 11Abrir no leitor

1E quando se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé, e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos,

2dizendo-lhes: Ide ao vilarejo que está adiante de vós; e assim que nela entrardes, achareis um jumentinho amarrado, sobre o qual ninguém se sentou; soltai-o, e trazei-o.

3E se alguém vos disser: Por que fazeis isso?, dizei: O Senhor precisa dele, e logo o devolverá para cá.

4Eles foram, e acharam o jumentinho amarrado à porta, do lado de fora em uma esquina, e o soltaram.

5E alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis, soltando o jumentinho?

6Eles lhes disseram como Jesus lhes havia mandado, e os deixaram ir.

7Então trouxeram o jumentinho a Jesus. Lançaram sobre ele suas roupas, e Jesus sentou-se sobre ele.

8Muitos estendiam suas roupas pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho..

9E os que iam adiante, e os que seguiam, clamavam: Hosana, bendito o que vem no Nome do Senhor!

10Bendito o Reino que vem no Nome do Senhor, o Reino do nosso pai Davi! Hosana nas alturas!

11Jesus entrou em Jerusalém, e no Templo. E depois que ter visto tudo em redor, e sendo já tarde, ele saiu para Betânia com os doze.

12E no dia seguinte, quando saíram de Betânia, ele teve fome.

13E vendo de longe uma figueira que tinha folhas, veio ver se acharia alguma coisa nela; mas ao chegar perto dela, nada achou, a não ser folhas, pois não era o tempo de figos.

14Então Jesus lhe disse: Nunca mais ninguém coma fruto de ti! E seus discípulos ouviram isso.

15Depois vieram a Jerusalém. E entrando Jesus no Templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no Templo; e revirou as mesas dos cambiadores, e as cadeiras dos que vendiam pombas.

16E não consentia que ninguém levasse vaso algum pelo Templo.

17E ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração de todas as nações? Mas vós fizestes dela esconderijo de ladrões!

18Os escribas e os chefes dos sacerdotes ouviram isso, e buscavam uma maneira de o matar; pois o temiam, porque toda a multidão estava admirada do ensino dele.

19E como já era tarde, Jesus saiu fora da cidade.

20E passando pela manhã, viram que a figueira estava seca desde as raízes.

21Pedro se lembrou disso, e disse-lhe: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste, se secou.

22E respondendo Jesus, disse-lhes: Tende fé em Deus.

23Porque em verdade vos digo que qualquer um que disser a este monte: Levanta-te, e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, tudo o que disser lhe será feito.

24Portanto eu vos digo que tudo o que pedirdes orando, crede que recebereis, e vós o tereis.

25E quando estiverdes orando, perdoai, se tendes algo contra alguém, para que o vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe vossas ofensas.

26Mas se vós não perdoardes, também o vosso Pai, que está nos céus, não vos perdoará vossas ofensas.

27Depois voltaram a Jerusalém; e, enquanto ele andava pelo Templo, vieram a ele os chefes dos sacerdotes, os escribas, e os anciãos.

28E disseram-lhe: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu esta autoridade, para fazerdes estas coisas?

29Jesus lhes respondeu: Também eu vos farei uma pergunta, e respondei-me; então vos direi com que autoridade faço estas coisas.

30O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-me.

31E eles argumentavam entre si, dizendo: Se dissermos do céu, ele dirá: Por que, pois, não crestes nele?

32Porém, se dissermos dos homens, tememos ao povo, porque todos consideravam que João era verdadeiramente profeta.

33Então responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus lhes replicou: Também eu não vos direi com que autoridade faço estas coisas.

Marcos 12Abrir no leitor

1Então Jesus começou a lhes dizer por parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fundou nela uma prensa de uvas, edificou uma torre, e a arrendou a uns lavradores; e partiu-se daquela terra.

2E, quando chegou o tempo, mandou um servo aos lavradores, para que recebesse dos lavradores do fruto da vinha.

3Mas eles, tomando-o à força, feriram-no, e mandaram-no vazio.

4E voltou a lhes mandar outro servo; e eles, apedrejando-o, feriram-no na cabeça e voltaram a mandá-lo maltratado.

5E voltou a mandar outro, ao qual mataram, e mandou muitos outros, e a uns feriram, e a outros mataram.

6Tendo ele, pois, ainda um, o seu filho amado, mandou-lhes também por último a este, dizendo: Pelo menos respeitarão o meu filho.

7Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, e o matemos; então a herança será nossa.

8E pegando dele, mataram-no , e lançaram-no fora da vinha.

9Que, pois, o senhor da vinha fará? Ele virá, destruirá aos lavradores, e dará a vinha a outros.

10Acaso ainda não lestes esta escritura: “A pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi feita por cabeça de esquina.

11Pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso em nossos olhos”?

12E buscavam prendê-lo, mas temiam a multidão; porque entendiam que era contra eles que dizia aquela parábola; então o deixaram e se retiraram.

13E mandaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.

14Eles se aproximaram e lhe disseram: Mestre, sabemos que és homem de verdade, e não te interessa agradar a ninguém, porque não te importas com a aparência humana, mas com verdade ensinas o caminho de Deus. É lícito pagar tributo a César, ou não? Devemos pagar, ou não devemos?

15E ele, entendendo a hipocrisia deles, disse-lhes: Por que estais me tentando? Trazei-me uma moeda, para que eu a veja.

16E trouxeram. E perguntou-lhes: De quem é esta imagem, e a inscrição? E eles lhe disseram: De César.

17Então Jesus, lhes respondeu: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E admiram-se dele.

18E vieram a ele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e perguntaram-lhe:

19Mestre, Moisés nos escreveu que, se o irmão de alguém morresse, e deixasse mulher, mas não filhos, que seu irmão se casasse com a viúva , e gerasse descendência ao seu irmão.

20Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro casou-se com a mulher, e morrendo, não deixou descendente.

21Casou-se com ela também o segundo, e morreu; e nem este deixou descendente; e o terceiro da mesma maneira.

22Os sete casaram-se com ela, mas não deixaram descendente. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher.

23Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, ela será a mulher de qual deles? Porque os sete a tiveram por mulher.

24E Jesus lhes respondeu: Acaso não é por isso que errais, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?

25Pois, quando ressuscitarem dos mortos, nem se casarão, nem se darão em casamento; mas serão como os anjos que estão nos céus.

26E quanto aos mortos que ressuscitarão, não lestes no livro de Moisés, como Deus lhe falou com a sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?

27Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. Portanto errais muito.

28Então aproximou-se dele um dos escribas, que os havia ouvido discutir. Como ele sabia que Jesus havia lhes respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro mandamento de todos?

29E Jesus lhe respondeu: O primeiro de todos os mandamentos é: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor;

30amarás, pois, ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento, e com todas as tuas forças.” Este é o primeiro mandamento.

31E o segundo é semelhante: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Não há outro mandamento maior que estes.

32E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, com verdade disseste que há um só Deus, e não há outro além dele.

33E que amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com toda a alma, e com todas as forças; e amar ao próximo como a si mesmo, é mais de que todos os holocaustos e sacrifícios.

34Jesus viu que ele havia respondido sabiamente, e disse-lhe: Não estás longe do Reino de Deus. E ninguém mais ousou lhe perguntar.

35E Jesus respondia e dizia, enquanto ensinava no templo: Como os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi?

36Porque o mesmo Davi disse pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor, senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.

37Ora, se o próprio Davi o chama de Senhor, como, pois, é so eu filho?E a grande multidão o ouvia de boa vontade.

38E dizia-lhes em seu ensino: Cuidado com os escribas, que gostam de andar com roupas compridas, das saudações nas praças,

39das primeiras cadeiras nas sinagogas, e dos primeiros assentos nas ceias.

40que devoram as casas das viúvas, com pretexto de longas orações. Esses receberão mais grave condenação.

41Quando Jesus estava sentado de frente à arca do tesouro, observava como a multidão lançava dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos lançavam muito.

42E uma pobre viúva veio, e lançou duas pequenas moedas, de pouco valor.

43Então Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva lançou mais que todos os que lançaram na arca do tesouro;

44Porque todos lançaram daquilo que lhes sobra; mas esta, da sua pobreza lançou tudo o que tinha, todo o seu sustento.

Marcos 13Abrir no leitor

1Quando ele estava saindo do templo, um de seus discípulos lhe disse: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!

2Jesus respondeu, dizendo-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não será deixada pedra sobre pedra, que não seja derrubada.

3Depois, sentando-se ele no monte das Oliveiras, de frente ao templo, Pedro, Tiago, João, e André perguntaram-lhe à parte:

4Dize-nos, quando serão essas coisas? E que sinal haverá de quando todas essas coisas se cumprirão?

5E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Cuidado! ninguém vos engane;

6porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Sou eu”, e enganarão a muitos.

7E quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.

8Porque nação se levantará contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em muitos lugares, e haverá fomes e tumultos. Estes serão os princípios das dores.

9Mas cuidai de vós mesmos; porque vos entregarão em tribunais e em sinagogas; sereis açoitados, e sereis levados diante de governadores e reis, por causa de mim, para que lhes haja testemunho.

10Mas antes o Evangelho deve ser pregado entre todas as nações.

11Porém, quando vos levarem para vos entregar, não estejais ansiosos antecipadamente do que deveis dizer, nem o planejeis; mas o que naquela hora for dado, isso falai. Porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.

12E o irmão entregará ao irmão à morte, e o pai ao filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.

13E sereis odiados por todos por causa do meu nome; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

14E quando virdes a abominação da desolação, que foi dita pelo profeta Daniel, estar onde não deve, (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia, fujam para os montes.

15E quem estiver sobre telhado, não desça para a casa, nem entre para tomar alguma coisa de sua casa.

16E quem estiver no campo, não volte atrás, para tomar sua roupa.

17Mas ai das grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!

18Orai, porém, para que a vossa fuga não aconteça no inverno.

19Porque aqueles dias serão de tal aflição, qual nunca foi desde o princípio da criação das coisas, que Deus criou, até agora, nem jamais será.

20E se o Senhor não encurtasse aqueles dias, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos, que escolheu, ele encurtou aqueles dias.

21Então se alguém vos disser: “Eis aqui o Cristo”; ou “ei-lo ali”, não creiais nele.

22Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, que farão sinais e prodígios, para enganar, se possível, até os escolhidos.

23Vós, porém, tende cuidado; eis que tenho vos dito tudo com antecedência.

24Mas naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará seu brilho;

25as estrelas do céu cairão, e as forças que estão nos céus se abalarão.

26Então verão o Filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.

27Ele então enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra, até a extremidade do céu.

28E aprendei a parábola da figueira: Quando o seu ramo já vai ficando tenro, e brota folhas, bem sabeis que o verão já está perto.

29Assim também vós, quando virdes suceder estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

30Em verdade vos digo que não passará esta geração, até que todas estas coisas aconteçam.

31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras em maneira nenhuma passarão.

32Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, a não ser somente o Pai.

33Olhai, vigiai, e orai; porque não sabeis quando será o tempo.

34Assim como o homem que, partindo-se para fora de sua terra, deixou sua casa, e deu autoridade aos seus servos, e a cada um o seu trabalho, e mandou ao porteiro que vigiasse,

35assim também vigiai, porque não sabeis quando virá o Senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,

36para que ele não venha de repente, e vos ache dormindo.

37E as coisas que vos digo, digo a todos: Vigiai.

Marcos 14Abrir no leitor

1E dali a dois dias era a Páscoa, e a festa dos pães sem fermento; e os chefes dos sacerdotes, e os escribas buscavam um meio de prendê-lo através de um engano, e o matarem.

2Diziam, porém: “Não na festa, para que não aconteça tumulto entre o povo.”

3E estando ele em Betânia, na casa de Simão o Leproso, sentado à mesa , veio uma mulher, que tinha um vaso de alabastro, de óleo perfumado de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso de alabastro, derramou-o sobre a cabeça dele.

4E houve alguns que em si mesmos se indignaram, e disseram: “Para que foi feito este desperdício do óleo perfumado?

5Porque isto podia ter sido vendido por mais de trezentos denários, e seria dado aos pobres.” E reclamavam contra ela.

6Porém Jesus disse: “Deixai-a; por que a incomodais? Ela me fez boa obra.

7Porque pobres sempre tendes convosco; e quando quiserdes, podeis lhes fazer bem; porém a mim, nem sempre me tendes.

8Esta fez o que podia; adiantou-se para ungir o meu corpo, para a sepultura.

9Em verdade vos digo, que onde quer que em todo o mundo este Evangelho for pregado, também o que esta fez será dito em sua memória.”

10E Judas Iscariotes, um dos doze, foi aos chefes dos sacerdotes, para o entregar a eles.

11E eles ouvindo, alegraram-se; e prometeram lhe dar dinheiro; e buscava como o entregaria em tempo oportuno.

12E o primeiro dia dos pães sem fermento, quando sacrificavam o cordeiro da Páscoa, seus discípulos lhe disseram: “Onde queres que vamos preparar para comerdes a Páscoa?”

13E mandou dois de seus discípulos, e disse-lhes: “Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará, a ele segui.

14E onde quer que ele entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o cômodo onde comerei Páscoa com meus discípulos?

15E ele vos mostrará um grande salão, ornado e preparado; ali fazei os preparativos para nós.”

16E seusdiscípulos saíram, e vieram à cidade, e acharam como havia lhes dito, e prepararam a Páscoa.

17E chegada a tarde, veio com os doze.

18E quando se sentaram à mesa , e comeram, Jesus disse: “Em verdade vos digo, que um de vós, que está comendo comigo, me trairá.”

19E eles começaram a se entristecer, e a lhe dizer um após outro: “Por acaso sou eu?” E outro: “Por acaso sou eu?”

20Porém ele lhes respondeu: “É um dos doze, o que está molhando a mão comigo no prato.

21Em verdade o Filho do homem vai, como está escrito sobre ele; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído; bom lhe fosse ao tal homem não haver nascido.”

22E enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão; e bendizendo, partiu-o, deu-lhes, e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo.”

23E tomando o copo, e dando graças, deu-lhes; e todos beberam dele.

24E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o do novo testamento, que é derramado por muitos.

25Em verdade vos digo, que não beberei mais do fruto da vide, até aquele dia, quando o beber novo no Reino de Deus.”

26E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

27E Jesus lhes disse: “Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: Ferirei ao pastor, e as ovelhas serão dispersas.

28Mas depois de eu haver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.”

29E Pedro lhe disse: “Ainda que todos falhem, eu não falharei .”

30Jesus lhe disse: “Em verdade te digo, que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes.”

31Mas Pedro , insistindo, dizia: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, em maneira nenhuma te negarei.” E todos diziam também da mesma maneira.

32E vieram ao lugar, cujo nome era Getsêmani, e disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu oro.”

33E tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e começou a ficar muito apavorado e angustiado.

34E disse-lhes: “Minha alma totalmente está triste até a morte; ficai-vos aqui, e vigiai.”

35Então ele foi um pouco mais adiante, e prostrou-se em terra. E orou, que se fosse possível, afastasse dele aquela hora.

36E disse: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; passa de mim este copo; porém não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres .”

37Depois veio de volta, e os achou dormindo; e disse a Pedro: “Simão, estás dormindo? Não podes vigiar uma hora?

38Vigiai, e orai, para que não entreis em tentação; o espírito em verdade está pronto, mas a carne é fraca.”

39E depois que se foi novamente, orou, dizendo as mesmas palavras.

40Quando voltou, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados, e não sabiam o que lhe responder.

41E veio a terceira vez, e disse-lhes: “Ainda estais dormindo e descansando? Basta, chegada é a hora. Eis que o Filho do homem é entregue em mãos dos pecadores.

42Levantai-vos, vamos; eis que o que me trai está perto.

43E logo, enquanto ele ainda estava falando, veio Judas, que era um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes, dos escribas, dos anciãos.

44E o que o traía lhes tinha dado um sinal comum, dizendo: “Ao que eu beijar, é esse; prendei-o, e levai-o em segurança.”

45E quando veio, logo foi-se a ele, e disse-lhe: “Rabi, Rabi”, e o beijou.

46Então o agarraram, e o prenderam.

47E um dos que estavam ali presentes puxou a espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha.

48Jesus começou a lhes dizer: “Viestes me prender com espadas e bastões, como se eu fosse um bandido?

49Todo dia eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; mas assim se faz para que as Escrituras se cumpram.”

50Então todos o deixaram, e fugiram.

51E certo rapaz o seguia, envolto num lençol sobre o corpo nu. E os rapazes o agarraram.

52Mas ele largou o lençol, e fugiu deles nu.

53E levaram Jesus ao sumo sacerdote; e ajuntaram-se a ele todos os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e os escribas.

54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e ficou sentado com os oficiais, esquentando-se ao fogo.

55E os chefes dos sacerdotes, e todo o supremo conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matarem, e não o achavam.

56Porque muitos davam falso testemunho contra ele, mas os testemunhos não concordavam entre si.

57E alguns se levantavam e davam falso testemunho contra ele, dizendo:

58“Nós o ouvimos dizer: Eu derrubarei este templo feito por mãos, e em três dias construirei outro feito não por mãos.

59E nem assim o testemunho deles era concordante.

60Então o sumo sacerdote levantou-se no meio, e perguntou a Jesus: “Não respondes nada? O que estes testemunham contra ti?”

61Mas ele ficou calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar: “És tu o Cristo, o Filho daquele que é Bendito?”

62Jesus respondeu: “Eu sou. E vereis o Filho do homem sentado à direita do Poderoso , e vindo com as nuvens do céu.”

63E o sumo sacerdote, rasgando suas roupas, disse: “Para que mais necessitamos de testemunhas?

64Vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?” E todos o condenaram como culpado de morte.

65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir o rosto dele; e a dar-lhe de socos, e dizer-lhe: “Profetiza”. E os oficiais lhe davam bofetadas.

66E, enquanto Pedro estava no pátio abaixo, veio uma das servas do sumo sacerdote.

67Quando ela viu Pedro, que estava sentado esquentando-se, olhou para ele, e disse: “Também tu estavas com Jesus, o Nazareno.”

68Mas ele negou, dizendo: “Não o conheço, nem sei o que dizes.”; e saiu para o alpendre. Então o galo cantou.

69A serva o viu outra vez, e começou a dizer aos que ali estavam: “Este é um deles”.

70Mas ele o negou de novo. E pouco depois, outra vez os que ali estavam disseram a Pedro: “Verdadeiramente tu és um deles; pois também és galileu”, e a tua fala é semelhante”.

71Então ele começou a amaldiçoar e a jurar, dizendo : “Não conheço esse homem de quem dizeis.”

72O galo cantou a segunda vez. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus havia lhe dito: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes.” Então ele retirou-se dali e chorou.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.