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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 161 de 365 · uns 14 min

Jó 31–33

Jó 31Abrir no leitor

1Eu fiz um pacto com meus olhos; como, pois, eu olharia com cobiça para a virgem?

2Pois qual é a porção dada por Deus acima, e a herança dada pelo Todo-Poderoso das alturas?

3Por acaso a calamidade não é para o perverso, e o desastre para os que praticam injustiça?

4Por acaso ele não vê meus caminhos, e conta todos os meus passos?

5Se eu andei com falsidade, e se meu pé se apressou para o engano,

6Pese-me ele em balanças justas, e Deus saberá minha integridade.

7Se meus passos se desviaram do caminho, e meu coração seguiu meus olhos, e se algo se apegou às minhas mãos,

8Que eu semeie, e outro coma; e meus produtos sejam arrancados.

9Se foi meu coração se deixou seduzir por alguma mulher, ou se estive espreitei à porta de meu próximo,

10Que minha mulher moa para outro, e outros se encurvem sobre ela.

11Pois tal seria um crime vergonhoso, e delito a ser sentenciado por juízes.

12Pois seria um fogo que consumiria até à perdição, e destruiria toda a minha renda.

13Se desprezei o direito de meu servo ou de minha serva quando eles reclamaram comigo,

14Que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele investigasse a causa ,o que eu lhe responderia?

15Aquele que me fez no ventre materno também não fez a ele? E não nos preparou de um mesmo modo na madre?

16Se eu neguei aos pobres o que eles desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva;

17E se comi meu alimento sozinho, e o órfão não comeu dele

18(Porque desde a minha juventude cresceu comigo como se eu fosse seu pai ,e desde o ventre de minha mãe guiei a viúva );

19Se eu vi alguém morrer por falta de roupa, e o necessitado sem algo que o cobrisse,

20Se sua cintura não me bendisse, quando ele se esquentava com as peles de meus cordeiros;

21Se levantei minha mão contra o órfão, quando vi que seria favorecido na corte judicial,

22Que minha escápula caia do meu ombro, e meu braço se quebre de sua articulação.

23Porque o castigo de Deus era um assombro para mim, e eu não teria poder contra sua majestade.

24Se eu pus no ouro minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és minha confiança;

25Se eu me alegrei de que minha riqueza era muita, e de que minha mão havia obtido muito;

26Se olhei para o sol quando brilhava, e à lua quando estava bela,

27E meu coração se deixou enganar em segredo, e minha boca beijou minha mão,

28Isto também seria um delito a ser sentenciado por juiz; porque teria negado ao Deus de cima.

29Se eu me alegrei da desgraça daquele que me odiava, e me agradei quando o mal o encontrou,

30Sendo que nem deixei minha boca pecar, desejando sua morte com maldição,

31Se a gente da minha casa nunca tivesse dito: Quem não se satisfez da carne dada por ele?

32O estrangeiro não passava a noite na rua; eu abria minhas portas ao viajante.

33Se encobri minhas transgressões como as pessoas fazem , escondendo meu delito em meu seio;

34Porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me atemorizou; então me calei, e não saí da porta:

35Quem me dera se alguém me ouvisse! Eis que minha vontade é que o Todo-Poderoso me responda, e meu adversário escrevesse um relato da acusação.

36Certamente eu o carregaria sobre meu ombro, e o poria em mim como uma coroa.

37Eu lhe diria o número de meus passos, e como um príncipe eu me chegaria a ele.

38Se minha terra clamar contra mim, e seus sulcos juntamente chorarem;

39Se comi seus frutos sem pagar dinheiro, ou fiz expirar a alma de seus donos;

40Em lugar de trigo que me produza cardos, e ervas daninhas no lugar da cevada. Aqui terminam as palavras de Jó.

Jó 32Abrir no leitor

1Então aqueles três homens cessaram de responder a Jó, porque ele era justo em seus olhos.

2Porém se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, buzita, da família de Rão; contra Jó se acendeu sua ira, porque justificava mais a si mesmo que a Deus.

3Também sua ira se acendeu contra seus três amigos, porque não achavam o que responder, ainda que tinham condenado a Jó.

4E Eliú tinha esperado a Jó naquela discussão, porque tinham mais idade que ele.

5Porém quando Eliú viu que não havia resposta na boca daqueles três homens, sua ira se acendeu.

6Por isso Eliú, filho de Baraquel, buzita, respondeu, dizendo: Eu sou jovem e vós sois idosos; por isso fiquei receoso e tive medo de vos declarar minha opinião.

7Eu dizia: Os dias falem, e a multidão de anos ensine sabedoria.

8Certamente há espírito no ser humano, e a inspiração do Todo-Poderoso os faz entendedores.

9Não são somente os grandes que são sábios, nem somente os velhos entendem o juízo.

10Por isso eu digo: escutai-me; também eu declararei minha opinião.

11Eis que eu aguardei vossas palavras, e dei ouvidos a vossas considerações, enquanto vós buscáveis argumentos.

12Eu prestei atenção a vós, porém eis que ninguém há de vós que possa convencer a Jó, nem que responda a suas palavras.

13Portanto não digais: Encontramos a sabedoria; que Deus o derrote, e não o homem.

14Jó não dirigiu suas palavras a mim, nem eu lhe responderei com vossos dizeres.

15Estão pasmos, não respondem mais; faltam-lhes palavras.

16Esperei, pois, porém agora não falam; porque já pararam, e não respondem mais.

17Também eu responderei minha parte; também eu declararei minha opinião.

18Porque estou cheio de palavras, e o espírito em meu ventre me obriga.

19Eis que meu ventre é como o vinho que não tem abertura; e que está a ponto de arrebentar como odres novos.

20Falarei, para que eu me alivie; abrirei meus lábios, e responderei.

21Não farei eu acepção de pessoas, nem usarei de títulos lisonjeiros para com o homem.

22Pois não sei lisonjear; caso contrário ,meu Criador logo me removeria.

Jó 33Abrir no leitor

1Portanto, Jó, ouve, por favor, meus dizeres, e dá ouvidos a todas as minhas palavras.

2Eis que já abri minha boca; minha língua já fala debaixo do meu céu da boca.

3Meus dizeres pronunciarão a integridade do meu coração, e o puro conhecimento dos meus lábios.

4O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me deu vida.

5Se puderes, responde-me; dispõe-te perante mim, e persiste.

6Eis que para Deus eu sou como tu; do barro também eu fui formado.

7Eis que meu terror não te espantará, nem minha mão será pesada sobre ti.

8Certamente tu disseste a meus ouvidos, e eu ouvi a voz de tuas palavras,

9Que diziam : Eu sou limpo e sem transgressão; sou inocente, e não tenho culpa.

10Eis que Deus buscou pretextos contra mim, e me tem por seu inimigo.

11Ele pôs meus pés no tronco, e observa todas as minhas veredas.

12Eis que nisto não foste justo, eu te respondo; pois Deus é maior que o ser humano.

13Por que razão brigas contra ele por não dar resposta às palavras do ser humano?

14Contudo Deus fala uma ou duas vezes, ainda que o ser humano não entenda.

15Em sonho ou em visão noturna, quando o sono profundo cai sobre as pessoas, e adormecem na cama.

16Então o revela ao ouvido das pessoas, e os sela com advertências;

17Para desviar ao ser humano de sua obra, e do homem a soberba.

18Para desviar a sua alma da perdição, e sua vida de passar pela espada.

19Também em sua cama é castigado com dores, com luta constante em seus ossos,

20De modo que sua vida detesta até o pão, e sua alma a comida deliciosa.

21Sua carne desaparece da vista, e seus ossos, que antes não se viam, aparecem.

22Sua alma se aproxima da cova, e sua vida dos que causam a morte.

23Se com ele, pois, houver algum anjo, algum intérprete; um dentre mil, para anunciar ao ser humano o que lhe é correto,

24Então Deus terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à perdição; já achei o resgate.

25Sua carne se rejuvenescerá mais do que era na infância, e voltará aos dias de sua juventude.

26Ele orará a Deus, que se agradará dele; e verá sua face com júbilo, porque ele restituirá ao ser humano sua justiça.

27Ele olhará para as pessoas, e dirá: Pequei, e perverti o que era correto, o que de nada me aproveitou.

28Porém Deus livrou minha alma para que eu não passasse à cova, e agora minha vida vê a luz!

29Eis que Deus faz tudo isto duas ou três vezes com o ser humano,

30Para desviar sua alma da perdição, e o iluminar com a luz dos viventes.

31Presta atenção, Jó, e ouve-me; cala-te, e eu falarei.

32Se tiveres o que dizer, responde-me; fala, porque eu quero te justificar.

33E se não, escuta-me; cala-te, e eu ensinarei sabedoria.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.