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Apocalipse 5–9
Apocalipse 5Abrir no leitor
1E eu vi na mão direita do que estava sentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
2E vi um forte anjo, proclamando em alta voz: “Quem é digno de abrir o livro, e soltar seus selos?”
3E ninguém no céu, nem na terra podia abrir o livro, nem olhar para ele.
4E eu chorei muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem olhar para ele.
5E um dos anciãos me disse: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu, para abrir o livro e soltar seus sete selos.”
6E eu olhei, e eis que no meio do trono, e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, um Cordeiro que estava como se tivesse sido morto, e tinha sete chifres, e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados para toda a terra.
7E ele veio, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado sobre o trono.
8E quando ele tomou o livro, os quatro animais, e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um harpas, e recipientes de ouro cheios de perfumes, que são as orações dos santos.
9E eles cantavam um novo cântico, dizendo: “Digno és tu de tomar o livro, e abrir seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue para Deus nos compraste , de toda tribo, língua, povo, e nação;
10e para nosso Deus tu nos fizeste reis e sacerdotes; e nós reinaremos sobre a terra.”
11E eu olhei, e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e o número deles era de centenas de milhões, e milhares de milhares;
12que diziam em alta voz: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória, e louvor!”
13E eu ouvi toda criatura que está no céu, e na terra, e abaixo da terra, e no mar, e todas as coisas que nelas há, dizendo: “Ao que está sentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, a honra, a glória, e o poder, para todo o sempre!”
14E os quatro animais diziam: “Amém!” E os vinte e quatro anciãos se prostraram e adoraram ao que vive para todo o sempre.
Apocalipse 6Abrir no leitor
1E eu vi quando o Coreiro abriu um dos selos; e ouvi um dos quatro animais dizendo com voz como de trovão: “Vem, e vê.”
2E eu olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado sobre ele tinha um arco; e uma coroa lhe foi dada, e ele saiu como conquistador, e para que conquistasse.
3E quando ele abriu o segundo selo, eu ouvi o segundo animal dizendo: “Vem, e vê.”
4E saiu outro cavalo vermelho; e ao que estava sentado sobre ele foi concedido que tirasse a paz da terra, e que uns aos outros se matassem; e uma grande espada lhe foi dada.
5E quando ele abriu o terceiro celo, eu ouvi o terceiro animal dizer: “Vem, e vê.” E olhei, e eis um cavalo preto, e o que estava sentado sobre ele tinha uma balança na sua mão.
6E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, dizendo: “Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.”
7E quando ele abriu o quarto selo, eu ouvi a voz do quarto animal dizendo: “Vem, e vê.”
8E eu olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava sentado sobre ele, seu nome era Morte; e o Xeol o seguia. E foi-lhes dada autoridade para matar a quarta parte da terra, com espada, com fome, com morte por doença , e com os animais ferozes da terra.
9E quando ele abriu o quinto selo, eu vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por causa da palavra de Deus, e por causa do testemunho que tinham.
10E clamavam com grande voz, dizendo: “Até quando, Santo e Verdadeiro Soberano, não julgas e vingas nosso sangue daqueles que habitam sobre a terra?”
11E foram dados a cada um deles compridas roupas brancas; e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completassem os seus companheiros de serviço e seus irmãos, que ainda viriam a ser mortos.
12E eu vi quando ele abriu o sexto selo, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol se tornou preto como um saco feito de pelos de animais, e a lua se tornou como sangue.
13E as estrelas do céu caíram sobre a terra como a figueira lança de si seus figos verdes, abalada por um grande vento.
14E o céu se removeu como um rolo de livro que se enrola; e todos os montes e ilhas se moveram de seus lugares.
15E os reis da terra, e os grandes, e os rigos, e os comandantes, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas.
16E diziam aos montes, e às rochas: “Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está sentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;
17Porque chegou o dia da sua grande ira; e quem poderá ficar de pé?”
Apocalipse 7Abrir no leitor
1E depois destas coisas eu vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.
2E eu vi outro anjo subir do lado onde o sol nasce, que tinha o selo do Deus vivente, e clamou com grande voz aos quatro anjos, aos quais tinha sido dado poder para danificar a terra e o mar,
3Dizendo: “Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos selado aos servos do nosso Deus nas suas testas.”
4E ouvi o número dos que foram selados; e cento e quarenta e quatro mil foram selados de todas as tribos dos filhos de Israel.
5Da tribo de Judá, doze mil foram selados; da tribo de Rúben, doze mil foram selados; da tribo de Gade, doze mil foram selados;
6da tribo de Aser, doze mil foram selados; da tribo de Naftali, doze mil foram selados; da tribo de Manassés, doze mil foram selados;
7da tribo de Simeão, doze mil foram selados; da tribo de Levi, doze mil foram selados; da tribo de Issacar, doze mil foram selados;
8da tribo de Zebulom, doze mil foram selados; da tribo de José, doze mil foram selados; da tribo de Benjamim, doze mil foram selados.
9Depois destas coisas eu olhei, e eis uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de roupas brancas, e com ramos de palmas nas suas mãos.
10E clamavam com grande voz, dizendo: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado sobre o trono, e ao Cordeiro!”
11E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e se prostraram sobre seus rostos diante do trono, e adoraram a Deus,
12Dizendo: “Amém! Sejam louvor, glória, sabedoria, agradecimento, honra, poder, e força a nosso Deus, para todo o sempre, Amém!”
13E um dos anciãos respondeu, dizendo-me: “Estes que estão vestidos de roupas compridas brancas, quem são? E de onde eles vieram?”
14E eu lhe disse: “Senhor, tu sabes.” E ele me disse: “Estes são os que vieram da grande tribulação; e lavaram suas roupas compridas e as branquearam no sangue do Cordeiro.
15Por isso eles estão diante do trono de Deus, e servem a ele dia e noite no seu templo; e aquele que está sentado sobre o trono armará sua tenda e habitará com eles.
16Eles não mais terão fome, nem mais terão sede; nem o sol, nem calor algum cairá sobre eles.
17Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os apascentará, e os guiará até fontes vivas de águas; e Deus limpará toda lágrima dos seus olhos.”
Apocalipse 8Abrir no leitor
1E quando ele abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu por cerca de meia hora.
2E eu vi os sete anjos, que estavam diante de Deus; e foram-lhes dadas sete trombetas.
3E veio outro anjo, e se ficou junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e muitos incensos lhe foram dados, para que oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono.
4E a fumaça dos incensos com as orações dos santos subiu desde a mão do anjo até diante de Deus.
5E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve vozes, trovões, relâmpagos e terremotos.
6E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, se prepararam para as tocarem.
7E o primeiro anjo tocou sua trombeta; e houve saraiva e fogo misturado com sangue; e foram lançados sobre a terra; e a terça parte das árvores se queimou, e toda a erva verde foi queimada.
8E o segundo anjo tocou sua trombeta; e como um grande monte ardendo em fogo foi lançado ao mar; e a terça parte do mar se tornou sangue;
9E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e a terça parte das embarcações foi destruída.
10E o terceiro anjo tocou sua trombeta; e uma grande estrela caiu do céu ardendo como uma tocha; e ela caiu na terça parte dos rios, e nas fontes de águas.
11E o nome da estrela se chama Absinto; e a terça parte das águas se tornou absinto; e muitos homens morreram por causa das águas, porque elas se tornaram amargas.
12E o quarto anjo tocou sua trombeta; e a terça parte do sol foi ferida, e também a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e o dia não clareasse pela sua terça parte ; e se tornasse semelhante à noite.
13E olhei, e ouvi um anjo que estava voando pelo meio do céu, dizendo em alta voz: “Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra por causa das demais vozes das trombetas dos três anjos que ainda vão tocar!”
Apocalipse 9Abrir no leitor
1E o quinto anjo tocou sua trombeta; e eu vi uma estrela que caiu do céu sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
2E o poço do abismo foi aberto; e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha; e o sol e o ar se escureceram por causa da fumaça do poço.
3E da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi dado a eles poder como o poder que os escorpiões da terra têm.
4E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a nenhuma planta verde, nem a nenhuma árvore; mas sim somente aos homens que não têm o sinal de Deus em suas testas.
5E foi-lhes concedido que não os matassem, mas sim que os atormentassem por cinco meses; e o tormento deles era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere ao homem.
6E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
7E a aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos preparados para a batalha; e sobre as cabeças deles havia como coroas, semelhantes ao ouro; e seus rostos eram como rostos de homens.
8E tinham cabelos como cabelos de mulheres; e seus dentes eram como os de leões.
9E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído de suas asas era como o ruído de carruagens de muitos cavalos correndo para a batalha.
10E tinham caudas semelhantes às de escorpiões; e ferrões em suas caudas; e seu poder era de por cinco meses causarem dano aos homens.
11E tinham como rei sobre eles ao anjo do abismo; o nome dele em hebraico é “Abadom”, e em grego tem por nome “Apoliom”.
12Um ai já passou; eis que depois disto ainda vêm dois ais.
13E o sexto anjo tocou sua trombeta; e eu ouvi uma voz dos quatro chifres do altar de ouro, que estava diante de Deus.
14A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: “Solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates.”
15E foram soltos os quatro anjos, que tinham sido preparados para a hora, dia, mês e ano, para matarem a terça parte da humanidade.
16E o número dos exércitos de cavaleiros era duzentos milhões; e eu ouvi o número deles.
17E assim eu vi os cavalos n esta visão; e os que cavalgavam sobre eles tinham couraças de fogo, de jacinto e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo, fumaça e enxofre.
18Por estes três a terça parte dos homens foi morta, pela fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saía de suas bocas.
19Porque o poder deles está em sua boca, e em suas caudas; porque suas caudas são semelhantes a serpentes tendo cabeças, e com elas causam dano.
20E o resto da humanidade, que não foi morta por estas pragas, não se arrependeu das obras de suas mãos, para não adorar os demônios, e ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar;
21E não se arrependeu de seus homicídios, nem de suas feitiçarias, nem de seu pecado sexual, nem de seus roubos.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.