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Bíblia em 6 meses

Dia 109 de 182 · uns 24 min

Isaías 31–39

Isaías 31Abrir no leitor

1Ai dos que descem ao Egito em busca de ajuda, e põem sua esperança em cavalos, e confiam em carruagens, por serem muitas, e em cavaleiros, por serem fortes; e não dão atenção ao Santo de Israel, nem buscam ao SENHOR.

2Porém ele é sábio também; ele fará vir o mal, e não volta atrás em suas palavras; ele se levantará contra a casa dos malfeitores, e contra a ajuda dos que praticam perversidade.

3Pois os egípcios não são Deus, mas sim, homens; seus cavalos são carne, e não espírito; e o SENHOR estenderá sua mão, e fará tropeçar o que ajuda, e cair o ajudado; e todos juntos serão consumidos.

4Porque assim me disse o SENHOR: Tal como o leão e o filhote de leão rugem sobre sua presa, ainda que contra ele seja chamada uma multidão de pastores; ele não se espanta por suas vozes, nem se intimida por seu grande número; assim também o SENHOR dos exércitos descerá para lutar sobre o monte de Sião, e sobre o seu morro.

5Tal como as aves voam ao redor de seu ninho ,assim o SENHOR dos exércitos protegerá a Jerusalém; por sua proteção ele a livrará, e por sua passagem ele a salvará.

6Convertei-vos a aquele contra quem os filhos de Israel se rebelaram tão profundamente.

7Porque naquele dia cada um rejeitará seus ídolos de prata, e seus ídolos de ouro, que vossas mãos fizeram para vós pecardes.

8E a Assíria cairá pela espada, mas não de homem; uma espada que não é humana a consumirá; e ela fugirá da espada, e seus rapazes serão submetidos a trabalhos forçados.

9Sua rocha se enfraquecerá de medo, e seus príncipes terão pavor da bandeira; isto diz o SENHOR, cujo fogo está em Sião, e sua fornalha em Jerusalém.

Isaías 32Abrir no leitor

1Eis que um rei reinará com justiça, e príncipes governarão conforme o juízo.

2E cada homem será como um abrigo contra o vento, e refúgio contra a tempestade; como ribeiros de águas em lugares secos, como a sombra de uma grande rocha num lugar deserto.

3E os olhos dos que vem não se ofuscarão; e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.

4E o coração dos imprudentes entenderá o conhecimento, e a língua dos gagos estará pronta para falar com clareza.

5Nunca mais o tolo será chamado de nobre, nem o avarento de generoso;

6Pois o tolo fala tolices, e seu coração opera maldade, para praticar perversidade e falar enganos contra o SENHOR, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento não tenha o que beber.

7Os instrumentos do avarento são maléficos; ele trama planos malignos para destruir aos aflitos com palavras falsas, mesmo quando o pobre fala com justiça.

8Mas o nobre pensa em coisas nobres, e em coisas nobres ele permanece.

9Levantai-vos, mulheres que estais em repouso, e ouvi a minha voz; ó filhas, que estais tão confiantes, dai ouvidos às minhas palavras:

10Daqui a um ano e alguns dias, sereis perturbadas, vós, que estais tão confiantes; porque a produção de uvas não terá sucesso, e a colheita não virá.

11Tremei vós que estais em repouso, e sede perturbadas, vós que estais tão confiantes; despi-vos, e ficai nuas, e vesti vossos lombos com roupa de saco .

12Lamentai-vos batendo em vossos peitos por causa dos campos agradáveis e das vides frutíferas;

13Por causa da terra do meu povo, na qual espinhos e cardos crescerão; e por causa das casas de alegria na cidade alegre.

14Pois o palácio será abandonado, a cidade ruidosa ficará deserta; a colina e as torres de guarda serão esvaziadas para sempre, para alegria dos jumentos selvagens, e servirão de pasto para o gado;

15Até que seja derramado sobre nós o Espírito do alto; então o deserto se tornará um lugar fértil, e o lugar fértil será considerado uma floresta.

16E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil.

17E a consequência da justiça será paz; e o produto da justiça, repouso e segurança para sempre.

18E meu povo habitará na morada da paz, em moradias bem seguras, em tranquilos lugares de descanso.

19(Granizo, porém, derrubará a floresta, e a cidade será abatida).

20Bem-aventurados sois vós, os que semeais sobre todas as águas; e deixais livres os pés do boi e do jumento.

Isaías 33Abrir no leitor

1Ai de ti, assolador, que não foste assolado, e que enganas sem ter sido enganado! Quando terminares de assolar, tu é que serás assolado; quando terminares de enganar, então te enganarão.

2Ó SENHOR, tem misericórdia de nós! Em ti temos esperança. Que tu sejas nossa força nas madrugadas, e nossa salvação no tempo de aflição.

3Ao som do ruído estrondoso, fugirão; quando tu te levantas, as nações se dispersam.

4Então, nações ,vossos despojos serão colhidos tal como os insetos colhem; tal como os gafanhotos saltam, assim saltarão.

5Exaltado é o SENHOR, pois habita nas alturas; ele encheu a Sião de juízo e justiça.

6Ele é a segurança de teus tempos, e a fonte de tua salvação, sabedoria e conhecimento; o temor ao SENHOR é seu tesouro.

7Eis que os embaixadores deles estão gritando de fora; os mensageiros de paz estão chorando amargamente.

8As estradas estão vazias, não há quem passe pelos caminhos; o pacto foi desfeito, cidades foram desprezadas, ninguém é considerado importante.

9A terra lamenta e se definha; o Líbano se envergonha e se seca; Sarom se tornou com um deserto; e Basã e Carmelo foram sacudidos, tiradas suas folhas .

10Agora eu me levantarei,diz o SENHOR; agora me elevarei; agora serei exaltado.

11Concebestes palha, gerais restos de cascas; vosso sopro vos consumirá como o fogo.

12E os povos serão como incêndios de cal; tal como espinhos cortados, eles se queimarão no fogo.

13Vós que estais longe, ouvi o que eu tenho feito; e vós que estais perto, conhecei o meu poder.

14Os pecadores em Sião estão assombrados; o tremor tomou os perversos; eles dizem : Quem dentre nós pode conviver com o fogo consumidor? Quem dentre nós pode conviver com as labaredas eternas?

15O que anda em justiça, e que fala o que é correto; que rejeita o ganho proveniente de opressões, que com suas mãos faz o gesto de “não” aos subornos, que tapa seus ouvidos para não ouvir sobre crimes de sangue, e fecha seus olhos para não ver o mal.

16Este morará nas alturas; fortalezas de rochas serão seu abrigo; ele será provido de pão, e suas águas serão garantidas.

17Teus olhos verão o rei em sua formosura; e verão uma terra que se estende até longe.

18Teu coração pensará sobre o assombro, dizendo: Onde está o escriba? Onde está o tesoureiro? Onde está o que contava as torres?

19Não verás mais aquele povo atrevido, povo de fala tão profunda, que não se pode compreender, de língua tão estranha, que não se pode entender.

20Olhai para Sião, a cidade de nossas solenidades; teus olhos verão Jerusalém, morada tranquila, tenda que não será derrubada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e nenhuma de suas cordas se arrebentará.

21Mas ali o SENHOR será grandioso para nós: ele será um lugar de rios e correntes largas; nenhum barco a remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles.

22Pois o SENHOR é nosso juiz; o SENHOR é nosso legislador; o SENHOR é nosso Rei, ele nos salvará.

23Tuas cordas se afrouxaram; não puderam manter firme o seu mastro, nem estenderam a vela; então uma grande quantidade de despojos será repartida; até os aleijados tomarão despojos.

24E nenhum morador dirá: Estou enfermo; porque o povo que nela habitar será perdoado de sua perversidade.

Isaías 34Abrir no leitor

1Vós nações, achegai-vos para ouvir; e vós povos, escutai; que a terra ouça, e tudo quanto ela contém; o mundo, e tudo quanto ele produz.

2Pois a ira do SENHOR está sobre todas as nações, e seu furor sobre todo os exércitos delas; ele as destruirá, e as entregará à matança.

3E seus mortos serão lançados fora, e de seus corpos sairá seu fedor; e os montes se derreterão com seu sangue.

4E todo o exército do céu se desfará, e os céus se enrolarão como um rolo de pergaminho; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide, como cai o figo da figueira.

5Pois minha espada se embebedou no céu; eis que descerá sobre Edom, sobre o povo a quem condenei à destruição, para o julgamento.

6A espada do SENHOR está cheia de sangue, está untada de gordura de sangue de cordeiros e de bodes, da gordura de rins de carneiros; porque o SENHOR tem sacrifício em Bozra, e grande matança na terra dos edomitas.

7E os bois selvagens descerão com eles, e os bezerros com os touros; e a terra deles beberá sangue até se fartar, e seu pó da terra de gordura será untado;

8Porque será o dia da vingança do SENHOR, ano de pagamentos pela briga contra Sião.

9E seus ribeiros se tornarão em piche, e seu solo em enxofre; e sua terra em piche ardente.

10Nem de noite, nem de dia se apagará, para sempre sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; para todo o sempre ninguém passará por ela.

11Mas o pelicano e a coruja tomarão posse dela, a ave selvagem e o corvo nela habitarão; poiso SENHOR estenderá sobre ela o cordel da assolação e o prumo da ruína.

12Chamarão ao seus nobres ao reino, porém nenhum haverá ali; e todos os seus príncipes se tornarão coisa nenhuma.

13E em seus palácios crescerão espinhos; urtigas e cardos em suas fortalezas; e será habitação de chacais e habitação de avestruzes.

14E os animais do deserto se encontrarão com os lobos, e o bode berrará ao seu companheiro; os animais noturnos ali pousarão, e acharão lugar de descanso para si.

15Ali a coruja fará seu ninho e porá ovos ,e tirará seus filhotes, e os recolherá debaixo de sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros.

16Buscai no livro do SENHOR, e lede; nenhuma destas criaturas falhará, nenhuma destas faltará com sua companheira; pois de minha própria boca ele mandou, e seu próprio Espírito as ajuntará.

17Pois ele mesmo lhes deu terreno, e sua mão repartiu para elas com o cordel; para sempre terão posse dela, geração após geração nela habitarão.

Isaías 35Abrir no leitor

1O deserto e o lugar seco terão prazer disto; e o lugar desabitado se alegrará e florescerá como a rosa.

2Abundantemente florescerá, e também se encherá de alegria e júbilo; a glória do Líbano lhe será dada, a honra do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, a honra de nosso Deus.

3Fortalecei as mãos fracas, e firmai os joelhos que tremem.

4Dizei aos perturbados de coração: Fortalecei-vos! Não temais! Eis que nosso Deus virá para a vingança, aos pagamentos de Deus; ele virá e vos salvará.

5Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão.

6Então os aleijados saltarão como cervos, e a língua dos mudos falará alegremente; porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros no lugar desabitado.

7E a terra seca se tornará em lagoas, e a terra sedenta em mananciais de águas; nas habitações em que repousavam os chacais, haverá erva com canas e juncos.

8E ali haverá uma estrada, e um caminho que se chamará caminho da santidade; o impuro não passará por ele, mas será para os que podem andar pelo caminho; até mesmo os tolos que por ele passarem não errarão.

9Ali não haverá leão, nem animal selvagem subirá a ele, nem se achará nele; porém os redimidos por ele andarão.

10E os resgatados do SENHOR voltarão, e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre suas cabeças; eles terão prazer e alegria, e a tristeza e o gemido deles fugirão.

Isaías 36Abrir no leitor

1E aconteceu no décimo quarto ano do rei Ezequias, que Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.

2Então o rei da Assíria enviou a Rabsaqué, de Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias, com um grande exército; e ele parou junto ao duto do tanque superior, junto ao caminho do campo do lavandeiro.

3Então saíram ao encontro dele Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador da casa real; Sebna, o escriba, e Joá, filho de Asafe, o cronista.

4E Rabsaqué lhes disse: Dizei, pois, a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa, em que confias?

5Eu, de fato, digo, que teus conselhos e poder de guerra são apenas palavras vazias. Em quem, pois, confias, para te rebelares contra mim?

6Eis que confias no Egito, aquele bastão de cana quebrada, em quem se alguém se apoiar, entrará pela mão e a perfurará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.

7Porém, se me disseres: Confiamos no SENHOR, nosso Deus; Por acaso não é este aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou, e disse a Judá e a Jerusalém: Perante este altar adorareis?

8Agora, pois, submeta-te à proposta do meu senhor, o rei da Assíria; e eu te darei dois mil cavalos, se tu podes dar dois mil cavaleiros para eles.

9Como, pois, te oporias a um chefe dentre os menores servos do meu senhor, apenas confiando nas carruagens e cavaleiros do Egito?

10Ora, subi eu sem o SENHOR contra esta terra, para destruí-la? O próprio SENHOR me disse: Sobe contra esta terra, e destrói-a.

11Então Eliaquim, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: Pedimos que fale a teus servos em aramaico, porque nós o entendemos; e não nos fale na língua judaica, aos ouvidos do povo, que está sobre o muro.

12Porém Rabsaqué disse: Por acaso meu senhor me mandou falar estas palavras só a teu senhor e a ti, e não também aos homens que estão sentados sobre o muro, que juntamente convosco comerão suas próprias fezes, e beberão sua própria urina?

13Então Rabsaqué se pôs de pé, clamou em alta voz na língua judaica, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, o rei da Assíria!

14Assim diz o rei: Que Ezequias não vos engane, pois ele não poderá vos livrar.

15Nem deixeis que Ezequias vos faça confiar no SENHOR, dizendo: Com certeza o SENHOR nos livrará; esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.

16Não escuteis a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: fazei as pazes comigo, e saí até mim; e cada um com de sua vide, e de sua figueira, e cada um beba a água de sua própria cisterna;

17Até que eu venha, e vos leve a uma terra como a vossa, terra de trigo e de suco de uva, terra de pão e de vinhas.

18Que Ezequias não vos engane, dizendo: O SENHOR nos livrará; por acaso os deuses das nações livraram cada um sua terra das mãos do rei da Assíria?

19Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Por acaso eles livraram a Samaria das minhas mãos?

20Quem são dentre todos os deuses destas terras, que livraram sua terra das minhas mãos? Como, pois, o SENHOR livrará a Jerusalém das minhas mãos?

21Porém eles ficaram calados, e nenhuma palavra lhe responderam; porque tinham ordem do rei, dizendo: Não lhe respondereis.

22Então Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador da casa real, e Sebna, o escriba, e Joá filho de Asafe, o cronista, vieram a Ezequias com as roupas rasgadas, e lhe contaram as palavras de Rabsaqué.

Isaías 37Abrir no leitor

1E aconteceu que, quando o rei Ezequias ouviu isso ,ele rasgou suas roupas, cobriu-se de saco, e entrou na casa do SENHOR.

2Então ele enviou Eliaquim o administrador da casa real, Sebna o escriba, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amoz.

3E lhe disseram: Assim diz Ezequias: Este dia é um dia de angústia, de repreensão, e de blasfêmia; pois os filhos chegaram ao parto, porém não há força para que possam nascer.

4Talvez o SENHOR venha a ouvir as palavras de Rabsaqué, a quem seu senhor, o rei da Assíria, enviou, para afrontar ao Deus vivente; e repreenda as palavras que o SENHOR teu Deus tem ouvido. Faze, pois, oração pelos restantes, que ainda se encontram.

5E os servos do rei vieram até Isaías,

6E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.

7Eis que porei nele um espírito de tal maneira que, quando ouvir um rumor, ele voltará à sua terra; e eu o derrubarei pela espada em sua própria terra.

8Então Rabsaqué voltou, e achou ao rei da Assíria lutando contra Libna, pois tinha ouvido que ele já tinha saído de Laquis.

9E ele, ao ouvir dizer que Tiraca, rei de Cuxe, tinha saído para fazer guerra contra ele, então, após ouvir, enviou mensageiros a Ezequias, dizendo:

10Assim falareis a Ezequias, rei de Judá, dizendo: Que teu Deus, em quem confias, não te engane, dizendo: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.

11Eis que tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as terras, destruindo-as por completo. E tu, escaparias?

12Por acaso as livraram os deuses das nações as quais meus pais destruíram, tal como Gozã, Harã e Rezefe, e os filhos de Éden que estavam em Telassar?

13Onde está o rei da Hamate, o rei de Arpade, o rei de Sefarvaim, ou Hena e Iva?

14E Ezequias, recebendo as cartas das mãos dos mensageiros, e tendo as lido, subiu à casa do SENHOR, e Ezequias as estendeu perante o SENHOR.

15Então Ezequias orou ao SENHOR, dizendo:

16Ó SENHOR dos exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins; tu, só tu, és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.

17Inclina teu ouvido, ó SENHOR, e ouve; abre os teus olhos, SENHOR, e olha; e ouve todas as palavras de Senaqueribe que ele enviou para afrontar o Deus vivente.

18É verdade, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram a todas as terras e seus territórios,

19E lançaram seus deuses ao fogo, porque não eram deuses, mas sim obras de mãos humanas, madeira e pedra; por isso os destruíram.

20Agora, SENHOR nosso Deus, livra-nos das mãos dele, e assim todos os reinos da terra saberão que tu, só tu, és o SENHOR.

21Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Quanto ao que me pediste sobre Senaqueribe, rei da Assíria,

22Esta é a palavra que o SENHOR falou sobre ele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, zomba de ti; a filha de Jerusalém balança a cabeça após ti.

23A quem afrontaste? De quem blasfemaste? E contra quem levantaste a voz, e levantaste aos olhos arrogantemente? Contra o Santo de Israel!

24Por meio de teus servos afrontaste ao Senhor, e disseste: Com a minha multidão de carruagens eu subi aos cumes dos montes, aos lugares remotos do Líbano; e cortarei seus altos cedros, e seus melhores ciprestes, e virei a seu extremo cume, ao bosque de seu campo fértil.

25Eu cavei, e bebi as águas; e com as plantas dos meus pés secarei todos os rios do Egito.

26Por acaso não ouviste que desde muito antes eu fiz isto, e deste os dias antigos o tinha planejado? Agora eu fiz isto acontecer, para que tu fosses o que destruirias as cidades fortificadas, reduzindo-as a amontoados de ruínas.

27Por isso os moradores delas, com as mãos impotentes, ficaram atemorizados e envergonhados; eram como a erva do campo, e a grama verde, o capim dos telhados e o trigo queimado antes de crescer.

28Porém eu sei o teu sentar, o teu sair, o teu entrar, e o teu furor contra mim.

29Por causa de teu furor contra mim, e teu tumulto que subiu aos meus ouvidos, por isso porei meu anzol em teu nariz, e meu freio em tua boca; e te farei voltar pelo caminho em que vieste.

30E isto será por sinal para ti, Ezequias : este ano se comerá daquilo que nascer de si mesmo, e no segundo ano do que daí proceder; porém no terceiro ano semeai e colhei; e plantai vinhas, e comei seus frutos.

31Pois os sobreviventes da casa de Judá, o remanescente, voltará a formar raízes abaixo, e dará fruto acima.

32Porque de Jerusalém sairá o remanescente, e do monte de Sião os que sobreviverem; o zelo do SENHOR dos exércitos fará isto.

33Portanto assim diz o SENHOR quanto ao rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem lançará flecha nela; nem também virá diante dela com escudo, nem levantará cerco contra ela.

34Pelo mesmo caminho que veio, nele voltará; mas nesta cidade ele não entrará, diz o SENHOR;

35Porque eu defenderei esta cidade para a livrar, por causa de mim e por causa do meu servo Davi.

36Então o anjo do SENHOR saiu, e feriu no acampamento dos assírios cento e oitenta mil deles ; e levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.

37Assim Senaqueribe, rei da Assíria, partiu-se, e foi embora, voltou, e ficou em Nínive.

38E sucedeu que, enquanto ele estava prostrado na casa de seu deus Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer o feriram a espada; então eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar.

Isaías 38Abrir no leitor

1Naqueles dias Ezequias ficou doente, perto de morrer. E veio até ele Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.

2Então Ezequias virou o seu rosto para a parede, e orou ao SENHOR,

3E disse: Ó SENHOR, lembra-te, eu te peço, de que andei diante de ti com fidelidade e com coração íntegro, e fiz o que era agradável aos teus olhos! E Ezequias chorou com muito lamento.

4Então veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo:

5Vai, e diz a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de teu pai Davi: Eu ouvi tua oração, e vi tuas lágrimas. Eis que acrescento quinze anos aos teus dias de vida .

6E das mãos do rei da Assíria eu livrarei a ti, e a esta cidade; e defenderei esta cidade.

7E isto te será por sinal da parte do SENHOR, de que o SENHOR cumprirá esta palavra que falou:

8Eis que voltarei voltar a sombra dos degraus nos quais o sol desceu na escadaria de Acaz; dez degraus atrás.Assim voltou o sol dez degraus, pelos degraus que já tinha descido.

9Escritura de Ezequias, rei de Judá, quando ficou doente, e se sarou de sua enfermidade:

10Disse eu: No meio da minha vida, irei às portas do Xeol; privado estou do resto dos meus anos.

11Eu disse: Não verei mais ao SENHOR, o SENHOR na terra dos viventes; não mais olharei aos homens com os que habitam o mundo.

12Minha morada foi removida e tirada de mim, como uma tenda de pastor; enrolei minha vida como um tecelão; ele me cortará fora do tear; desde o dia até a noite tu me acabarás.

13Fiquei esperando até a manhã; como um leão ele quebrou todos os meus ossos; desde o dia até a noite tu me acabarás.

14Como o grou, ou a andorinha, assim eu fazia barulho; e gemia como uma pomba; ao alto eu levantava meus olhos. Ó SENHOR, estou oprimido! Sê tu minha segurança!

15Que direi? Tal como ele me falou, assim fez; passarei lentamente por todos os meus anos, por causa da amargura de minha alma.

16Ó Senhor, por estas coisas é que se vive, e em todas elas está a vida de meu espírito. Então cura-me, e deixa-me viver.

17Eis que para meu próprio bem tive grande amargura; tu, porém, com amor livraste minha alma da cova do perecimento; porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.

18Porque o Xeol não te louvará, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua fidelidade os que descem a cova.

19O vivente, o vivente, esse é o que te louvará, tal como hoje eu faço; o pai ensinará aos filhos tua fidelidade.

20O SENHOR tem me salvado! Por isso tocaremos canções com instrumentos de cordas todos os dias de nossa vida na casa do SENHOR!

21Pois Isaías havia dito: Tomem uma pasta de figos, e passem-na sobre a inflamação, que ele sarará.

22Ezequias também tinha dito: Qual será o sinal de que subirei à casa do SENHOR?

Isaías 39Abrir no leitor

1Naquele tempo, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, enviou mensageiros com cartas e um presente a Ezequias, porque tinha ouvido que ele havia ficado doente e já tinha se curado.

2E Ezequias se alegrou com eles, e lhes mostrou a casa de teu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, os melhores óleos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achou em seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse.

3Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e lhe disse: O que aqueles homens disseram? E de onde eles vieram a ti?E Ezequias disse: Eles vieram a mim de uma terra distante, da Babilônia.

4E ele lhe disse: O que viram em tua casa?E Ezequias disse: Eles viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há em meus tesouros que eu não tenha lhes mostrado.

5Então Isaías disse a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR dos exércitos:

6Eis que vem dias em que tudo quanto houver em tua casa, e que teus pais acumularam até o dia de hoje, será levado à Babilônia; nada restará, diz o SENHOR.

7E até de teus filhos, que procederem de ti, e tu gerares, tomarão; e eles serão eunucos no palácio do rei da Babilônia.

8Então Ezequias disse a Isaías: Boa é a palavra do SENHOR que falaste.Disse também: Pois haverá paz e segurança em meus dias.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.