Dia 121 de 182 · uns 25 min
Lamentações 3–5 · Ezequiel 1–3
Lamentações 3Abrir no leitor
1Eu sou o homem que viu a aflição pela vara de seu furor.
2Guiou-me e levou-me a trevas, e não à luz.
3Com certeza se virou contra mim, revirou sua mão o dia todo.
4Fez envelhecer minha carne e minha pele, quebrou meus ossos.
5Edificou contra mim, e cercou -me de fel e de trabalho.
6Fez-me habitar em lugares escuros, como os que já morrera há muito tempo.
7Cercou-me por todos lados, e não posso sair; tornou pesados os meus grilhões.
8Até quando clamo e dou vozes, fechou os ouvidos à minha oração.
9Cercou meus caminhos com pedras lavradas, retorceu as minhas veredas.
10Foi para mim como um urso que espia, como um leão escondido.
11Desviou meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me desolado.
12Armou seu arco, e me pôs como alvo para a flecha.
13Fez entrar em meus rins as flechas de sua aljava.
14Servi de escárnio a todo o meu povo, de canção ridícula deles o dia todo.
15Fartou-me de amarguras, embebedou-me de absinto.
16Quebrou os meus dentes com cascalho, cobriu-me de cinzas.
17E afastou minha alma da paz, fez-me esquecer da boa vida.
18Então eu disse: Pereceram minha força e minha esperança no SENHOR.
19Lembra-te da minha aflição e do meu sofrimento, do absinto e do fel.
20Minha alma se lembra e se abate em mim.
21Disto me recordarei na minha mente, por isso terei esperança:
22É pelas bondades do SENHOR que não somos consumidos, porque suas misericórdias não têm fim.
23Elas são novas a cada manhã; grande é a tua fidelidade.
24O SENHOR é minha porção, diz a minha alma; portanto nele esperarei.
25Bom é o SENHOR para os que nele esperam, para a alma que o busca.
26É bom esperar e tranquilo aguardar a salvação do SENHOR.
27É bom ao homem levar o jugo em sua juventude.
28Sente-se só, e fique quieto; pois ele o pôs sobre si.
29Ponha sua boca no pó; talvez haja esperança.
30Dê a face ao que o ferir; farte-se de insultos.
31Pois o Senhor não rejeitará para sempre:
32Mesmo que cause aflição, ele também se compadecerá segundo a grandeza de suas misericórdias.
33Pois não é sua vontade afligir nem entristecer os filhos dos homens.
34Esmagar debaixo de seus pés a todos os prisioneiros da terra,
35Perverter o direito do homem diante da presença do Altíssimo,
36Prejudicar ao homem em sua causa: o Senhor não aprova ) tais coisas .
37Quem é que pode fazer suceder algo que diz, se o Senhor não tiver mandado?
38Por acaso da boca do Altíssimo não sai tanto a maldição como a bênção?
39Por que o homem vivente se queixa da punição de seus próprios pecados?
40Examinemos nossos caminhos, investiguemos, e nos voltemos ao SENHOR.
41Levantemos nossos corações e as mãos a Deus nos céus,
42Dizendo: Nós transgredimos e fomos rebeldes; tu não perdoaste.
43Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste sem teres compaixão.
44Cobriste-te de nuvens, para que nossa oração não passasse.
45Tu nos tornaste como escória e rejeito no meio dos povos.
46Todos os nossos inimigos abriram sua boca contra nós.
47Medo e cova vieram sobre nós, devastação e destruição.
48Rios de águas correm de meus olhos, por causa da destruição da filha de meu povo.
49Meus olhos destilam, e não cessam; não haverá descanso,
50Até que o SENHOR preste atenção, e veja desde os céus.
51Meus olhos afligem minha alma, por causa de todas as filhas de minha cidade.
52Sem motivo meus inimigos me caçam como a um passarinho.
53Tentaram tirar minha vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim.
54As águas inundaram sobre minha cabeça; eu disse: É o meu fim.
55Invoquei o teu nome, SENHOR, desde a cova profunda.
56Ouviste minha voz: não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor.
57Tu te achegaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.
58Defendeste, Senhor, as causas de minha alma; redimiste minha vida.
59Viste, SENHOR, a maldade que me fizeram; julga minha causa.
60Viste toda a vingança deles, todos os seus pensamentos contra mim.
61Ouvido os seus insultos, ó SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim;
62As coisas ditas pelos que se levantam contra mim, e seu planos contra mim o dia todo.
63Olha para tudo quanto eles fazem; com canções zombam de mim.
64Retribui-lhes, SENHOR, conforme a obra de suas mãos.
65Dá-lhes angústia de coração, tua maldição a eles.
66Persegue-os com ira, e destrua-os de debaixo dos céus do SENHOR.
Lamentações 4Abrir no leitor
1Como se escureceu o ouro! Como mudou o bom e fino ouro! As pedras do Santuário estão espalhadas pelas esquinas de todas as ruas.
2Os preciosos filhos de Sião, estimados como o ouro puro, como agora são considerados como vasos de barro, obra das mãos de oleiro!
3Até os chacais dão o peito para amamentar a seus filhotes; porém a filha de meu povo se tornou cruel, como os avestruzes no deserto.
4Por causa da sede a língua da criança de peito se grudou a seu céu da boca; os meninos pedem pão, e ninguém há lhes reparta.
5Os que comiam das melhores iguarias, agora desfalecem nas ruas; os que se criaram em carmesim abraçam o lixo.
6Pois maior é o castigo da filha de meu povo do que o do pecado de Sodoma, Que foi transtornada em um momento, e não assentaram sobre ela companhias.
7Seus nazireus eram mais alvos que a neve, mais brancos que o leite. Seus corpos eram mais avermelhados que rubis, e mais polidos que a safira;
8Mas agora sua aparência se escureceu mais que o carvão; não são mais reconhecidos nas ruas; sua pele está apegada a seus ossos, ficou seca como um pau.
9Mais felizes foram os mortos pela espada do que os mortos pela fome; porque estes se abatem traspassados pela falta dos frutos do campo.
10As mãos das mulheres compassivas cozeram a seus filhos; serviram-lhes de comida na destruição da filha de meu povo.
11O SENHOR cumpriu o seu furor, derramou o ardor de sua ira; e acendeu fogo em Sião, que consumiu seus fundamentos.
12Nem os reis da terra, nem todos os que habitam no mundo, criam que o adversário e o inimigo entraria pelas portas de Jerusalém.
13Assim foi por causa dos pecados de seus profetas, por causa das maldades de seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos em meio dela.
14Titubearam como cegos nas ruas, andaram contaminados de sangue, de maneira que ninguém podia tocar suas vestes.
15Gritavam-lhes: Afastai-vos, imundos! Afastai-vos, afastai-vos, não toqueis. Quando fugiram e andaram sem rumo, foi dito entre as nações: Aqui não morarão.
16A face do SENHOR os dispersou, não os olhará mais: não respeitaram a face dos sacerdotes, nem tiveram compaixão dos velhos.
17Quanto a nós, desfaleceram-se nossos olhos esperando por socorro para nós; aguardávamos atentamente uma nação que não podia salvar.
18Caçaram nossos passos, de modo que não podíamos andar por nossas ruas; achegou-se o nosso fim, nossos dias se completaram, pois nosso fim veio.
19Nossos perseguidores foram mais velozes que as águias do céu; sobre os montes nos perseguiram, no deserto armaram ciladas para nós.
20O fôlego de nossas narinas, o ungido do SENHOR, do qual dizíamos: Abaixo de sua sombra teremos vida entre as nações; foi preso em suas covas.
21Goza-te e alegra-te, filha de Edom, que habitas na terra de Uz: porém o cálice também passará por ti; tu te embriagarás, e te desnudarás.
22Cumpriu-se o castigo por tua maldade, ó filha de Sião; nunca mais te levará em cativeiro. Ele punirá tua maldade, ó filha de Edom; revelará os teus pecados.
Lamentações 5Abrir no leitor
1Lembra-te, SENHOR, do que tem nos acontecido; presta atenção e olha nossa humilhação.
2Nossa herança passou a ser de estrangeiros, nossas casas de forasteiros.
3Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas.
4Bebemos nossa água por dinheiro; nossa lenha temos que pagar.
5Perseguição sofremos sobre nossos pescoços; estamos cansados, mas não temos descanso.
6Nós nos rendemos aos egípcios e aos assírios para nos saciarmos de pão.
7Nossos pais pecaram, e não existem mais; porém nós levamos seus castigos.
8Servos passaram a nos dominar; ninguém há que nos livre de suas mãos.
9Com risco de vida trazemos nosso pão, por causa da espada do deserto.
10Nossa pele se tornou negra como um forno, por causa do ardor da fome.
11Abusaram das mulheres em Sião, das virgens nas cidades de Judá.
12Os príncipes foram enforcados por sua mãos; não respeitaram as faces dos velhos.
13Levaram os rapazes para moer, e os moços caíram debaixo da lenha que carregavam .
14Os anciãos deixaram de se sentarem junto as portas, os rapazes de suas canções.
15Acabou a alegria de nosso coração; nossa dança se tornou em luto.
16Caiu a coroa de nossa cabeça; ai agora de nós, porque pecamos.
17Por isso nosso coração ficou fraco, por isso nossos olhos escureceram;
18Por causa do monte de Sião, que está desolado; raposas andam nele.
19Tu, SENHOR, permanecerás para sempre; e teu trono de geração após geração.
20Por que te esquecerias de nós para sempre e nos abandonarias por tanto tempo?
21Converte-nos, SENHOR, a ti, e seremos convertidos; renova o nossos dias como antes;
22A não ser que tenhas nos rejeitado totalmente, e estejas enfurecido contra nós ao extremo.
Ezequiel 1Abrir no leitor
1E sucedeu que, aos trinta anos, no quarto mês , aos cinco do mês, estando eu em meio dos exilados, junto ao rio Quebar, os céus se abriram, e vi visões de Deus.
2Aos cinco do mês, que foi no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3verdadeiramente veio a palavra do SENHOR ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali a mão do SENHOR esteve sobre ele.
4Então olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, e um fogo incandescente, e ao seu redor um resplendor, e no meio do fogo uma coisa que parecia como de âmbar,
5E no meio dela havia a semelhança de quatro animais; e esta era sua aparência; eles tinham semelhança humana.
6E cada um tinha quatro rostos, e cada um quatro asas.
7E suas pernas eram retas, e a planta de seus pés como a planta de pé de bezerro; e reluziam como o bronze polido.
8E tinham mãos humanas debaixo de suas asas, em seus quatro lados; assim os quatro tinham seus rostos e suas asas.
9Suas asas se juntavam umas às outras. Não viravam quando se moviam; cada um andava na direção de seu rosto.
10E a aparência de seus rostos era como rosto de homem; e rosto de leão à direita nos quatro; e à esquerda rosto de boi nos quatro; também havia nos quatro um rosto de águia;
11Assim eram seus rostos. E suas asas estavam estendidas por cima, cada um duas, as quais se juntavam; e as outras duas cobriam seus corpos.
12E cada um se movia na direção de seu rosto; para onde o espírito se dirigia, eles iam; não viravam quando se moviam.
13Quanto à semelhança dos animais, sua aparência era como pedaços de carvão acesos, como aparência de tochas acesas; o fogo se movia entre os animais; e brilhava intensamente, e do fogo saíam relâmpagos.
14E os animais corriam e voltavam, à semelhança de relâmpagos.
15E enquanto eu estava vendo os animais, eis que uma roda estava na terra junto aos animais, junto a seus quatro rostos.
16E a aparência das rodas, e sua feitura, era como da cor do berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; sua aparência e sua obra era como se uma roda estivesse no meio de outra roda.
17Quando andavam, moviam-se sobre seus quatro lados; não viravam quando se moviam.
18E seus aros eram altos e espantosos; e seus aros estavam cheios de olhos ao redor das quatro rodas .
19E quando os animais andavam, as rodas andavam junto a eles: e quando os animais se levantavam da terra, levantavam-se também as rodas.
20Para onde o espírito queria ir, iam, para onde era o espírito ia; e as rodas também se levantavam com eles, pois o espírito dos animais estava nas rodas.
21Quando eles andavam, elas andavam; e quando eles paravam, elas paravam; e quando se levantavam da terra, as rodas se levantavam com eles; pois o espírito dos animais estava nas rodas.
22E sobre as cabeças dos animais havia algo semelhante a um firmamento, da cor de um cristal espantoso, estendido acima sobre suas cabeças.
23E debaixo do firmamento estavam suas asas deles estendidas uma à outra; a cada um tinha duas, e outras duas com que cobriam seus corpos.
24E ouvi o ruído de suas asas quando se moviam, como o som de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de uma multidão, como o som de um exército. Quando paravam, abaixavam suas asas.
25E quando se paravam e abaixavam suas asas, ouvia-se uma voz de cima do firmamento que estava sobre suas cabeças.
26E acima do firmamento que estava sobre suas cabeças, havia a figura de um trono, que parecia com a pedra de safira; e sobre a figura do trono havia uma semelhança que parecia com um homem sentado acima dele.
27E vi o que parecia com o bronze polido, com a aparência de fogo ao seu redor do lado de dentro, da aparência de sua cintura para cima; e de sua cintura para baixo, vi que parecia como fogo, e havia um resplendor ao redor dele;
28Tal como a aparência do arco celeste, que surge nas nuvens em dia de chuva, assim era o aparência do resplendor ao redor. Esta foi a visão da semelhança da glória do SENHOR. E quando eu a vi, caí sobre meu rosto, e ouvi voz de um que falava.
Ezequiel 2Abrir no leitor
1E Disse-me: Filho do homem, fica de pé, e falarei contigo.
2Então entrou em mim o Espírito enquanto falava comigo, e fez-me ficar de pé, e ouvi àquele que estava falando comigo.
3E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais têm transgredido contra mim até este dia de hoje.
4Pois são filhos duros de rosto e obstinados de coração; eu te envio a eles; e tu lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS.
5E eles, quer ouçam, quer deixem de ouvir ,(pois são uma casa rebelde) mesmo assim saberão que houve profeta entre eles.
6E tu, filho do homem, não os temas, nem temas suas palavras, ainda que estejas entre sarças e espinheiros, e tu habites com escorpiões; não temas suas palavras, nem te espantes pela presença deles, ainda que sejam uma casa rebelde.
7Tu falarás minhas palavras, quer ouçam, quer deixem de ouvir ; pois são rebeldes.
8Porém tu, filho do homem, ouve o que eu te falo; não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.
9Então eu vi e eis que uma mão foi estendida para mim, e eis que nela havia um rolo de livro.
10E o estendeu diante de mim, e estava escrito pela frente, e por detrás: e nele estavam escritas lamentações, suspiros, e ais.
Ezequiel 3Abrir no leitor
1Depois me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai, e fala à casa de Israel.
2Então abri minha boca, e me fez comer aquele rolo.
3E disse-me: Filho do homem, faze com que teu ventre coma, e enche tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e foi em minha boca doce como o mel.
4E disse-me: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e fala-lhes com minhas palavras.
5Pois tu não és enviado a um povo de fala estranha nem de língua difícil, mas sim à casa de Israel.
6Nem a muitos povos de fala estranha nem de língua difícil, cujas palavras não podes entender; se eu a eles te enviasse, eles te dariam ouvidos.
7Porém a casa de Israel não quererá te ouvir, pois não querem ouvir a mim; pois toda a casa de Israel é obstinada de testa e dura de coração.
8Eis que eu fiz teu rosto forte contra os rostos deles, e tua testa forte contra a testa deles.
9Fiz tua testa como o diamante, mais forte que a pederneira; não os temas, nem te espantes da presença deles, ainda que sejam uma casa rebelde.
10Disse-me mais: Filho do homem, toma em teu coração todas a minhas palavras que te falarei, e ouve com os teus ouvidos.
11Então vai, e chega aos do cativos, aos filhos de teu povo, e tu lhes falarás e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS; quer ouçam, quer deixem de ouvir.
12Então o Espírito me levantou, e ouvi detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia : Bendita seja a glória do SENHOR desde o seu lugar.
13Ouvi também o som das asas dos animais, que tocavam umas às outras, e o som das rodas em frente deles, e som de grande estrondo.
14Assim o Espírito me levantou, e me tomou; e fui com amargura, pela indignação de meu espírito; mas a mão do SENHOR era forte sobre mim.
15E vim aos do cativeiro, a Tel-Abibe, que moravam junto ao rio de Quebar, e eu morava onde eles moravam; e ali permaneci sete dias atônito entre eles.
16E aconteceu que, ao fim de sete dias, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
17Filho do homem, eu te pus por vigia sobre a casa de Israel; portanto tu ouvirás a palavra de minha boca, e os alertarás de minha parte.
18Quando eu disser ao perverso: ‘Certamente morrerás’, e tu não o alertares, nem falares para alertar ao perverso acerca do seu caminho perverso, a fim de o conservar em vida, aquele perverso morrerá na sua maldade, porém demandarei o sangue dele da tua mão.
19Mas se tu alertares ao perverso, e ele não se converter de sua perversidade, e de seu perverso caminho, ele morrerá por sua maldade, e tu terás livrado tua alma.
20Semelhantemente, quando o justo se desviar de sua justiça, e fizer maldade, e eu puser algum tropeço diante dele, ele morrerá, porque tu não o alertaste; por seu pecado morrerá, e suas justiças que havia feito não serão lembradas; mas demandarei o sangue dele da tua mão.
21Porém se tu alertares ao justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi alertado; e tu terás livrado tua alma.
22E a mão do SENHOR estava ali sobre mim; e disse-me: Levanta-te, e sai ao vale; e ali falarei contigo.
23Então eu me levantei, e saí ao vale; e eis que a glória do SENHOR estava ali, como a glória que vi junto ao rio de Quebar; e caí sobre meu rosto.
24Então o Espírito entrou em mim, e fez-me ficar de pé; e falou comigo, e disse-me: Entra, e fecha-te dentro de tua casa.
25Pois tu, ó filho do homem, eis que porão cordas sobre ti, e com elas te amarrarão, por isso não sairás entre eles.
26E farei com que tua língua se apegue ao teu céu da boca, e ficarás mudo, e não lhes servirás de repreensor; pois são uma casa rebelde
27Mas quando eu falar contigo, abrirei a tua boca, e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS; quem ouvir, ouça; e quem deixar de ouvir ,deixe; pois são uma casa rebelde.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.