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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 156 de 365 · uns 12 min

Jó 13–15

Jó 13Abrir no leitor

1Eis que meus olhos têm visto tudo isto ; meus ouvidos o ouviram, e entenderam.

2Assim como vós o sabeis, eu também o sei; não sou inferior a vós.

3Mas eu falarei com o Todo-Poderoso, e quero me defender para com Deus.

4Pois na verdade vós sois inventores de mentiras; todos vós sois médicos inúteis.

5Bom seria se vos calásseis por completo, pois seria sabedoria de vossa parte.

6Ouvi agora meu argumento, e prestai atenção aos argumentos de meus lábios.

7Por acaso falareis perversidade por Deus, e por ele falareis engano?

8Fareis acepção de sua pessoa? Brigareis em defesa de Deus?

9Seria bom para vós se ele vos investigasse? Enganareis a ele como se engana a algum homem?

10Certamente ele vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas.

11Por acaso a majestade dele não vos espantará? E o temor dele não cairá sobre sobre vós?

12Vossos conceitos são provérbios de cinzas; vossas defesas são como defesas de lama.

13Calai-vos diante de mim, e eu falarei; e venha sobre mim o que vier.

14Por que tiraria eu minha carne com meus dentes, e poria minha alma em minha mão?

15Eis que, ainda que ele me mate, nele esperarei; porém defenderei meus caminhos diante dele.

16Ele mesmo será minha salvação; pois o hipócrita não virá perante ele.

17Ouvi com atenção minhas palavras, e com vossos ouvidos minha declaração.

18Eis que já tenho preparado minha causa; sei que serei considerado justo.

19Quem é o que brigará comigo? Pois então eu me calaria e morreria.

20Somente duas coisas não faças comigo; então eu não me esconderei de teu rosto:

21Afasta tua mão de sobre mim, e teu terror não me espante.

22Chama, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responde.

23Quantas culpas e pecados eu tenho? Faze-me saber minha transgressão e meu pecado.

24Por que escondes teu rosto, e me consideras teu inimigo?

25Por acaso quebrarás a folha arrebatada pelo vento ? E perseguirás a palha seca?

26Por que escreves contra mim amarguras, e me fazes herdar as transgressões de minha juventude?

27Também pões meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos. Tu pões limites às solas dos meus pés.

28Eu me consumo como a podridão, como uma roupa que a traça rói.

Jó 14Abrir no leitor

1O homem, nascido de mulher, é curto de dias, e farto de inquietação;

2Ele sai como uma flor, e é cortado; foge como a sombra, e não permanece.

3Contudo sobre este abres teus olhos, e me trazes a juízo contigo.

4Quem tirará algo puro do imundo? Ninguém.

5Visto que seus dias já estão determinados, e contigo está o número de seus meses, tu lhe puseste limites, dos quais ele não passará.

6Desvia-te dele, para que ele tenha repouso; até que, como o empregado, complete seu dia.

7Porque há ainda alguma esperança para a árvore que, se cortada, ainda se renove, e seus renovos não cessem.

8Ainda que sua raiz se envelheça na terra, e seu tronco morra no solo,

9Ao cheiro das águas ela brotará, e dará ramos como uma planta nova.

10Porém o homem morre, e se abate; depois de expirar, onde ele está?

11As águas se vão do lago, e o rio se esgota, e se seca.

12Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus, eles não despertarão, nem se erguerão de seu sono.

13Ah, se tu me escondesses no Xeol, e me ocultasses até que a tua ira passasse, se me pusesses um limite de tempo, e te lembrasses de mim!

14Se o homem morrer, voltará a viver? Todos os dias de meu combate esperarei, até que venha minha dispensa.

15Tu me chamarás, e eu te responderei; e te afeiçoarás à obra de tuas mãos.

16Pois então tu contarias meus passos, e não ficarias vigiando meu pecado.

17Minha transgressão estaria selada numa bolsa, e tu encobririas minhas perversidades.

18E assim como a montanha cai e é destruída, e a rocha muda de seu lugar,

19E a água desgasta as pedras, e as enxurradas levam o pó da terra, assim também tu fazes perecer a esperança do homem.

20Sempre prevaleces contra ele, e ele passa; tu mudas o aspecto de seu rosto, e o despedes.

21Se seus filhos vierem a ter honra, ele não saberá; se forem humilhados, ele não perceberá.

22Ele apenas sente as dores em sua própria carne, e lamenta por sua própria alma.

Jó 15Abrir no leitor

1Então Elifaz, o temanita, respondeu, dizendo:

2Por acaso o sábio dará como resposta vão conhecimento, e encherá seu ventre de vento oriental?

3Repreenderá com palavras que nada servem, e com argumentos que de nada aproveitam?

4Porém tu destróis o temor, e menosprezas a oração diante de Deus.

5Pois tua perversidade conduz tua boca, e tu escolheste a língua dos astutos.

6Tua boca te condena, e não eu; e teus lábios dão testemunho contra ti.

7Por acaso foste tu o primeiro ser humano a nascer? Ou foste gerado antes dos morros?

8Ouviste tu o segredo de Deus? Reténs tu apenas contigo a sabedoria?

9O que tu sabes que nós não saibamos? O que tu entendes que não tenhamos entendido ?

10Entre nós também há os que tenham cabelos grisalhos, também há os que são muito mais idosos que teu pai.

11Por acaso as consolações de Deus te são poucas? As mansas palavras voltadas a ti?

12Por que o teu coração te arrebata, e por que centelham teus olhos,

13Para que vires teu espírito contra Deus, e deixes sair tais tais palavras de tua boca?

14O que é o homem, para que seja puro? E o nascido de mulher, para que seja justo?

15Eis que Deus não confia em seus santos, nem os céus são puros diante de seus olhos;

16Quanto menos o homem, abominável e corrupto, que bebe a maldade como água?

17Escuta-me; eu te mostrarei; eu te contarei o que vi.

18(O que os sábios contaram, o que não foi encoberto por seus pais,

19A somente os quais a terra foi dada, e estranho nenhum passou por meio deles):

20Todos os dias do perverso são sofrimento para si, o número de anos reservados ao opressor.

21Ruídos de horrores estão em seus ouvidos; até na paz lhe sobrevém o assolador.

22Ele não crê que voltará da escuridão; ao contrário, a espada o espera.

23Anda vagueando por comida, onde quer que ela esteja. Ele sabe que o dia das trevas está prestes a acontecer.

24Angústia e aflição o assombram, e prevalecem contra ele como um rei preparado para a batalha;

25Porque ele estendeu sua mão contra Deus, e se embraveceu contra o Todo-Poderoso,

26Corre contra ele com dureza de pescoço, e como seus escudos grossos e levantados.

27Porque cobriu seu rosto com sua gordura, e engordou as laterais de seu corpo.

28E habitou em cidades desoladas cidades, em casas desabitadas; que estavam prestes a desmoronar.

29Ele não enriquecerá, nem seu patrimônio subsistirá, nem suas riquezas se estenderão pela terra.

30Não escapará das trevas; a chama secará seus ramos, e ao sopro de sua boca desparecerá.

31Não confie ele na ilusão para ser enganado; pois a sua recompensa será nada.

32Não sendo ainda seu tempo, ela se cumprirá; e seu ramo não florescerá.

33Sacudirá suas uvas antes de amadurecerem como a vide, e derramará sua flor como a oliveira.

34Pois a ajuntamento dos hipócritas será estéril, e fogo consumirá as tendas do suborno.

35Eles concebem a maldade, e dão à luz a perversidade; e o ventre deles prepara enganos.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.