Dia 102 de 182 · uns 25 min
Provérbios 24–29
Provérbios 24Abrir no leitor
1Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles;
2Porque o coração deles imagina destruição, e os lábios deles falam de opressão.
3Pela sabedoria a casa é edificada, e pelo entendimento ela fica firme;
4E pelo conhecimento os cômodos se encherão de riquezas preciosas e agradáveis.
5O homem sábio é poderoso; e o homem que tem conhecimento aumenta sua força;
6Porque com conselhos prudentes farás tua guerra; e a vitória é alcançada pela abundância de conselheiros.
7A sabedoria é alta demais para o tolo; na porta do julgamento ele não abre sua boca.
8Quem planeja fazer o mal será chamado de vilão.
9O pensamento do tolo é pecado; e o zombador é abominável aos homens.
10Se te mostrares fraco no dia da angústia, como é pouca tua força!
11Livra os que estão tomados para a morte, os que estão sendo levados para serem mortos;
12Pois se tu disseres: Eis que não sabíamos,Por acaso aquele que pesa os corações não saberá? Aquele que guarda tua alma não conhecerá? Ele retribuirá ao homem conforme sua obra.
13Come mel, meu filho, porque é bom; e o favo de mel é doce ao teu paladar.
14Assim será o conhecimento da sabedoria para tua alma; se a encontrares haverá recompensa para ti ; e tua esperança não será cortada.
15Tu, perverso, não espies a habitação do justo, nem assoles seu quarto;
16Porque o justo cai sete vezes, e se levanta; mas os perversos tropeçam no mal.
17Quando teu inimigo cair, não te alegres; nem teu coração fique contente quando ele tropeçar,
18Para que não aconteça de o SENHOR veja, e o desagrade, e desvie dele sua ira.
19Não te irrites com os malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos;
20Porque o maligno não terá um bom futuro; a lâmpada dos perversos se apagará.
21Meu filho, teme ao SENHOR e ao rei; e não te envolvas com os rebeldes;
22Porque a destruição deles se levantará de repente; e quem sabe que ruína eles terão?
23Estes provérbios também são para os sábios: fazer acepção de pessoas num julgamento não é bom.
24Aquele que disser ao ímpio: Tu és justo,Os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão.
25Mas para aqueles que o repreenderem, haverá coisas boas; e sobre eles virá uma boa bênção.
26Quem responde palavras corretas é como se estivesse beijando com os lábios.
27Prepara o teu trabalho de fora, e deixa pronto o teu campo; então depois, edifica a tua casa.
28Não sejas testemunha contra o teu próximo sem causa; por que enganarias com teus lábios?
29Não digas: Assim como ele fez a mim, assim também farei a ele; pagarei a cada um conforme sua obra.
30Passei junto ao campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem sem juízo;
31e eis que ela estava toda cheia de espinheiros, e sua superfície coberta de urtigas; e o seu muro de pedras estava derrubado.
32Quando eu vi isso , aprendi em meu coração, e, olhando, recebi instrução:
33um pouco de sono, cochilando um pouco, cruzando as mãos por um pouco de tempo, deitado,
34e assim a tua pobreza virá como um assaltante; a tua necessidade, como um homem armado.
Provérbios 25Abrir no leitor
1Estes também são provérbios de Salomão, que foram copiados pelos homens de Ezequias, rei de Judá.
2É glória de Deus encobrir alguma coisa; mas a glória dos Reis é investigá-la.
3Para a altura dos céus, para a profundeza da terra, assim como para o coração dos reis, não há como serem investigados.
4Tira as escórias da prata, e sairá um vaso para o fundidor.
5Tira o perverso de diante do rei, e seu trono se firmará com justiça.
6Não honres a ti mesmo perante o rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;
7Porque é melhor que te digam: Sobe aqui;Do que te rebaixem perante a face do príncipe, a quem teus olhos viram.
8Não sejas apressado para entrar numa disputa; senão, o que farás se no fim teu próximo te envergonhar?
9Disputa tua causa com teu próximo, mas não reveles segredo de outra pessoa.
10Para que não te envergonhe aquele que ouvir; pois tua má fama não pode ser desfeita.
11A palavra dita em tempo apropriado é como maçãs de ouro em bandejas de prata.
12O sábio que repreende junto a um ouvido disposto a escutar é como pendentes de ouro e ornamentos de ouro refinado.
13Como frio de neve no tempo da colheita, assim é o mensageiro fiel para aqueles que o enviam; porque ele refresca a alma de seus senhores.
14Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se orgulha de falsos presentes.
15Com paciência para não se irar é que se convence um líder; e a língua suave quebra ossos.
16Achaste mel? Come o que te for suficiente; para que não venhas a ficar cheio demais, e vomites.
17Não exagere teus pés na casa de teu próximo, para que ele não se canse de ti, e te odeie.
18Martelo, espada e flecha afiada é o homem que fala falso testemunho contra seu próximo.
19Confiar num infiel no tempo de angústia é como um dente quebrado ou um pé sem firmeza.
20Quem canta canções ao coração aflito é como aquele que tira a roupa num dia frio, ou como vinagre sobre salitre.
21Se aquele que te odeia tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber;
22Porque assim amontoarás brasas sobre a cabeça dele, e o SENHOR te recompensará.
23O vento norte traz a chuva; assim como a língua caluniadora traz a ira no rosto.
24É melhor morar num canto do terraço do que com uma mulher briguenta numa casa espaçosa.
25Como água refrescante para a alma cansada, assim são boas notícias de uma terra distante.
26O justo que se deixa levar pelo perverso é como uma fonte turva e um manancial poluído.
27Comer muito mel não é bom; assim como buscar muita glória para si.
28O homem que não pode conter seu espírito é como uma cidade derrubada sem muro.
Provérbios 26Abrir no leitor
1Assim como a neve no verão, como a chuva na colheita, assim também não convém a honra para o tolo.
2Como um pássaro a vaguear, como a andorinha a voar, assim também a maldição não virá sem causa.
3Açoite para o cavalo, cabresto para o asno; e vara para as costas dos tolos.
4Não respondas ao tolo conforme sua loucura; para que não te faças semelhante a ele.
5Responde ao tolo conforme sua loucura, para que ele não seja sábio aos seus próprios olhos.
6Quem manda mensagens pelas mãos do tolo é como quem corta os pés e bebe violência.
7Assim como não funcionam as pernas do aleijado, assim também é o provérbio na boca dos tolos.
8Dar honra ao tolo é como amarrar uma pedra numa funda.
9Como espinho na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
10Como um flecheiro que atira para todo lado, assim é aquele que contrata um tolo ou que contrata alguém que vai passando.
11Como um cão que volta a seu vômito, assim é o tolo que repete sua loucura.
12Viste algum homem sábio aos seus próprios olhos? Mais esperança há para o tolo do que para ele.
13O preguiçoso diz: Há uma fera no caminho; há um leão nas ruas.
14Como a porta se vira em torno de suas dobradiças, assim o preguiçoso se vira em sua cama.
15O preguiçoso põe sua mão no prato, e acha cansativo demais trazê-la de volta a sua boca.
16O preguiçoso se acha mais sábio aos próprios olhos do que sete que respondem com prudência.
17Aquele que, enquanto está passando, se envolve em briga que não é sua, é como o que pega um cão pelas orelhas.
18Como o louco que lança faíscas, flechas e coisas mortíferas,
19Assim é o homem que engana a seu próximo, e diz: Não estava eu só brincando?
20Sem lenha, o fogo se apaga; e sem fofoqueiro, a briga termina.
21O carvão é para as brasas, e a lenha para o fogo; e o homem difamador para acender brigas.
22As palavras do fofoqueiro são como alimentos deliciosos, que descem ao interior do ventre.
23Como um vaso de fundição coberto de restos de prata, assim são os lábios inflamados e o coração maligno.
24Aquele que odeia dissimula em seus lábios, mas seu interior abriga o engano;
25Quando ele te falar agradavelmente com sua voz, não acredites nele; porque há sete abominações em seu coração;
26Cujo ódio está encoberto pelo engano; sua maldade será descoberta na congregação.
27Quem cava uma cova, nela cairá; e quem rola uma pedra, esta voltará sobre ele.
28A língua falsa odeia aos que ela atormenta; e a boca lisonjeira opera ruína.
Provérbios 27Abrir no leitor
1Não te orgulhes do dia de amanhã; porque não sabes o que o dia trará.
2Que o estranho te louve, e não tua própria boca; o estrangeiro, e não teus próprios lábios.
3A pedra é pesada, e a areia tem seu peso; mas a provocação do tolo é mais pesada do que estas ambas.
4O furor é cruel, e a ira impetuosa; mas quem resistirá firme perante à inveja?
5Melhor é a repreensão clara do que o amor escondido.
6Fiéis são as feridas feitas por um amigo, mas os beijos de um inimigo são enganosos.
7A alma saciada rejeita o favo de mel; mas para a alma faminta, toda coisa amarga é doce.
8Como a ave, que vagueia de seu ninho, assim é o homem que anda vagueando de seu lugar.
9O óleo e o perfume alegram ao coração; assim é a doçura de um amigo com um conselho sincero.
10Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia de tua adversidade; melhor é o vizinho que está perto do que o irmão que está longe.
11Sê sábio, meu filho, e alegra meu coração; para que eu tenha algo a responder para aquele que me desprezar.
12O prudente vê o mal, e se esconde; mas os ingênuos passam adiante, e sofrem as consequências.
13Toma a roupa daquele que fica por fiador de estranho; toma penhor daquele que fica por fiador da estranha.
14Aquele que bendiz ao seu amigo em alta voz durante a madrugada lhe será considerado como maldição.
15A mulher briguenta é semelhante a uma goteira contínua em tempo de grande chuva;
16Tentar contê-la é como tentar conter o vento, ou impedir que o óleo escorra de sua mão direita.
17O ferro é afiado com ferro; assim também o homem afia o rosto de seu amigo.
18Aquele que guarda a figueira comerá de seu fruto; e o que dá atenção ao seu senhor será honrado.
19Assim como a água reflete o rosto, assim também o coração reflete o ser humano.
20O Xeol e a perdição nunca estão saciados; assim também os olhos do homem nunca estão satisfeitos.
21Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores que lhe dizem.
22Ainda que esmagues ao tolo em um pilão junto com os grãos, ainda assim sua loucura não se separaria dele.
23Procura conhecer a condição de tuas ovelhas; põe teu coração sobre o gado;
24porque o tesouro não dura para sempre; nem uma coroa dura de geração em geração.
25Quando a erva aparecer, e surgirem a folhagem, e se juntarem as ervas dos montes,
26Os cordeiros serão para tuas roupas, e os bodes para o preço do campo;
27E o leite das cabras será o suficiente para tua alimentação, para a alimentação de tua casa, e para o sustento de tuas servas.
Provérbios 28Abrir no leitor
1Os perversos fogem mesmo quando não há quem os persiga, mas os justos são confiantes como um leão.
2Pela rebelião numa terra, seus governantes são muitos; mas por meio de um homem prudente e conhecedor seu governo permanecerá.
3O homem pobre que oprime aos necessitados é como uma chuva devastadora que causa falta de pão.
4Os que abandonam a lei louvam ao perverso; porém os que guardam a lei lutarão contra eles.
5Os homens maus não entendem a justiça; mas os que buscam ao SENHOR entendem tudo.
6Melhor é o pobre que anda em sua honestidade do que o perverso de caminhos, ainda que seja rico.
7O que guarda a lei é um filho prudente, mas o companheiro de comilões envergonha a seu pai.
8Aquele que aumenta seus bens por meio de juros e lucros desonestos está juntando para o que se compadece dos pobres.
9Aquele que desvia seus ouvidos de ouvir a lei, até sua oração será abominável.
10Aquele que faz as pessoas corretas errarem em direção a um mau caminho, ele mesmo cairá em sua cova; mas os que não tiverem pecado herdarão o bem.
11O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre prudente o examina.
12Quando os justos estão contentes, muita é a alegria; mas quando os perversos se levantam, os homens se escondem.
13Quem encobre suas transgressões nunca prosperará, mas aquele que as confessa e as abandona alcançará misericórdia.
14Bem-aventurado o homem que sempre mantém seu temor; mas aquele que endurece seu coração cairá no mal.
15Leão rugidor e urso faminto é o governante perverso sobre um povo pobre.
16O príncipe que tem falta de entendimento aumenta as opressões; mas aquele que odeia o lucro desonesto prolongará seus dias.
17O homem atormentado pelo sangue de alguma alma fugirá até a cova; ninguém o detenha.
18Aquele que anda sinceramente será salvo; mas o que se desvia em seus caminhos cairá de uma só vez.
19Aquele que lavrar sua terra terá fartura de pão; mas o que segue coisas inúteis terá fartura de pobreza.
20O homem fiel terá muitas bênçãos; mas o que se apressa para enriquecer não ficará impune.
21Fazer acepção de pessoas não é bom; porque até por um pedaço de pão o homem pode transgredir.
22Quem tem pressa para ter riquezas é um homem de olho mau; e ele não sabe que a miséria virá sobre ele.
23Aquele que repreende ao homem obterá mais favor depois do que aquele que lisonjeia com a língua.
24Aquele que furta seu pai ou sua mãe e diz: Não é pecado,É companheiro do homem destruidor.
25Quem tem alma orgulhosa levanta brigas; mas aquele que confia no SENHOR prosperará.
26Aquele que confia em seu próprio coração é tolo; mas o que anda em sabedoria escapará em segurança .
27Quem dá ao pobre não terá falta; mas o que esconde seus olhos terá muitas maldições.
28Quando os perversos ganham poder, os homens se escondem; mas quando perecem, os justos se multiplicam.
Provérbios 29Abrir no leitor
1O homem que age com teimosia, mesmo depois de muitas repreensões, será tão destruído que não terá mais cura.
2Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra; mas quando o perverso domina, o povo geme.
3O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai; mas o companheiro de prostitutas gasta os bens.
4O rei por meio da justiça firma a terra; mas o amigo de subornos a transtorna.
5O homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede para seus pés.
6Na transgressão do homem mau há uma armadilha; mas o justo se alegra e se enche de alegria.
7O justo considera a causa judicial dos pobres; mas o perverso não entende este conhecimento.
8Homens zombadores trazem confusão a cidade; mas os sábios desviam a ira.
9O homem sábio que disputa no julgamento contra um tolo, mesmo se perturbado ou rindo, não terá descanso.
10Homens sanguinários odeiam o honesto; mas os corretos procuram o seu bem.
11O louco mostra todo o seu ímpeto; mas o sábio o mantém sob controle.
12O governante que dá atenção a palavras mentirosas, todos os seus servos serão perversos.
13O pobre e o enganador se encontram: o SENHOR ilumina aos olhos de ambos.
14O rei que julga aos pobres por meio da verdade, seu trono se firmará para sempre.
15A vara e a repreensão dão sabedoria; mas o rapaz deixado solto envergonha a sua mãe.
16Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões; mas os justos verão sua queda.
17Castiga a teu filho, e ele te fará descansar, e dará prazeres à tua alma.
18Não havendo visão profética, o povo fica confuso; porém o que guarda a lei, ele é bem-aventurado.
19O servo não será corrigido por meio de palavras; porque ainda que entenda, mesmo assim ele não responderá corretamente .
20Viste um homem precipitado em suas palavras? Mais esperança há para um tolo do que para ele.
21Aquele que mima a seu servo desde a infância, por fim ele quererá ser seu filho.
22O homem que se irrita facilmente levanta brigas; e o furioso multiplica as transgressões.
23A arrogância do homem o abaterá; mas o humilde de espírito obterá honra.
24Aquele que reparte com o ladrão odeia sua própria alma; ele ouve maldições e não o denuncia.
25O temor do homem arma ciladas; mas o que confia no senhor ficará em segurança.
26Muitos buscam a face do governante; mas o julgamento de cada um vem do SENHOR.
27O justos odeiam ao homem perverso; e o injusto odeia aos que andam no caminho correto.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.