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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 206 de 365 · uns 11 min

Eclesiastes 10–12 · Cânticos 1–2

Eclesiastes 10Abrir no leitor

1Assim como as moscas mortas fazem cheirar mal do óleo do perfumador, assim também um pouco de tolice se sobrepõe à sabedoria e honra.

2O coração do sábio está à sua direita; mas o coração do tolo está à sua esquerda.

3E até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe bom-senso em seu coração, e diz a todos que é ele é tolo.

4Se o espírito de um chefe se levantar contra ti, não deixes teu lugar, porque a calma aquieta grandes ofensas.

5Há um mal que vi abaixo do sol, um tipo de erro que é proveniente dos que têm autoridade:

6Põem o tolo em cargos elevados, mas os ricos sentam em lugares baixos.

7Vi servos a cavalo, e príncipes que andavam a pé como se fossem servos sobre a terra.

8Quem cavar uma cova, nela cairá; e quem romper um muro, uma cobra o morderá.

9Quem extrai pedras, por elas será ferido; e quem parte lenha, correrá perigo por ela.

10Se o ferro está embotado, e não afiar o corte, então deve se pôr mais forças; mas a sabedoria é proveitosa para se ter sucesso.

11Se a cobra morder sem estar encantada, então proveito nenhum tem a fala do encantador.

12As palavras da boca do sábio são agradáveis; porém os lábios do tolo o devoram.

13O princípio das palavras de sua boca é tolice; e o fim de sua boca é uma loucura ruim.

14O tolo multiplica as palavras, porém ninguém sabe o que virá no futuro; e quem lhe fará saber o que será depois dele?

15O trabalho dos tolos lhes traz cansaço, porque não sabem ir à cidade.

16Ai de ti, ó terra cujo rei é um menino, e cujos príncipes comem pela madrugada!

17Bem-aventurada é tu, ó terra, cujo rei é filho de nobres, e cujos príncipes comem no tempo devido , para se fortalecerem, e não para se embebedarem!

18Pela muita preguiça o teto se deteriora; e pala frouxidão das mãos a casa tem goteiras.

19Para rir se fazem banquetes, e o vinho alegra aos vivos; mas o dinheiro responde por tudo.

20Nem mesmo em pensamento amaldiçoes ao rei, nem também no interior de teu quarto amaldiçoes ao rico, porque as aves dos céus levam o que foi falado, e os que tem asas contam o que foi dito.

Eclesiastes 11Abrir no leitor

1Lança teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias tu o encontrarás.

2Dá uma parte a sete, e até a oito; porque não sabes que mal haverá sobre a terra.

3Se as nuvens estiverem cheias, há chuva sobre a terra; e se a árvore cair, seja para ou sul ou seja para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ela ficará.

4Quem ficar dando atenção ao vento, nunca semeará; e o que olhar para as nuvens nunca ceifará.

5Assim como tu não sabes qual é o caminho do vento, nem como se formam os ossos do feto no ventre da grávida, assim também tu não sabes a obra de Deus, que faz todas as coisas.

6Pela manhã semeia tua semente, e à tarde não retires tua mão; pois tu não sabes qual tentativa dará certo, se uma, se outra, ou se ambas as tentativas serão boas.

7Certamente a luz é agradável, e ver o sol é bom para os olhos.

8Mesmo se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, ele também deve se lembrar dos dias de trevas, porque serão muitos. Tudo o que acontece é futilidade.

9Alegra-te, rapaz, em tua juventude; e agrada o teu coração nos dias de tua juventude; e anda pelos caminhos do teu coração, e na vista de teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas, Deus te trará a julgamento.

10Portanto afasta o desagrado de teu coração, e tira de tua carne o mal; pois a adolescência e a juventude são futilidade.

Eclesiastes 12Abrir no leitor

1Portanto lembra-te de teu Criador nos dias de tua juventude, antes que venham os dias ruins, e cheguem os anos, dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;

2Antes que se escureçam o sol, a luz, a lua e as estrelas; e voltem as nuvens após a chuva.

3No dia em que os guardas da casa tremerem, e os homens fortes se encurvarem; e cessarem os moedores, por terem diminuído, e se escurecerem os que olham pelas janelas;

4E as portas da rua se fecharem, enquanto se abaixa o ruído da moedura; e se levantar a voz das aves, e todas as vozes do canto se encurvarem.

5Como também quando temerem as coisas altas, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto se tornar pesado, e acabar o apetite; porque o homem vai para sua casa eterna, e os que choram andarão ao redor da praça;

6Antes que se afrouxe a correia de prata, e de despedace a vasilha de ouro; e se quebre o vaso junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço.

7E o pó volte à terra, assim como era; e o espírito volte a Deus, que o deu.

8Futilidade das futilidades! - diz o pregador - Tudo é futilidade.

9Além do Pregador ter sido sábio, ele também ensinou conhecimento ao povo. Ele ouviu, investigou e pôs em ordem muitos provérbios.

10O Pregador procurou achar palavras agradáveis, e escreveu coisas corretas, palavras de verdade.

11As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que foram dadas pelo único Pastor.

12Além destas coisas, filho meu, tem cuidado; fazer muitos livros é algo que não tem fim; e estudar muito cansa a carne.

13De tudo o que foi ouvido, a conclusão é: teme a Deus, e guarda os mandamentos dele; porque isto é o dever de todo homem.

14Porque Deus trará a julgamento toda obra, até mesmo tudo o que está encoberto, seja bom ou mal.

Cânticos 1Abrir no leitor

1Cântico dos cânticos, que é de Salomão.

2Ela : Beije-me ele com os beijos de sua boca, porque teu amor é melhor do que o vinho.

3O cheiro dos teus perfumes é agradável; teu nome é como perfume sendo derramado, por isso as virgens te amam.

4Toma-me contigo, e corramos; traga-me o rei aos seus quartos.Moças : Em ti nos alegraremos e nos encheremos de alegria; nos agradaremos mais de teu amor do que do vinho;Ela : Elas estão certas em te amar;

5Eu sou morena, porém bela, ó filhas de Jerusalém: morena como as tendas de Quedar, bela como as cortinas de Salomão.

6Não fiquem me olhando por eu ser morena, pois o sol brilhou sobre mim; os filhos de minha mãe se irritaram contra mim, e me puseram para cuidar de vinhas; porém minha própria vinha, que me pertence, não cuidei.

7Dize-me, amado de minha alma: onde apascentas o teu gado ? Onde o recolhes ao meio- dia? Para que ficaria eu como que coberta com um véu por entre os gados de teus colegas?

8Ele : Se tu, a mais bela entre as mulheres, não sabes, sai pelos rastros das ovelhas, e apascenta tuas cabras junto às tendas dos pastores.

9Eu te comparo, querida, às éguas das carruagens de Faraó.

10Agradáveis são tuas laterais da face entre os enfeites, teu pescoço entre os colares.

11Enfeites de ouro faremos para ti, com detalhes de prata.

12Ela : Enquanto o rei está sentado à sua mesa, meu nardo dá a sua fragrância.

13Meu amado é para mim como um saquinho de mirra que passa a noite entre meus seios;

14Meu amado é para mim como um ramalhete de hena nas vinhas de Engedi.

15Ele : Como tu és bela, minha querida! Como tu és bela! Teus olhos são como pombas.

16Ela : Como tu és belo, meu amado! Como tu és agradável! E o nosso leito se enche de folhagens.

17As vigas de nossa casa são os cedros, e nossos caibros os ciprestes.

Cânticos 2Abrir no leitor

1Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

2Ele : Como um lírio entre os espinhos, assim é minha querida entre as moças.

3Ela : Como a macieira entre as árvores do bosque, assim é o meu amado entre os rapazes; debaixo de sua sombra desejo muito sentar, e doce é o seu fruto ao meu paladar.

4Ele me leva à casa do banquete, e sua bandeira sobre mim é o amor.

5Sustentai-me com passas, fortalecei-me com maçãs; porque estou fraca de amor.

6Esteja sua mão esquerda abaixo de minha cabeça, e sua direita me abraça.

7Eu vos ordeno, filhas de Jerusalém: jurai pelas corças e pelas cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis ao amor, até que ele queira.

8Esta é a voz do meu amado: vede-o vindo, saltando sobre os montes, pulando sobre os morros.

9Meu amado é semelhante ao corço, ou ao filhote de cervos; eis que está atrás de nossa parede, olhando pelas janelas, observando pelas grades.

10Meu amado me responde, e me diz:Ele : Levanta-te, querida minha, minha bela, e vem.

11Porque eis que o inverno já passou; a chuva se acabou, e foi embora.

12As flores aparecem na terra, o tempo da cantoria chegou; e ouve-se a voz da rolinha em nossa terra.

13A figueira está produzindo seus figos verdes, e as vides florescentes dão cheiro; levanta-te, querida minha, minha bela, e vem.

14Pomba minha, que andas pelas fendas das rochas no oculto das ladeiras, mostra-me tua face, faze-me ouvir tua voz; porque tua voz é doce, e tua face agradável.

15Tomai-nos as raposas, as raposinhas, que danificam as vinhas, porque nossas vinhas estão florescendo.

16Meu amado é meu, e eu sou sua; ele apascenta entre os lírios.

17Antes do dia se romper, e das sombras fugirem, volta, amado meu, faze-te semelhante ao corço, ao filhote de cervos, sobre os montes de Beter.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.