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Hebreus 6–9
Hebreus 6Abrir no leitor
1Portanto deixemos os tópicos elementares da doutrina de Cristo, e prossigamos adiante até a maturidade, sem lançarmos de novo o fundamento da conversão de obras mortas, e da fé em Deus,
2da doutrina dos batismos, da imposição das mãos, da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.
3E isso faremos, se Deus permitir.
4Pois é impossível que os que uma vez foram iluminados, e experimentaram o dom celestial, e foram feitos participantes do Espírito Santo,
5e experimentaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo futuro;
6e então caíram, outra vez renová-los para o arrependimento, porque estão novamente crucificando o Filho de Deus para si mesmos, e o expondo à vergonha pública.
7Pois a terra que absorve a chuva que com frequência vem sobre ela, e produz vegetação proveitosa para aqueles por quem e lavrada, recebe a bênção de Deus.
8Contudo, se ela produz espinhos e cardos, é reprovada, e perto está da maldição. O seu fim é ser queimada.
9Mas, ainda que estejamos falando assim, quanto a vós mesmos, amados, confiamos melhores coisas, relacionadas à salvação.
10Pois Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que mostrastes para com o nome dele, quando servistes aos santos, e continuais a servir.
11Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo empenho até o fim, para que a vossa esperança seja completa;
12a fim de que não vos torneis negligentes, mas sim, imitadores dos que pela fé e pela paciência herdam as promessas.
13Pois Deus, quando prometeu a Abraão, como ninguém maior havia por quem jurar, jurou por si mesmo,
14dizendo: Certamente muito te abençoarei, e muito te multiplicarei.
15E assim, esperando pacientemente, Abraão obteve a promessa.
16Pois as pessoas juram por alguém maior, e o juramento como confirmação é o fim de todo conflito entre elas.
17Assim Deus, querendo mostrar mais abundantemente a imutabilidade de sua intenção aos herdeiros da promessa, garantiu com um juramento;
18a fim de que, por meio de duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, que buscamos refúgio, tenhamos encorajamento para agarrar a esperança posta diante de nós .
19Temos essa esperança como uma segura e firme âncora da alma, que entra ao interior, além do véu,
20onde, como precursor, Jesus entrou para nosso benefício, pois ele se tornou Sumo Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
Hebreus 7Abrir no leitor
1Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, o qual se encontrou com Abraão, que estava retornando da matança dos reis, e o abençoou;
2a quem também Abraão deu o dízimo de tudo; primeiramente significa Rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é, rei de paz;
3sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem ter princípio de dias, nem fim de vida; porém, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
4Considerai, pois, como ele era grande, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos.
5E, realmente, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a Lei, de receberem os dízimos do povo, isto é, dos seus irmãos, mesmo sendo eles também descendentes de Abraão.
6Mas aquele que não é contado na genealogia deles recebeu dízimos de Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas.
7Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.
8Em um caso, homens mortais recebem dízimos; mas no outro, aquele de quem se dá testemunho de que vive.
9E, por assim dizer, até Levi, que recebe os dízimos, pagou dízimos através de Abraão;
10pois ele ainda estava no corpo de seu ancestral quando Melquisedeque se encontrou com ele.
11Portanto, se a perfeição tivesse sido de fato pelo sacerdócio Levítico (pois sob ele o povo recebeu a Lei), que mais necessidade havia de se levantar outro Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, e não ser chamado segundo a ordem de Arão?
12Pois, ao se mudar o sacerdócio, necessariamente também se faz mudança de Lei.
13Porque aquele de quem estas coisas são ditas pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar;
14visto ser evidente que o nosso Senhor é procedente de Judá, tribo da qual Moisés nada falou a respeito de sacerdócio.
15E isso ainda é muito mais evidente se, à semelhança de Melquisedeque, levanta-se outro sacerdote,
16que foi constituído, não conforme a Lei de um mandamento carnal, mas sim, conforme o poder de uma vida indestrutível.
17Pois assim ele dá testemunho: Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
18Porque há uma revogação do mandamento anterior, por causa da sua fraqueza e inutilidade,
19pois a Lei não tornou perfeito nada. Porém, uma esperança melhor é introduzida, e por meio dela nos aproximamos de Deus.
20E isso não foi feito sem juramento (pois os outros se tornaram sacerdotes sem juramento,
21mas ele foi estabelecido com um juramento daquele que lhe disse: O Senhor jurou, e não se arrependerá: Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque).
22Assim, Jesus foi feito fiador de um pacto ainda melhor.
23Dos outros, são muitos os que se tornaram sacerdotes, pois pela morte foram impedidos de continuar;
24mas ele, porque permanece para sempre, tem um sacerdócio definitivo.
25Portanto, ele também pode salvar de maneira completa os que se aproximam de Deus por meio dele, visto que ele vive para sempre para interceder por eles.
26Pois nos era conveniente tal Sumo Sacerdote: santo, inocente, incontaminado, separado dos pecadores, e feito mais elevado que os céus;
27que não precisasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer sacrifícios diariamente, primeiramente pelos seus próprios pecados, e depois pelos do povo. Pois ele fez isto de uma vez por todas quando ofereceu a si mesmo.
28Porque a Lei constitui por sumos sacerdotes homens que têm fraqueza; mas a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constitui o Filho, que se tornou perfeito para sempre.
Hebreus 8Abrir no leitor
1Ora, o ponto-chave do que falamos é que temos um Sumo Sacerdote que está sentado à direita do trono da Majestade nos céus,
2servidor do Santuário, e do verdadeiro Tabernáculo, que Senhor ergueu, e não o homem.
3Pois todo sumo sacerdote é constituído para apresentar tanto ofertas como sacrifícios; por isso era necessário que também este tivesse alguma coisa a oferecer.
4Mas, se ele ainda estivesse na terra, nem sequer seria sacerdote, já que ainda há os sacerdotes que apresentam as ofertas segundo a Lei.
5Esses servem a um esboço, uma sombra das coisas celestiais, como Moisés foi divinamente avisado, antes de construir o Tabernáculo. Porque Deus disse: Olha, faze tudo conforme o modelo que te foi mostrado no monte.
6Mas agora Jesus obteve um ofício mais relevante, como é também Mediador de um melhor pacto, que está firmado em melhores promessas.
7Pois, se aquele primeiro tivesse sido infalível, nunca haveria se buscado lugar para o segundo.
8Porque, enquanto Deus repreendia os do povo, disse-lhes: Eis que vêm dias, diz o Senhor, que, sobre o povo de Israel e sobre o povo de Judá, estabelecerei um novo pacto;
9não conforme o pacto que fiz com os seus ancestrais no dia em que eu os tomei pelas mãos, para os tirar da terra do Egito. Pois não permaneceram naquele meu pacto, e parei de lhes dar atenção, diz o Senhor.
10Este, pois, é o pacto que farei com o povo de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei minhas leis nas mentes deles, e as escreverei em seus corações. Eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.
11E não terão de ensinar cada um ao seu próximo, ou ao seu irmão, dizendo: “Conhece ao Senhor”; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior.
12Pois serei misericordioso com as suas injustiças, e não mais me lembrarei dos seus pecados e das suas transgressões.
13Quando ele disse: “Novo pacto ”, ele tornou o primeiro ultrapassado. Ora, o que se torna ultrapassado e envelhece está perto de desaparecer.
Hebreus 9Abrir no leitor
1O primeiro pacto também tinha ordenanças de culto, e o santuário terrestre.
2Pois um tabernáculo foi preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, a mesa, e os pães da proposição. Esse é chamado o Santo Lugar.
3Mas após o segundo véu estava o tabernáculo que se chama Santo dos Santos;
4que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro. Nela estavam: o vaso de ouro contendo o maná, a vara de Arão que florescera, e as tábuas do pacto.
5E acima dela, os querubins de glória, que faziam sombra ao propiciatório. Acerca dessas coisas não é oportuno agora falar em detalhes.
6Ora, estando estas coisas assim preparadas, os sacerdotes entram a todo tempo no primeiro tabernáculo, para cumprirem as atividades de culto.
7Mas no segundo, somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si mesmo, e pelos pecados de ignorância do povo.
8Desta maneira, o Espírito Santo dá a entender que o caminho para o Santuário não havia sido revelado enquanto o primeiro Tabernáculo ainda estava de pé.
9Esse é uma figura para o tempo presente, em que são oferecidos ofertas e sacrifícios que não podem, quanto a consciência, tornar perfeito a quem faz o serviço;
10pois consistem somente em comidas e bebidas, e vários lavamentos, e ordenanças para o corpo, que foram impostas até o tempo da correção.
11Mas quando veio Cristo, o Sumo Sacerdote dos bens futuros, por meio de um Tabernáculo maior e mais perfeito, não feito por mãos, isto é, não desta criação;
12ele entrou de uma vez por todas no Santuário, e obteve uma redenção eterna, não pelo sangue de bodes e bezerros, mas sim, pelo seu próprio sangue.
13Pois, se o sangue de touros e bodes, e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os imundos, santifica para a purificação do corpo,
14quanto mais o sangue do Cristo que, pelo Espírito eterno, ofereceu a si mesmo, imaculado, a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo!
15E por isso ele é o Mediador de um Novo Testamento, a fim de que, com a ocorrência de uma morte para redenção das transgressões sob o primeiro Testamento, os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna.
16Pois onde há um testamento, é necessário que ocorra a morte do testador;
17porque um testamento se confirma nos mortos, visto que não é válido enquanto o testador vive.
18Por isso o primeiro testamento também não foi consagrado sem sangue;
19Porque, depois de Moisés haver pronunciado a todo o povo todo mandamento segundo a Lei, ele tomou o sangue de bezerros e de bodes, com água, lã purpúrea, e hissopo, e aspergiu, tanto o próprio livro, como todo o povo,
20dizendo: Este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós.
21E semelhantemente aspergiu com o sangue o Tabernáculo, e todos os utensílios do serviço de culto.
22Segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão de pecados.
23Portanto era necessário que os esboços das coisas que estão nos céus fossem purificados com esses sacrifícios ; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores que esses.
24Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, mera figura do verdadeiro; mas sim, no próprio Céu, para agora comparecer por nós diante da face de Deus.
25Também não entrou para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra a cada ano no santuário com sangue alheio;
26(de outra maneira lhe seria necessário padecer muitas vezes desde a fundação do mundo), mas agora, no fim dos tempos, ele se manifestou de uma vez por todas para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27E, como está ordenado aos seres humanos morrerem uma vez, e depois disso, o juízo,
28assim também Cristo, que se ofereceu uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá pela segunda vez, sem pecado, aos que o esperam, para a salvação.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.