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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 144 de 182 · uns 25 min

Marcos 3–6

Marcos 3Abrir no leitor

1Jesus entrou outra vez na sinagoga; e estava ali um homem que tinha uma mão definhada.

2E prestavam atenção nele, se o curaria no sábado, para o acusarem.

3E Jesus disse ao homem que tinha a mão definhada: Levanta-te, e vem para o meio.

4E disse-lhes:É lícito no sábado fazer o bem, ou o mal? Salvar uma pessoa, ou matá-la? E mantiveram-se calados.

5E olhando ao redor para eles com indignação, sentindo pena da dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele estendeu; e sua mão foi restaurada , sã como a outra.

6Assim que os fariseus saíram, tiveram reunião com os herodianos contra ele, para combinarem sobre como o matariam.

7E Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar; e seguiu-o uma grande multidão da Galileia, da Judeia,

8de Jerusalém, da Idumeia, dalém do Jordão, e os das proximidades de Tiro e de Sidom; uma grande multidão, tendo ouvido quão grandes coisas fazia, vieram a ele.

9E disse aos seus discípulos que um barquinho ficasse continuamente perto dele, por causa das multidões; para que não o apertassem.

10Pois havia curado muitos, de maneira que todos quantos tinham algum mal lançavam-se sobre ele a fim de tocá-lo.

11E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele, e exclamavam: Tu és o Filho de Deus.

12Mas Jesus os repreendia muito, para que não manifestassem quem ele era.

13Ele subiu ao monte, e chamou para si os que quis; então vieram a ele.

14E constituiu doze para que estivessem com ele, para enviá-los a pregar,

15para que tivessem poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios.

16Eram eles: Simão, a quem pôs por nome Pedro;

17Tiago filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago; e pôs-lhes por nome Boanerges, que significa “filhos do trovão”;

18e André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé; Tiago filho de Alfeu; Tadeu; Simão o zelote;

19e Judas Iscariotes, o que o traiu.

20Quando foram para uma casa, outra vez se ajuntou uma multidão, de maneira que nem sequer podiam comer pão.

21Os seus familiares , ao ouvirem isso, saíram para detê-lo, porque diziam: “Ele stá fora de si”.

22E os escribas que haviam descido de Jerusalém diziam: Ele tem Belzebu, e é pelo chefe dos demônios que expulsa demônios.

23Então Jesus os chamou, e lhes disse por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?

24Se algum reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode durar;

25e se alguma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não pode durar firme.

26E se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode durar, mas tem fim.

27Ninguém pode roubar os bens do valente, quando se entra na casa dele, se antes não amarrar ao valente; depois disso roubará a sua casa.

28Em verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e todas as blasfêmias com que blasfemarem;

29mas quem blasfemar contra o Espírito Santo ficará sem perdão para sempre; em vez disso, é culpado do juízo eterno.

30Pois diziam: “Ele tem espírito imundo”.

31Então chegaram os seus irmãos e a sua mãe ; e estando de fora, mandaram chamá-lo.

32A multidão estava sentada ao redor dele. Então disseram-lhe: Eis que a tua mãe e os teus irmãos estão lá fora a te procurar.

33Ele lhes respondeu: Quem é a minha mãe ou os meus irmãos?

34E, olhando em redor aos que estavam sentados perto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.

35Pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã, e mãe.

Marcos 4Abrir no leitor

1Jesus começou outra vez a ensinar junto ao mar, e uma grande multidão se ajuntou a ele, de maneira que ele entrou num barco e ficou sentado no mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar.

2E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas; e dizia-lhes em seu ensinamento:

3Ouvi: eis que o semeador saiu a semear;

4E aconteceu que, enquanto semeava, uma parte das sementes caiu junto ao caminho, e os pássaros do céu vieram, e a comeram.

5E outra caiu em pedregulhos, onde não havia muita terra; e logo nasceu, porque não tinha terra profunda.

6Mas, quando saiu o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se.

7E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.

8Mas outra caiu em boa terra, e deu fruto, que subiu, e cresceu; e um deu trinta, outro sessenta, e outro cem.

9E disse-lhes : Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

10E quando Jesus esteve só, os que estavam junto dele, com os doze, perguntaram-lhe acerca da parábola .

11E respondeu-lhes: A vós é concedido saber o mistério do Reino de Deus; mas aos que são de fora, todas estas coisas se fazem por meio de parábolas;

12para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para não haver de se converterem, e lhes sejam perdoados os pecados .

13E disse-lhes: Não sabeis o significado desta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?

14O semeador semeia a palavra.

15E estes são os de junto ao caminho: nos quais a palavra é semeada; mas depois de a ouvirem, Satanás logo vem, e tira a palavra que foi semeada nos seus corações .

16E, semelhantemente, estes são os que se semeiam em pedregulhos: os que havendo ouvido a palavra, logo a recebem com alegria.

17Mas não têm raiz em si mesmos; em vez disso, são temporários. Depois, quando se levanta a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo tropeçam na fé.

18E estes são os que se semeiam entre espinhos: os que ouvem a palavra;

19mas as preocupações deste mundo, a sedução das riquezas, e as cobiças por outras coisas, entram, sufocam a palavra, e ela fica sem gerar fruto.

20E estes são os que foram semeados em boa terra: os que ouvem a palavra, recebem-na, e dão fruto, um trinta, e outro sessenta, e outro cem.

21E ele lhes disse: Por acaso a lâmpada vem a ser posta debaixo de uma caixa ou sob da cama? Não deve ela ser posta na luminária?

22Pois não há nada encoberto que não haja de ser revelado; e nada se faz para ficar encoberto, mas sim, para ser vir à luz.

23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.

24E disse-lhes: Prestai atenção ao que ouvis: com a medida que medirdes a vós mesmos se medirá, e será acrescentado a vós que ouvis .

25Pois ao que tem, lhe será dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

26E dizia: Assim é o Reino de Deus, como se um homem lançasse semente na terra;

27e dormisse, e se levantasse, de noite e de dia, e a semente brotasse, e crescesse, sem que ele saiba como.

28Pois a terra de si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, depois o grão cheio na espiga.

29E quando o fruto se mostra pronto, logo mete a foice, pois a colheita chegou.

30E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o compararemos?

31Com um grão da mostarda que, quando semeado na terra, é a menor de todas as sementes na terra.

32Mas, depois de semeado, cresce, e se torna a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de maneira que os pássaros do céu podem fazer ninhos sob a sua sombra.

33E com muitas parábolas como essas Jesus lhes falava a palavra, conforme o que podiam ouvir.

34E não lhes falava sem parábola; mas aos seus discípulos explicava tudo em particular.

35Naquele dia, chegando o entardecer, disse-lhes: Passemos para o outro lado.

36Então despediram a multidão, e o levaram consigo assim como estava no barco; mas havia também outros barquinhos com ele.

37E levantou-se uma grande tempestade de vento; as ondas atingiam por cima do barco, de maneira que já se enchia.

38Jesus estava na popa dormindo sobre uma almofada. Então despertaram-no, e disseram-lhe: Mestre, não te importas que pereçamos?

39Então ele se levantou, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te! E o vento se aquietou, e fez-se grande bonança.

40E perguntou-lhes: Por que sois tão covardes? Como não tendes fé?

41E ficaram muito atemorizados, e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?

Marcos 5Abrir no leitor

1E chegaram ao outro lado do mar, à terra dos Gadarenos.

2Assim que Jesus saiu do barco, veio das sepulturas ao seu encontro um homem com um espírito imundo,

3que morava nas sepulturas, e nem mesmo com correntes conseguiam prendê-lo;

4pois muitas vezes fora preso com grilhões e correntes; mas as correntes eram por ele feitas em pedaços, os grilhões eram esmigalhados, e ninguém o conseguia controlar.

5E sempre dia e noite andava gritando pelos montes e pelas sepulturas, e ferindo-se com pedras.

6Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele.

7E gritou em alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Imploro-te por Deus que não me atormentes.

8(Pois Jesus havia lhe dito: “Sai deste homem, espírito imundo”.)

9Então perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E respondeu: Legião é o meu nome, porque somos muitos.

10E rogava-lhe muito que não os expulsasse daquela terra.

11Havia ali perto dos montes uma grande manada de porcos pastando.

12E todos aqueles demônios rogaram-lhe, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.

13Imediatamente Jesus lhes permitiu. Então aqueles espíritos imundos saíram para entrar nos porcos; e a manada lançou-se abaixo no mar; (eram quase dois mil) e afogaram-se no mar.

14Os que apascentavam os porcos fugiram, e avisaram na cidade e nos campos; e as pessoas foram ver o que havia acontecido.

15Então aproximaram-se de Jesus, e viram o endemoninhado sentado, vestido, e em sã consciência o que tivera a legião; e ficaram apavorados.

16E os que haviam visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e sobre os porcos.

17Então começaram a rogar-lhe que saísse do território deles.

18Quando Jesus entrava no barco, o que fora endemoninhado rogou-lhe que estivesse com ele.

19Jesus se recusou, porém lhe disse: Vai para a tua casa, aos teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor fez contigo, e como teve misericórdia de ti.

20Então ele foi embora, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus havia feito com ele; e todos se admiravam.

21Depois de Jesus passar outra vez num barco para o outro lado, uma grande multidão se ajuntou a ele; e ele ficou junto ao mar.

22E eis que veio um dos líderes de sinagoga, por nome Jairo; e quando o viu, prostrou-se aos seus pés.

23E implorava-lhe muito, dizendo: Minha filhinha está a ponto de morrer. Rogo-te que venhas pôr as mãos sobre ela, para que seja curada, e viva.

24Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia, e o apertavam.

25E havia uma certa mulher, que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,

26que tinha sofrido muito por meio de muitos médicos, e gastado tudo quanto possuía, e nada havia lhe dado bom resultado; ao invés disso, piorava.

27Quando ela ouviu falar de Jesus, veio entre a multidão por detrás, e tocou a roupa dele.

28Pois dizia: Se tão somente tocar as suas roupas, serei curada.

29E imediatamente a fonte do seu sangue parou se secou; e sentiu no corpo que já havia sido curada daquele flagelo.

30Jesus logo notou em si o poder que dele havia saído. Então virou-se na multidão, e perguntou: Quem tocou as minhas roupas?

31E seus discípulos lhe disseram: Eis que a multidão te aperta, e perguntas: Quem me tocou?

32E ele olhava em redor, para ver quem havia lhe feito isso.

33Então a mulher temendo, e tremendo, sabendo o que havia sido feito em si, veio, prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.

34E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz, e estejas curada deste teu flagelo.

35Estando ele ainda falando, alguns vieram da casa do líder de sinagoga, e disseram: A tua filha já morreu; por que ainda estás incomodando o Mestre?

36Mas Jesus, assim que ouviu essa palavra que havia sido falada, disse ao líder de sinagoga: Não temas; crê somente.

37E não permitiu que ninguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João irmão de Tiago.

38Ele chegou à casa do líder de sinagoga, e viu o alvoroço, os que choravam muito e pranteavam.

39E ao entrar, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não morreu, mas está dormindo.

40E riram dele. Porém ele, depois de pôr todos fora, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que estavam com ele. Em seguida, entrou onde a menina estava deitada.

41Ele pegou a mão da menina, e lhe disse: “Talita cumi”, (que significa: “Menina, eu te digo, levanta-te”).

42E logo a menina se levantou e andou, pois já tinha doze anos de idade. E ficaram grandemente espantados.

43E mandou-lhes muito que ninguém o soubesse; e mandou que dessem a ela de comer.

Marcos 6Abrir no leitor

1Jesus partiu-se dali, veio à sua terra, e seus discípulos o seguiram.

2E chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, quando o ouviram, espantavam-se, dizendo: De onde lhe vem estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E tais maravilhas feitas por suas mãos?

3Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas, e de Simão? E não estão aqui as suas irmãs conosco? E ofenderam-se nele.

4E Jesus lhes dizia: Todo profeta tem honra, menos em sua terra, entre os parentes, e em sua própria casa.

5Ele não pôde ali fazer milagre algum, a não ser somente para uns poucos enfermos, sobre os quais pôs as mãos e os curou.

6E ficou admirado da incredulidade deles. Ele percorreu as aldeias do redor, ensinando.

7E chamou a si os doze, e começou a enviar de dois em dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.

8E mandou-lhes que não tomassem nada para o caminho, a não ser somente um bordão; nem bolsa, nem pão, nem dinheiro no cinto;

9mas que calçassem sandálias, e não se vestissem de duas túnicas.

10E dizia-lhes: Onde quer que entrardes em alguma casa, ficai ali até que dali saiais.

11E todos os que não vos receberem, nem vos ouvirem, quando sairdes dali, sacudi o pó que estiver debaixo de vossos pés, em testemunho contra eles Em verdade vos digo, que mais tolerável será a os de Sodoma ou Gomorra no dia do juízo, do que a os d aquela cidade.

12Eles, então, se foram, e pregaram que as pessoas se arrependessem.

13Eles expulsaram muitos demônios, e a muitos enfermos ungiram com azeite, e os curaram.

14O rei Herodes ouviu falar disso (porque o nome de Jesus já era notório). E dizia: João Batista ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.

15Outros diziam: É Elias; e outros diziam: É profeta, ou como algum dos profetas.

16Quando, porém, Herodes ouviu falar disso, falou: Ele é João, de quem cortei a cabeça. Ele ressuscitou dos mortos.

17Pois o próprio Herodes havia mandado prender João, e acorrentá-lo na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe, porque havia se casado com ela.

18Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher do teu irmão.

19Assim Herodias o odiava, e queria matá-lo, mas não podia,

20pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo, e o estimava. E quando o ouvia, fazia muitas coisas, o ouvia de boa vontade.

21Mas veio um dia oportuno, em que Herodes, no dia do seu aniversário, dava uma ceia aos grandes de sua corte, aos comandantes militares, e aos principais da Galileia.

22Então a filha dessa Herodias entrou dançando, e agradou a Herodes e aos que estavam sentados com ele. O rei disse à garota: Pede-me quanto quiseres, que eu darei a ti.

23E jurou a ela: Tudo o que me pedirdes te darei, até a metade do meu reino.

24Então ela saiu, e perguntou à sua mãe: Que pedirei? E ela respondeu: A cabeça de João Batista.

25E entrando ela logo apressadamente ao rei, pediu, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João Batista.

26E o rei entristeceu-se muito; mas , por causa dos juramentos, e dos que estavam juntamente à mesa, não quis recusar a ela.

27Então logo o rei enviou o executor com a ordem de trazer ali sua cabeça. Ele, foi, e o decapitou na prisão.

28Em seguida, trouxe a sua cabeça num prato, e o deu à garota; e a garota a deu à sua mãe.

29Quando os discípulos dele ouviram isso, vieram, pegaram o seu cadáver, e o puseram num sepulcro.

30Os apóstolos juntaram-se de volta a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que haviam feito, como o que haviam ensinado.

31E ele lhes disse: Vinde vós à parte a um lugar deserto, e descansai um pouco; pois havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer.

32E foram-se num barco a um lugar deserto à parte.

33Mas as multidões os viram ir, e muitos o reconheceram. Então correram para lá a pé de todas as cidades, chegaram antes deles, e vieram para perto dele.

34Quando Jesus saiu do barco , viu uma grande multidão, e teve compaixão deles porque eram como ovelhas que não têm pastor. Assim, começou a lhes ensinar muitas coisas.

35E quando já era tarde, os seus discípulos vieram a ele, e disseram: O lugar é deserto, e a hora já é tarde.

36Despede-os, para eles irem aos campos e aldeias circunvizinhos, e comprarem pão para si; pois não têm o que comer.

37Mas ele respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. E eles lhe responderam: Iremos, e compraremos duzentos denários de pão, para lhes darmos de comer?

38E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver. Quando souberam, disseram: Cinco, e dois peixes.

39E mandou-lhes que fizessem sentar a todos em grupos sobre a grama verde.

40E sentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinquenta em cinquenta.

41Ele tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou, e partiu os pães, e os deu aos seus discípulos, para que os pusessem diante deles. E os dois peixes repartiu com todos.

42Todos comeram e se saciaram.

43E dos pedaços de pão e dos peixes levantaram doze cestos cheios.

44Os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.

45Logo depois, ordenou seus discípulos a subirem no barco, e ir adiante para o outro lado, em Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.

46E, depois de os despedir, foi ao monte para orar.

47Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus sozinho em terra.

48E viu que se cansavam muito remando, porque o vento lhes era contrário. Então, perto da quarta vigília da noite, veio a eles andando sobre o mar, e queria passar por eles.

49Mas quando eles o viram andando sobre o mar, pensaram que era uma fantasma, e gritaram,

50pois todos o viam, e ficaram perturbados. Então logo falou com eles, dizendo: Tende coragem! Sou eu, não tenhais medo.

51E subiu a eles no barco, e o vento se aquietou. Eles ficaram muito espantados e maravilhados entre si,

52pois não haviam entendido o que tinha acontecido com os pães, porque o coração deles estava endurecido.

53Eles terminaram de atravessar o mar, chegaram à terra de Genesaré, e ali aportaram.

54Quando eles saíram do barco, logo as pessoas o reconheceram.

55Então gente de toda a região em redor veio correndo, e começaram a trazer em camas os doentes, aonde quer que ouviam que ele estava.

56E aonde quer que ele entrava, em povoados, cidades, ou aldeias, colocavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que ao menos tocassem a borda de sua roupa; e todos os que o tocavam ficavam sarados.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.